A IMPORTÂNCIA DE TER UM ABDOMÊN BEM TRABALHADO

A IMPORTÂNCIA DE TER UM ABDOMÊN BEM TRABALHADO
 
 
O desenvolvimento da parede abdominal constitui um dos objetivos básicos da maioria dos programas de exercícios de condição física geral. No entanto, muitos indivíduos têm como único objetivo ter uma "barriga de tanquinho", e não sabem o porque da importância de ter uma musculatura abdominal bem desenvolvida. Na mulher, o trabalho abdominal assume particular destaque, nomeadamente após algumas condições específicas da mulher, tais como a gravidez e parto, devendo, no entanto, ser encarado com certo cuidado, dado ao fato de estar associado ao aumento da pressão intra-abdominal e ao possível desencadeamento da condição clínica de incontinência urinária de esforço.
 
 
ANATOMIA DA MUSCULATURA ABDOMINAL
 
O abdômen humano é a parte do tronco entre o tórax e a pelve (quadril). É a maior cavidade que temos no nosso corpo. Ele "guarda" a grande maioria dos órgãos, como o estômago, intestino delgado, fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, bexiga, útero, óvarios; além da arteria aorta abdominal e da veia cava inferior. O abdomên não apresenta arcabouço ósseo, tendo suas estrutura composta por paredes musculares. Apenas a parte posterior é formada pelas vértebras, de T12 até a última sacral, pois há uma continuidade entre o abdomên e a pelve.
 
O abdômen se subdivide em reto abdominal, os oblíquos interno e externo do abdômen e o transverso do abdômen.
 
O reto abdominal segue pelas quinta, sexta e sétima costelas e o processo xifóide do esterno à sínfise púbica. Ele flexiona as colunas lombar e torácica. Ou seja, ele realiza a flexão do tronco e do quadril.
 
O obliquo externo do abdômen segue entre os ângulos inferiores das últimas oito costelas ao ângulo externo da metade média da crista ilíaca. Ele flexiona contralateralmente (para o lado oposto) e faz a rotação das colunas lombar e torácica. O oblíquo interno do abdômen segue entre o ângulo exterior do meio dos dois terços da crista ilíaca e as sétima, oitava e nona costelas. Ele flexiona e, ipsilateralmente (para o mesmo lado), faz a rotação das colunas lombar e torácica.
 
O transverso do abdômen segue entre as seis costelas inferiores e a metade média do ângulo interno da crista ilíaca, a linha Alba (formada pela face sobreposta dos músculos abdominais) e o púbis. Sua principal função, envolvendo a coluna vertebral, é a de auxiliar a rotação lateral ipsilateral das colunas torácica e lombar. Além de promover a contenção dos órgãos e vísceras e auxiliar o diafragma no movimento respiratório.
 
A musculatura abdominal é responsável pela manutenção de nossa postura, associada à ação dos músculos eretores da coluna e dos membros inferiores. Alterações no padrão de força dessa musculatura podem prejudicar a postura, facilitando o aparecimento de eventuais problemas posturais e dores associadas.
 
 
Importância do Diafragma
 
O diafragma é um músculo estriado esquelético em forma de cúpula e é o principal responsável pela respiração humana (também é auxiliado pelos músculos intercostais e outros músculos acessórios); serve de fronteira entre a cavidade torácica e a abdominal; está coberto pelo peritônio em sua face inferior, e é adjacente à pleura parietal em sua face superior.
 
O diafragma possui tendões periféricos que se ligam anteriormente ao osso esterno ou ao processo xifóide do esterno; lateralmente às seis costelas inferiores (7ª, 8ª, 9ª e 10ª costelas, e ápices das 11ª e 12ª que são as costelas flutuantes) e às cartilagens costais correspondentes; e posteriormente às três vértebras lombares superiores.
 
Dos ligamentos periféricos saem feixes musculares que correm radialmente para unir-se no centro tendíneo. Os feixes musculares formam uma lâmina contínua, mas mesmo assim a musculatura do diafragma é dividida em três partes:
 
- a parte esternal, fixada na parte posterior do processo xifóide do esterno.
- a parte costal, cujos feixes se ligam às cartilagens costais inferiores e às costelas correspondentes. A lâmina muscular da parte costal se arruma de modo a formar um desenho "semi-esférico" como uma concha, que será as cúpulas diafragmáticas direita e esquerda.
- a parte lombar, que se liga às três vértebras lombares superiores, e forma os pilares diafragmáticos direito e esquerdo, que sobem para o centro tendíneo.
 
Superiormente ao diafragma, há os ligamentos frenicopericárdicos, que ligam a base do pericárdio à face superior do diafragma.

