Praticar atividades físicas, ter uma alimentação saudável e uma vida social ativa ajudam a preservar a saúde física e mental dos idosos, segundo um estudo do Centro Médico da Universidade de Rush, de Chicago, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, em geral, os idosos gastam menos tempo engajados em atividades sociais e, sendo assim, sua função motora tende a piorar rapidamente. Apenas 10% das pessoas com mais de 65 anos realizam a quantidade recomendada de exercícios físicos de 2 horas e meia a 5 horas por semana. Além disso, outros estudos indicam que estimular a atividade mental e a socialização na terceira idade protege contra o avanço de doenças relacionadas à atividade cerebral. Um trabalho feito em Ilinois, nos Estados Unidos, analisou 906 idosos com idade média de 80 anos, durante um período de cinco anos. A pesquisa relacionou o aumento da vida social com a melhor realização de uma gama de tarefas, incluindo andar em linha reta e girar em círculos sem perder o equilíbrio. As análises também levaram em conta que a redução na atividade social pode ser simplesmente um sintoma de declínio físico, uma vez que as pessoas podem naturalmente participar de menos compromissos sociais quando têm suas habilidades motoras diminuídas. A maioria dos pesquisadores concorda que é importante incentivar e motivar os mais velhos a se integrarem e se motivarem mais, uma vez que estes hábitos preservam a lucidez.
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Idosos podem melhorar atividade física e mental tendo vida social ativa
Cuidados para contratar um personal trainer
UOL
Hoje em dia, temos professores particulares para quase todo tipo de coisa, até para aprender a se vestir! Mas vou falar particularmente do personal trainer, que é o professor de educação física, mas com especialização na área de treinamento individual ou personalizado. Digo eficiente, porque normalmente as pessoas procuram o particular quando percebem que não estão tendo resultados satisfatórios numa aula normal ou digamos, coletiva.
Realmente por mais competente que seja o professor, não é possível dar total atenção a cada aluno, de uma turma de 10 ou mais indivíduos. E é aí que está a diferença: o personal trainer estará lhe dando atenção exclusiva o tempo todo. Quanto mais tempo juntos, mais informações vocês estarão trocando e assim, mais dados a seu respeito ele vai ter. Isso é muito importante e vai permitir que ele lhe oriente de forma muito mais abrangente, considerando inclusive, seu estado psicológico, seu humor, etc. A partir daí que os resultados serão mais facilmente alcançados. Para que o professor chegue a esse ponto, é claro que é necessário que haja muita confiança entre professor/aluno.
Como contratar então, uma pessoa em quem você vai confiar seu corpo e sua saúde? Alguém para lhe ensinar a conhecer e cuidar de si mesmo?
Uma escolha mal feita pode acarretar danos à sua saúde e com a abertura desse mercado, infelizmente, muitos sem a qualificação necessária, estão oferecendo esse serviço.
Por isso antes de qualquer contratação, certifique-se que o professor tem formação universitária em Educação Física, especialização em "personal training" e verifique suas referências. Você também pode consultar o Conselho Federal de Educação Física.
O personal trainer deve ter conhecimento nas áreas de anatomia, fisiologia do exercício, biomecânica, avaliação física, psicologia do esporte, e conhecimento específico para a prescrição de exercícios para grupos especiais (como cardíacos, hipertensos, obesos, etc).
Deve estar preparado para trabalhar com as necessidades específicas de cada um e respeitando suas individualidades biológicas; fazer um trabalho multidisciplinar, sempre em conjunto com o médico, o nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo ou qualquer outro profissional da área da saúde que seja necessário dentro dos objetivos do aluno.
O personal trainer não exige lugar específico para trabalhar, e nem promete resultados milagrosos. Deve ser um bom ouvinte e estar sempre atento as suas solicitações.
Quem contrata um personal é porque não está contente com sua forma física, qualidade de vida, ou não tem tempo de ir a uma academia, não gosta, tem poucos horários disponíveis ou precisa de muita motivação, por todas essas razões o personal não deve ser do tipo que falta, cancela ou transfere as aulas a toda hora.
Mesmo que seu objetivo seja só a estética, ele deve montar seu programa, colocando sua saúde em primeiro lugar.
É aconselhável fazer um contrato de prestação de serviços, onde constará, número de aulas na semana, duração, horários, valores e todos os detalhes que ambos, professor e aluno, acharem necessário, pois muitas vezes, cria-se também uma relação de amizade e ambas as partes acabam sem coragem de cobrar algo que foi combinado e que não esteja sendo cumprido.
Essa relação de amizade é muito gratificante, mas não deve interferir na relação profissional.
Além de ensinar os exercícios, o personal trainer deve passar noções de consciência corporal e mostrar ao aluno como e o que está acontecendo com seu corpo.
As aulas devem sempre proporcionar bem-estar e qualidade de vida. O professor deve estar ligado em você todo o tempo e por esse motivo os resultados são, no mínimo, 30% mais eficientes.
O bom profissional está sempre atualizado e embasado em pesquisas científicas.
Apesar da aparência não refletir a competência de uma pessoa, o professor deve manter-se ativo, em boa forma física e vestido adequadamente, afinal o aluno se espelha no professor!
Serviço de personal trainer em geral inclui
- A escolha do horário conforme a necessidade do cliente
- A montagem do programa
- O acompanhamento
- As orientações totalmente individualizadas
- As modificações necessárias feitas a cada aula, ou seja, estar sendo avaliado a cada dia
- Variar as modalidades sem perder seu objetivo
- Geralmente o personal tem todo o material necessário (colchonete, bola, halteres, barrinhas, caneleiras, frequencímetro, elásticos, etc). Os elásticos são ótimos substitutos dos pesos, pois eles oferecem uma resistência graduada, do leve ao bem forte, e é possível utilizá-los para uma grande variedade de exercícios. Fica faltando apenas os aparelhos para exercícios aeróbios (esteira ou bicicleta), mas que serão feitos na ruas, parques, praças...
- Variar os locais de treino (em casa, no clube, na praça)
- Ter sempre uma pessoa para incentivá-lo, motivá-lo, fazendo com que você não perca as aulas mesmo quando não estiver com muita disposição
- Finalmente a possibilidade de exclusividade, um professor que pode acompanhá-lo em viagens ou sempre disponível no caso de horários irregulares
Exercicios prejudiciais a saúde
Noticias de que alguns exercícios da musculação foram recentemente proibidos têm circulado no meio das academias. Tal é o caso do agachamento completo, do desenvolvimento sentado, da remada curvada, do puxador por trás do pescoço, entre outros. A primeira pergunta que cabe é "Quem proibiu?", apenas para deixar claro que o verbo em questão não se aplica à situação. Certamente os profissionais que estão proibindo os alunos de realizarem os referidos exercícios estão exagerando as condutas. Na realidade o que tem ocorrido é que têm sido publicadas em revistas científicas trabalhos que identificaram sobrecargas acentuadas em componentes do sistema músculo-esquelético em alguns exercícios. Na discussão desses trabalhos, os autores comentam todas as possíveis implicações dos seus resultados, e freqüentemente a ocorrência de lesões é citada como uma possibilidade. Esse é um procedimento correto e habitual em trabalhos científicos. Os problemas começam quando profissionais menos afeitos ao rigor dos métodos científicos lêem os trabalhos e publicam suas conclusões em outras revistas com grande penetração nos meios técnicos. Freqüentemente a interpretação é que o trabalho provou que o exercício analisado provoca lesões, e a divulgação desses conceitos leva às proibições nas academias.