Aberturas no diafragma

 
Caso não houvesse aberturas no corpo do diafragma, o tórax seria totalmente isolado do abdómen. Contudo, existem algumas aberturas necessárias para permitir a passagem de certas estruturas, são elas:
o forame da veia cava, que se localiza no centro tendíneo do diafragma.
 
o hiato aórtico, estrutura que passa posteriormente ao ligamento arqueado mediano. Este hiato não chega a perfurar a musculatura do diafragma, e passa entre as vértebras torácicas inferiores e o diafragma.
 
 
Movimento do diafragma
 
Durante a inspiração, a cúpula diafragmática se contrai e desce, reduzindo a pressão intratorácica e comprimindo as vísceras abdominais. Esta manobra auxilia a entrada do ar nos pulmões e também a circulação sanguínea na veia cava inferior (que passa pelo forame da veia cava no diafragma). A descida do diafragma resulta também no aumento do diâmetro vertical do tórax.
 
Na expiração ocorre o processo inverso, o diafragma relaxa e sobe, aumentando a pressão intratorácica e expulsando o ar dos pulmões.
Seus movimentos são importantes para a tosse, espirros, parto e defecação.
 
 
ENTENDENDO A EFICIÊNCIA DOS EXERCÍCIOS ABDOMINAIS
 
Para melhor entendermos como trabalhar o músculo abdominal é preciso primeiramente saber como ele é constituído em relação as suas fibras musculares e qual tipo de contração é mais eficaz para essa musculatura.
 
As fibras musculares esqueléticas diferem-se quanto ao tempo que levam para se contrair, podendo haver uma diferença de até cinco vezes mais tempo no estímulo e resposta de contração, se compararmos as fibras de contração lenta com as rápidas.
 
As fibras musculares lentas estão adaptadas à realização de trabalho contínuo, possuem maior quantidade de mitocôndrias (organelas responsáveis pela produção de energia), maior irrigação sanguínea e grande quantidade de mioglobina, capaz de estocar bastante oxigênio. As fibras rápidas, por sua vez, são pobres em mioglobina, estão presentes em músculos adaptados à contrações rápidas e fortes.
 
O abdomên por ter grande função de sustentação do corpo humano, mantendo o tronco ereto contra a gravidade, tem sua em sua composição uma maior quantidade de fibras lentas, porém é sabido que também tem muitas fibras rápidas, responsáveis pelos movimentos dinâmicos e velozes realizados pelo tronco e quadril, principalmente quando nos referimos aos desportos e atividades físicas.
 
No que se refere à contração muscular, devemos saber que existem dois tipos de contrações musculares: contração isotônica e contração isométrica.
 
A contração isotônica refere-se a uma contração em que um músculo encurta enquanto exerce uma força constante que corresponde à carga que está sendo erguida pelo músculo. Divide-se em concêntrica e excêntrica. Na concêntrica a contração vence a resistência e há o encurtamento muscular e na excêntrica a resistência vence a contração havendo o alongamento muscular.
 
A contração isométrica refere-se a uma contração em que o comprimento externo do músculo não se altera, pois a força gerada pelo músculo é insuficiente para mover a carga à qual está fixado. No corpo, a maioria das contrações é uma combinação de ambas contrações.
 
Ambos os estímulos são utilizados pela musculatura abdominal em nosso dia-a-dia. Então devemos trabalhar este grupamento muscular em sua especificidade, ou seja, devemos realizar exercícios dinâmicos e estáticos, para trabalhar todos os tipos de fibras musculares e nos prepararmos para as condições mais diversificadas do nosso cotidiano.
 
 

Como Obter um Abdômen Definido

 

Primeiramente, é preciso avaliar a quantidade de gordura sobre os músculos abdominais (ou, em termos mais simples, o tamanho da "barriguinha"), pois como sabemos, é possível definir o abdômen com a prática de exercícios abdominais, porém a definição ficará escondida pela camada de gordura.
 
Se for o caso, deve-se avaliar a possibilidade de um programa de emagrecimento, associado a exercícios aeróbios, além de outros exercícios para promover a perda de peso. A prática de exercícios físicos ajudará na queima de calorias de maneira global, permitindo assim a diminuição do percentual de gordura na região abdominal, tornando a definição abdominal bem visível.
 
Na hora de escolher qual tipo de abdominal realizar, devemos ter em mente que o abdômen é um músculo como outro qualquer do nosso corpo, ele precisa do estímulo mais adequado, seguido de repouso e supercompensação para então desenvolver. Com isso, deve-se trabalhar esta musculatura como um todo, trabalhando todas as partes do abdômen, realizando os movimentos naturais de cada segmento muscular (flexão do tronco, flexão do quadril, flexão associada à rotação do tronco, flexão lateral do tronco), Uma outra área do abdômen de grande importância, que a maioria das pessoas freqüentemente se esquecem é o abdômen transverso. Esta parte do abdômen tem grande importância na respiração, na contenção de vísceras e órgãos, e no aumento da pressão intra-abdominal, que é uma força resultante da pressão do abdômen e do diafragma, que protegem a coluna lombar contra a pressão intra-discal, efeito nocivo exercido sobre a coluna pela força da gravidade.
 