Na realidade, a única conclusão possível nesses casos, é que o exercício estudado apresenta sobrecargas em estruturas anatômicas. Uma sobrecarga não significa algo indesejável, mas apenas que determinadas funções dos órgãos estão sendo solicitadas acima dos níveis habituais. Diante da ocorrência de sobrecargas duas situações podem ocorrer: aprimoramento da função sobrecarregada ou falência da estrutura ou órgão. No caso das sobrecargas agudas, como é o caso dos exercícios físicos, um aumento de função muito intenso pode produzir uma lesão também aguda, mais ou menos grave, como é o caso de uma hérnia de disco ao realizar um movimento inadequado. Sobrecargas agudas excessivas mas não suficientes para produzir uma lesão aguda, quando repetitivas, poderão levar à lesões crônicas, tal como as tendinites do trabalho e do esporte mal orientados. Sobrecargas menos intensas levarão ao fortalecimento da estrutura ou órgão. A aplicação de sobrecargas não excessivas é a base do treinamento físico. Sobrecargas crônicas, geralmente não muito intensas e produzidas por doenças, quase que invariavelmente levam ao comprometimento anatômico e funcional dos órgãos. Nesses casos as sobrecargas são constantes, sem períodos de alívio, e dessa maneira não permitem as adaptações de fortalecimento que sempre ocorrem em repouso, na ausência de aumento de função. Exemplos dessas situações são as artroses por excesso de peso corporal ou por desalinhamentos articulares, a insuficiência cardíaca por hipertensão arterial, o enfisema pulmonar por síndromes pulmonares obstrutivas, entre outros.
No caso dos exercícios como saber se uma sobrecarga é excessiva ou não? Cabem algumas considerações. Estudos em laboratórios com estruturas anatômicas isoladas podem identificar limites de tolerância dos tecidos envolvidos, mas não conseguem predizer se os resultados das interações de forças in vivo poderão chegar à esses limites. Outro aspecto é que as sobrecargas biomecânicas poderão variar muito entre as pessoas, devido a diferenças nas alavancas músculo-esqueléticas. Assim sendo, sobrecargas excessivas para uma pessoa poderão ser estímulos de fortalecimento para outra. Do ponto de vista científico, a possibilidade de ocorrência de lesões somente será confirmada quando as lesões forem identificadas. Estudos experimentais com pessoas realizando exercícios suspeitos e acompanhadas para detectar a ocorrência de lesões são inviáveis do ponto de vista ético. Os estudos que caberiam nesse caso são os de levantamento de casos ou observacionais, quando pessoas que já realizam os exercícios suspeitos são acompanhadas ao longo do tempo ou avaliadas retrospectivamente. Em outras palavras, não é necessário acompanhar as pessoas durante anos para verificar se ocorrem lesões; basta avaliar pessoas que já utilizam os exercícios suspeitos há muito tempo. Na ausência de estudos como esses a ocorrência de lesões é apenas uma possibilidade teórica.
Felizmente os profissionais envolvidos com treinamento físico não precisam esperar por trabalhos científicos demorados para tomar condutas práticas em relação aos exercícios: basta que utilizem o conhecimento técnico. No caso dos exercícios com pesos, grandes cargas nunca são utilizadas em exercícios que a pessoa nunca realizou. Invariavelmente os exercícios são experimentados com pouca carga, em poucas séries com poucas repetições. O praticante deve ser orientado para informar ao professor ou técnico sobre desconforto articular que ocorra na progressão do treinamento. Faz parte do conhecimento técnico que exercícios progressivos inadequados para uma dada pessoa, antes de produzirem lesões, darão origem ao desconforto local. Provavelmente isto se deve ao estímulo dos proprioceptores peri-articulares por sobrecargas excessivas. Em outras palavras, a natureza colocou em nosso organismo um sistema refinado para detecção de sobrecargas excessivas, que informa ao sistema nervoso central suas avaliações na forma de desconforto. A ocorrência de desconforto exige intervenção no sentido de modificar ou substituir o exercício causal. Assim sendo, alguns exercícios são identificados como adequados para algumas pessoas e inadequados para outras. Além desse aspecto, o conhecimento técnico já identificou os exercícios ou técnicas de execução de exercícios que mais freqüentemente produzem lesões. Evidentemente isto ocorreu às custas de pessoas que se lesionaram, mas cujo infortúnio muito contribuiu para o conhecimento técnico atual. Tais exercícios ou procedimentos foram excluídos do arsenal da musculação muito antes que qualquer trabalho científico levantasse suspeitas sobre eles.