O abdômen transverso é desenvolvido através de exercícios respiratórios e posturais, realizados de forma voluntária e consciente, através de atividades como yoga, tai chi chuan, pilates, rpg, entre outros.
 
O restante da musculatura abdominal deve ser trabalhada em dias alternados, ou separar a fase de treinamento intercalando as áreas do abdômen a serem trabalhadas. Numa fase do treinamento é aconselhável utilizar um volume grande com pouca intensidade, ou seja, muita repetição e praticamente nada, ou muito pouca sobrecarga. E numa outra fase do treinamento, deve-se diminuir o volume e aumentar a intensidade, invertendo todo o processo. Em relação à velocidade de execução do movimento, deve-se trabalhar com baixas velocidades no intuito de gerar um estímulo tênsil, para hipertrofiar o abdômen – neste caso, a fase excêntrica deve ser bem mais lenta que a fase concêntrica, numa escala de 2:1 ou 3:1 – e usar velocidade média a alta, no intuito de gerar um estímulo metabólico e de resistência da musculatura. Também é aconselhável desenvolver a força estática da musculatura, através de sustentação em flexão do tronco e quadril, assim como através de exercícios posturais.
 
Realizando os exercícios regularmente e conseguindo diminuir o percentual de gordura abdominal, você terá um abdômen definido e bem desenhado, promovendo uma boa postura, uma boa capacidade respiratória, um bom equilíbrio na relação postural no que diz respeito à região anterior e posterior do tronco, assim como também terá um melhor controle urinário, por ter bem desenvolvido a musculatura do assoalho pélvico.
 
 
RISCOS DA GORDURA LOCALIZADA NA REGIÃO ABDOMINAL
 
Um estudo cientifico constatou que pacientes ignoram que gordura abdominal aumenta risco de enfarte – A maioria dos pacientes, e até mesmo alguns médicos, não sabe que a circunferência da cintura é um importante fator de risco para doenças cardíacas, que matam 17 milhões de pessoas todos os anos no mundo. Uma pesquisa internacional divulgou que apenas uma minoria dos pacientes e que cerca de 60% dos médicos sabem que, quanto maior a cintura, maior o risco de ter um enfarte.
 
Uma cintura de mais de 88 cm para mulheres e 102 cm para homens, considerando a América do Norte, representa um risco maior de doença cardíaca. Os números são ligeiramente menores para as Américas Latina e Central, para o Oriente Médio, para a Índia e para a Ásia, com 80 cm para mulheres e 90 cm para os homens.
 
O sobrepeso e a obesidade são calculados pelo índice de massa corporal (IMC), obtido pela divisão do peso em quilos pela altura em metros ao quadrado. Um IMC acima de 25 representa sobrepeso, e acima de 30, obesidade. Mas a circunferência da cintura tem se mostrado um indicador mais preciso, porque também está ligada a outros fatores de risco como o colesterol alto, a diabete tipo 2 e a hipertensão.
 
Mais de metade dos pacientes sob risco de doenças cardíacas disseram que nunca foram informados por seu médico sobre a ligação entre a gordura abdominal e o risco elevado de problemas cardíacos.
 
Os cardiologistas estão vivamente interessados no problema da obesidade. Não que antes eles não estivessem preocupados, mas é que os últimos achados científicos mostram claramente que o excesso de gordura no abdômen (e em particular dentro do abdômen) é um dos fatores mais importantes para o infarto do miocárdio e o derrame cerebral.
 
De acordo com esses estudos, se no Brasil hipoteticamente ninguém tivesse excesso de gordura no abdômen, haveria uma redução de 45% no número de infartos.
 
E por que esse tipo de gordura causa problemas cardiovasculares? De uma maneira didática, porque, em excesso, as células de gordura abdominal produzem substâncias que podem causar hipertensão arterial, diminuição do colesterol bom, aumento os triglicérides e diabetes, entre outras alterações que são grandes fatores de risco cardiovascular.

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DOR MUSCULAR

 

DOR MUSCULAR
 
 
Após ficarmos por bastante tempo sem praticar exercícios e voltamos a praticá-los, ou quando começamos uma nova rotina de exercícios, a maioria de nós experimenta dor e rigidez nas articulações e nos músculos exercitados. Atividades físicas incomuns ou atividades que não estamos acostumados causam dor surda no músculo, mas o que seria esta dor e como ela é gerada?
 
O que é a dor?
 
A dor é um mecanismo de proteção ativado diante da possibilidade de ocorrência, ou após o aparecimento, de lesões, e faz com que o indivíduo reaja para remover o estímulo álgico (de dor). Os receptores da dor são terminações nervosas livres suscetíveis a estímulos mecânicos, térmicos e químicos.
 
Uma dor temporária (dor aguda) pode persistir por várias horas imediatamente após um exercício extraordinário, enquanto uma dor residual (dor crônica), ou dor muscular de início tardio (DMIT), pode aparecer a seguir e durar por 2 a 4 dias.
 
 
Possíveis causas da dor
 
A causa exata da dor muscular é de início desconhecida. No entanto, segundo Foss (2000), foram levantadas três teorias diferentes:
 
- Teoria da Ruptura (laceração) Tecidual. Essa teoria propõe que o dano tecidual, como ruptura (lacerações minúsculas) de fibras musculares, ou dano de seus componentes contráteis, pode explicar a mialgia (dor muscular);
 
- Teoria do Espasmo. Nesta teoria, são sugeridos três estágios de ação: (a) o exercício produz isquemia dentro dos músculos ativos; (b) a isquemia resulta acúmulo de uma "substância dolorosa" desconhecida que estimula as terminações nervosas do músculo responsáveis pela percepção da dor; e (c) a dor desencadeia um espasmo muscular reflexo que causa mais isquemia, e o ciclo todo se repete;
 
- Teoria do Tecido Conjuntivo. Essa teoria sugere que os tecidos conjuntivos, incluindo os tendões, são lesados durante a contração, causando assim dor muscular. Convém lembrar que, durante as contrações excêntricas, o músculo alonga-se sob tensão, distendendo assim os elementos do tecido conjuntivo associados tanto aos tendões quanto às fibras musculares;
 
Já McArdle (1998), cita as três teorias de Foss e complementa com mais três:
 
- Alterações na pressão osmótica que causam retenção de líquidos nos tecidos circundantes;
 
- Alteração no mecanismo celular para a regulação do cálcio; ou seja, as alterações no pH, nos níveis dos fosfatos de alta energia, no equilíbrio iônico ou na temperatura observadas com um exercício incomum podem produzir grandes alterações na estrutura e função do retículo sarcoplasmático. Isso resulta em uma depressão no ritmo de captação de Ca 2+ assim como em sua velocidade de liberação, produzindo um aumento na concentração de Ca2+ livre quando penetra rapidamente no citosol das fibras lesadas. Essa sobrecarga de Ca2+ intracelular pode contribuir para o processo autolítico, que degrada as estruturas com e sem potencial contrátil dentro do músculo lesado. Isso é responsável por uma redução na capacidade de produzir força e por uma eventual dor muscular;
 
- Uma combinação dos fatores acima citados.
 
A causa exata da dor muscular é desconhecida, porém o grau de desconforto depende em grande parte da intensidade e duração do esforço e do tipo de exercício realizado. Não é a força muscular absoluta propriamente dita, mas sim a magnitude da sobrecarga ativa imposta a uma fibra muscular que desencadeia o dano muscular e a dor resultante (MCARDLE et al., 1998).
 
 
Dor durante os exercícios (Dor Aguda)
 
Este tipo de dor muscular aguda que, como o nome indica, ocorre durante e imediatamente após o período de exercício, é considerado como associado à falta de um fluxo sanguíneo suficiente (isquemia) para os músculos ativos.
 
Segundo Foss (2000), com base em estudos, chegou-se às seguintes conclusões acerca da dor muscular aguda:
- A dor muscular durante as contrações ocorre quando a tensão gerada é suficientemente intensa para gerar oclusão do fluxo sanguíneo para os músculos ativos (isquemia).   
- Por causa da isquemia, os produtos da atividade metabólica, tipo ácido lático e potássio, não podem ser removidos e, dessa forma, acumulam-se até o ponto de estimularem os receptores dolorosos localizados nos músculos.
- A dor persiste até que seja reduzida a intensidade da contração ou que esta cesse totalmente - restaurando o fluxo sanguíneo e fazendo com que os produtos metabólicos de desgaste possam ser removidos.
 
A queimação percebida durante a execução do exercício, principalmente com repetições elevadas, é relacionada à falta de oxigênio e conseqüente queda de pH, pois o acúmulo de íons de hidrogênio provoca acidose e estimula os receptores de dor, os quais sinalizam para a interrupção do exercício antes que ocorram lesões no tecido muscular. Mas este mecanismo é transitório e não responde pela dor muscular tardia, pois a acidose é rapidamente revertida por um sistema de tamponamento que trabalha para manter o pH dentro dos limites fisiológicos.
 
A dor aguda, embora possa importunar, não constitui um grande problema, pois é de curta duração e desaparece quando se suspende o exercício. O problema mais sério é a dor muscular de início tardio (DMIT), que é a dor e mialgia que ocorrem num período de 24 a 48 horas após o término das sessões de exercícios, podendo ser estender por ainda mais tempo.
 
 
Dor muscular tardia (Dor Crônica)
 
As experiências destinadas a induzir a dor muscular tardia constataram que o grau de DMIT (dor muscular de início tardio) está relacionado ao tipo de contração muscular realizada. Em estudo utilizando contrações isotônicas, concêntricas e excêntricas, e isométricas, constatou-se que a dor muscular (mialgia) era mais pronunciada após as contrações excêntricas e menos intensa após as contrações isotônicas. A dor observada após as contrações isométricas era apenas ligeiramente maior que após as contrações isotônicas, porém, ainda eram consideravelmente menor àquela observada após as contrações excêntricas. Além disso, em todos os casos, a dor era demorada, podendo atingir um período de 24 a 48 horas após o exercício.
 
O treinamento com pesos pode induzir lesões nos tecidos musculares e conjuntivos. Diante uma lesão tecidual, inicia-se o processo inflamatório caracterizado pela vasodilatação local com aumento do fluxo sangüíneo na região, e aumento da permeabilidade capilar com vazamento de líquido para o espaço intersticial. Diversos fatores envolvidos no processo inflamatório, como a bradicinina e prostaglandinas, estimulam os receptores de dor, provocando o incômodo verificado em decorrência das lesões, o que ainda poderá ser visto nos dias seguintes a uma sessão de treinamento intensa. Deste modo vemos que a dor pode ser iniciada pela lesão, mas sua causa são os mecanismos inflamatórios; desta forma não há relação temporal entre a sensação de dor e os danos teciduais (CLARKSON et al., 1992).
 
Lembrando que a dor (aguda ou crônica) não é necessariamente o sinal de um trabalho eficiente.
 
 
Acido Lático causa dor muscular?
 
Muito já se falou sobre as causas das dores musculares, e muitas pessoas dizem que o vilão da história é a ácido láctico, mas já foi comprovado cientificamente que o lactato não é o causador da dor muscular.
 
Segundo Cailliet (1979), o acúmulo de metabolitos irritantes é ainda considerado a causa da dor muscular, mas o metabolito especifico ainda não foi identificado. A idéia previamente considerada, de que o ácido láctico e a ácido pirúvico eram o fator, já foi refutada porque exercícios isquêmicos em pacientes com ausência hereditária de fosforilase muscular (síndrome de McArdle) desenvolvem dor grave, mais do que a média, e o ácido lático não pode ser produzido nestes indivíduos.
 
Segundo McArdle et al. (1998), alguns estudos revelaram que a dor muscular era considerada maior quando o exercício envolvia uma solicitação alta e repetida durante o alongamento ativo nas contrações excêntricas que quando envolvia contrações concêntricas e isométricas. Esse efeito não se correlacionava com o acúmulo de lactato, pois a corrida de alta intensidade num plano horizontal (contrações concêntricas) não produzia qualquer dor residual, apesar das elevações significativas no lactato sanguíneo. A corrida num plano em declive (contrações excêntricas), por outro lado, causava um grau de moderado a intenso de dor muscular de inicio tardio, sem qualquer elevação de lactato durante o exercício. A corrida em declive produzia aumentos correspondentes nos níveis séricos das enzimas musculares específicas, creatina-cinase (CK) e mioglobina (Mb), que são ambas marcadores usados comumente para lesão muscular - (existe também uma maior mobilização de leucócitos e neutrófilos, os quais estão associados com o processo de inflamação aguda).
 
 
Dor na cabeça, no pescoço e fibras superiores do trapézio.
 
Muitos indivíduos apresentam no dia-a-dia sintomas de dor na cabeça, no pescoço e nas fibras superiores do trapézio. Sejam quais forem os motivos destas dores, uma coisa é certa, a dor é muito incômoda, pois trava o pescoço, deixa a região toda dolorida, gera dor de cabeça e nos dá a impressão que estamos carregando alguém sentado nos nossos ombros.  Mas qual é o motivo desta dor?
 
Cefaléia resultante de espasmo muscular: a tensão emocional causa muitas vezes o espasmo de vários músculos da cabeça, incluindo, principalmente, os músculos fixados ao couro cabeludo e os músculos do pescoço, com pontos de inserção occiptal (base do crânio), e acredita-se que essa seja uma das causas mais comuns de cefaléia. A dor do espasmo dos músculos da cabeça é supostamente referida às áreas sobrejacentes da cabeça e produz o mesmo tipo de cefaléia que as lesões intracranianas (GUYTON, 1993).
 
Em 1843 Froriep, rotulou os músculos que desenvolviam faixas ou cordas dentro de sua estrutura como reumatismo. Ele acreditava que as alterações palpáveis no músculo eram um depósito de tecido conjuntivo. A maioria destes depósitos era dolorosa a pressão. Grauhan, logo depois, descreveu os nódulos duros histologicamente como tecido conjuntivo fibroso, circundando esparsas fibras musculares com infiltração de linfócitos. Desde então, a literatura tem sido inundada com discussões semelhantes, com rótulos como fibrose, miofibrosite intertisial, reumatismo muscular, reumatismo não articular, síndrome miofascial, mialgia e miofascite. Estas condições também foram classificadas como agudas, subagudas e crônicas, com as agudas sendo classificadas como aquelas tendo dor grave e sensibilidade à pressão, com espasmo reflexo, edema, mobilidade prejudicada das articulações e uma temperatura aumentada da área. Mas freqüentemente envolvida foram a área lombar, coxa, os músculos esternocleidomastóideo, trapézio, e elevador da escápula (músculos ligados à região cervical); A fase sub-aguda é a condição na qual a dor e a rigidez diminuíram, mas ainda estão presentes; a fase crônica é uma na qual o nódulo está presente, sem qualquer sintomatologia (Cailleit, 1979).
 
 
Como podemos prevenir a dor
 
Para prevenir a dor muscular, propõe-se:
 
- Alongar, pois o alongamento (estiramento) parece ajudar não apenas na prevenção da dor, mas permite também o seu alívio, quando presente. Entretanto, os exercícios de alongamento devem ser realizados sem violência ou solavancos, pois isso poderia lesar ainda mais os tecidos conjuntivos.
 
- Uma progressão gradual na intensidade do exercício em geral ajuda a reduzir a possibilidade de dor muscular excessiva. Essa progressão, em um programa de treinamento com pesos, implica a utilização de pesos relativamente leves no início do programa, aumentando gradativamente as cargas à medida que se conseguem aumentos na força.
 
- Segundo Foss (2000), foi sugerido que a ingestão de 100 mg diários de vitamina C (cerca do dobro da dose) por um período de 30 dias prevenirá ou pelo menos reduzirá a dor muscular subseqüente. Entretanto, a eficácia do consumo de vitamina C ainda não foi comprovada por meio da experimentação científica.
 
Segundo McArdle et al. (1998), ainda mais importante, uma única sessão de exercício exerce um efeito profilático significativo sobre o surgimento da dor muscular no exercício subseqüente, e esse efeito parece durar por até seis semanas.
 
Em caso de dor do dia seguinte, a principal medida a ser tomada durante o treinamento é reduzir a
carga ou a intensidade do exercício nas próximas sessões de treino, entretanto, se a dor for muito incômoda e limitante, a interrupção dos treinos se faz necessária para permitir ao organismo uma recuperação ótima da região lesionada. Caso a dor seja insuportável, o mais indicado é consultar um médico para realizar exames a cerca da dor, e se necessário indicar a utilização de um antiinflamatório, ou outro medicamento.
 
Conclusão
 
Esses resultados confirmam a conveniência de iniciar um programa de treinamento com um exercício ligeiro (leve e com uma única sessão), para se proteger contra a dor muscular que, quase certamente, acompanhará uma sessão inicial de exercícios pesados que contenha um componente excêntrico. Entretanto, até mesmo um exercício anterior de menor intensidade dos músculos específicos não proporciona proteção completa contra a dor subseqüente observada com um exercício mais intenso (MCARDLE, 1998).
 
O estudo da dor que se origina no sistema neuro-músculo-esquelético não está ainda esclarecido. Nenhuma teoria é universalmente aceita e nenhum conceito confirma qualquer entidade patológica dolorosa específica. A síndrome dolorosa músculo-esquelética, embora prevalente, não está mias explicada em todas as suas ramificações do que a dor e a incapacidade de qualquer outro sistema de órgãos.
 
 
Referências Bibliográficas:
 
CAILLIET, René. Tecidos Moles: Dor e Incapacidade. São Paulo. Manole, 1979.
 
CLARKSON P.M., NOSAKA K., BRAUM B. Muscle function after exercise-induced muscle damage and rapid adaptation, Medicine and Science in Sports and Exercise. Vol.24, nº5, p:512-520, 1992.
 
FOSS, M.L.; KETEYIAN, S.J. Bases Fisiológicas do Exercício e do Esporte. 6ª ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2000.
 
GENTIL, Paulo. Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia. Rio de Janeiro: Sprint, 2005.
 
GUYTON, Arthur C. Neurociência Básica: Anatomia e Fisiologia. 2. ed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1993.
 
MCARDLE, William D.; KATCH, Frank I. e KATCH, Victor I. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1998.
 
 
 
Por
Raphael Lorete
CREF 9576-G/RJ
Graduado em Educação Física
Pós-Graduado em Musculação e Personal Trainner

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A PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO


A PERIODIZAÇÃO DO TREINAMENTO
 
O conceito de periodização no treinamento foi revelado originalmente em 1972 por um cientista russo e incorporado nos esquemas de treinamento para atletas, tanto novatos quanto de elite. A idéia de periodização consiste em subdividir um período específico de treinamento (macrociclo) em períodos menores ou fases (mesociclos), com cada mesociclo sendo separado novamente em microciclos semanais.
 
O fracionamento do macrociclo em suas partes componentes tem por finalidade manipular a intensidade do treinamento, o volume, a freqüência, as séries, as repetições e os períodos de repouso (para prevenir o supertreinamento) e alterar a variedade das sessões de treino. Espera-se com isso uma redução de quaisquer efeitos negativos do treinamento e culminar em um desempenho máximo do indivíduo ao final do período do macrociclo.
 
Macrociclo
 
Representa a organização de todo o treinamento que será desenvolvido em um determinado período de tempo. A estruturação desse período de treinamento obedece a um plano de expectativas e, geralmente, encerra-se num ponto máximo de performance (peak) do individuo.
 
Dividi-se em fase de preparação, que abrange duas etapas: uma básica (ou de base) e outra específica (ou de especialização). Visando proporcionar um condicionamento da aptidão do individuo que permita-o alcançar "performances máximas" em etapas mais avançadas do treinamento; na fase básica trabalha-se com maior volume e menor intensidade, visando desenvolver a resistência aeróbia, a resistência muscular localizada, a resistência da força estática, a flexibilidade, etc.; já na fase específica diminui-se o volume e aumenta a intensidade, uma vez que o objetivo do treinamento é dar ênfase na resistência anaeróbia, na força dinâmica, estática e explosiva. Além também, de se proporcionar a manutenção dos ganhos, das qualidades físicas, obtidos na fase básica.
 
Período de Performance, ou de competição, é o período onde se atinge o auge da performance do indivíduo, onde se reduz o volume e a intensidade (em 20 a 30%) do treinamento visando o "polimento final" da condição  atlética, a performance máxima.
 
Período de transição, que é o final do macrociclo, e situa-se entre o período de competição e reinicio de um novo ciclo de treinamento (macrociclo). Sua função principal é promover uma recuperação total do individuo em função dos exigentes esforços a que foi submetido nas fases anteriores do treinamento.
 
Mesociclo
 
Um macrociclo é composto de vários mesociclos (no mínimo quatro). Um mesociclo é formado por vários microciclos – normalmente de três a seis (Dantas, 1985).
 
Esse ciclo de treinamento encontra-se intimamente correlacionado aos princípios da sobrecarga e da interdependência volume-intensidade, com vistas a proporcionar a aplicação de cargas crescentes com respectiva recuperação, visando progressos na performance.
 
Microciclo
 
É o menor ciclo de treinamento. Normalmente possui a duração de sete dias, coincidindo com o período de uma semana.
 
Observamos nessa etapa a alternância de intensidade das cargas de treinamento. Dependendo da etapa do treinamento e da qualidade física desenvolvida essa composição de intensidades vai variar. O importante a destacar é que essa variação das cargas de trabalho é que vai proporcionar as adaptações fisiológicas que objetivamos naquele momento. A manutenção de cargas sempre fortes poderá levar a um estado de supertreinamento (overtraining), já a manutenção de cargas de trabalho sempre fracas não proporcionará os benefícios que desejamos, caracterizando uma estagnação do treinamento.
 
Assim sendo, devemos variar os estímulos de forma que haja um estímulo, uma adaptação ao estímulo e conseqüente recuperação para podermos dar um novo estimulo, isto para não gerar fadiga por estímulos fortes consecutivos.
 
Princípios do Treinamento Desportivo
 
Todo o trabalho desenvolvido na periodização do treinamento deve encontrar-se enquadrado nos Princípios do treinamento desportivo. Sendo assim, o valor dessa periodização assume dois papéis de grande relevância: organização de todos os estímulos de forma apropriada, em consonância com todos os objetivos previamente determinados; e proporcionar a otimização da performance através de um equilíbrio entre os esforços de treinamento e o tempo de recuperação necessário para o restabelecimento das reservas orgânicas.
 
O respeito a esses princípios, proporcionará o desenvolvimento de um treinamento seguro, rápido (não confundir com rapidez, aceleração do processo; é o "tempo", correto do treinamento), e eficiente.
 
Princípio da Individualidade biológica
 
Onde se baseia o principio das diferenças individuais, ou seja, somos resultado da associação do genótipo - nossa carga genética, adquirida de nossos ancestrais, principalmente dos pais - com o fenótipo - as influências que o meio-ambiente exerce sobre nós.
 
Segundo Dantas (1985), "pode-se dizer que os potenciais são determinados geneticamente, e as capacidades ou habilidades expressas são decorrentes do fenótipo". Assim, respeitando este principio estaremos respeitando as possíveis limitações oferecidas por esse indivíduo oportunizando uma melhor adaptação sua à esse tipo de atividade.
 
Segundo Dantas (1985,24), o princípio da adaptação no treinamento tem por objetivo "quebrar", através de stresses físicos, a homeostase do organismo (estado de equilíbrio instável mantido entre os sistemas constitutivos do organismo vivo, e o existente entre este e o meio ambiente), desencadeando um processo denominado de Síndrome de Adaptação Geral (SAG). Os agentes estressantes (esforços físicos) desencadeiam a SAG em três etapas: fase de excitação, fase de resistência (que provoca adaptações ao organismo), e fase de exaustão (que provoca danos ao organismo). A periodização tem por objetivo desencadear essa SAG até a sua segunda etapa, evitando os processos de "over training", ou seja, os excessos do treinamento.
 
ESTÍMULOS
FASES DO SAG
REAÇÕES DO ORGANISMO
Fracos
Não há resposta
Não provocam alterações
Médios
Excitação
Apenas excitam
Fortes
Adaptação
Provocam adaptações
Muito Fortes
Exaustão
Provocam danos
(intensidade dos estímulos e suas respectivas conseqüências, segundo Tubino 1984 e Dantas 1985).
 
Princípio da sobrecarga
 
Também conhecido como o principio da elevação progressiva da carga. Este principio relaciona-se às adaptações sofridas pelo organismo em conseqüência aos estímulos de treinamento (esforço físico). O aumento regular e progressivo da carga (total) de trabalho é que possibilitará a almejada melhoria de rendimento. Observa-se que essa reação do organismo é muito rápida inicialmente, tornando-se mais lenta à medida que o indivíduo atinge níveis de performance cada vez maiores e melhores.
 
Este princípio encontra-se diretamente relacionado não só às intensidades dos estímulos de treinamento como também, e principalmente, ao tempo de recuperação orgânica conseqüente à essas próprias intensidades de treinamento. Assim sendo, a aplicação de uma nova carga de trabalho dependerá da intensidade da carga anterior; do período de recuperação (anabolismo); e do período de restauração ampliada (ou super-compensação). O período de recuperação somado ao período de super-compensação produzem um efeito de assimilação compensatória, ou seja, o período no qual ocorrerá o "superávit energético" (Gomes/ Araújo 1992) visando a obtenção de um nível de capacidade física cada vez maior e melhor.
 
Dosar bem todo esse processo é fundamental, pois um período de recuperação demasiadamente longo não levará a modificações da performance, já um período de recuperação insuficiente fatalmente levará a um estado de strain (Carlyle 1967, por Tubino 1984) ou supertreinamento (Weineck 1989), evidenciando conseqüentemente sintomas de exaustão. Segundo Dantas (1985) "o processo de exaustão possui um caráter progressivo e exponencial".
 
Sobre o tempo médio desse intervalo de recuperação, que inclui uma perfeita interação ente o sono (descanso) e a nutrição (alimentação), Matveíev (1981 por Gomes/ Araújo Filho 1992) preconiza um intervalo médio de 48 horas para estímulos de treinamento com altas intensidades.
Todavia, o principio da sobrecarga não se restringe somente aos intervalos dos tempos de recuperação, abrangendo também outros aspectos, tais como o volume de treinamento; a intensidade do treinamento; e ambos, tanto o volume quanto a intensidade do treinamento. Enquanto o volume traduz o somatório, a quantidade total da carga de treinamento, a intensidade denota a qualidade do treinamento, o tipo específico de carga que o individuo encontra-se submetido.
 
Princípio da continuidade
 
O treinamento baseia-se na aplicação de cargas crescentes, progressivamente assimiladas pelo organismo. O fator que não só proporciona como também, e principalmente, assegura essa melhora de rendimento é a continuidade do processo de treinamento, caracterizado pela alternância entre os stress crescentes (esforços físicos) e o período proporcional de recuperação.
 
As contusões, as faltas freqüentes e os períodos muitos longos de recuperação, segundo Gonzáles (1985), são as principais causas que atuam negativamente sobre o processo de treinamento (Gomes/ Araújo Filho, 1992). Desta forma não só deixamos de ganhar como também corremos o risco de perder performance.
 
Princípio da interdependência volume-intensidade
 
Este princípio aborda os diferentes tipos de sobrecargas, ou seja, quando há um aumento no volume de treino ou quando o aumento se dá na intensidade o treinamento.
 
Tubino (1984) cita que os estudos de Kashlakov (1970) constataram que os êxitos de treinamento estão sempre referenciados a uma grande quantidade (volume) e uma alta qualificação (intensidade) no trabalho, e que a predominância de uma dessas variáveis em relação a outra dependerá diretamente da fase de treinamento desenvolvida, seguindo ainda uma orientação de interdependência entre si. "Isto quer dizer que, dependendo de uma série de fatores e variáveis intervenientes, qualquer ação de incremento do volume provocará modificações na estimulação da intensidade, sendo que a recíproca será sempre verdadeira", declara Tubino.
 
Na periodização de um treinamento, a ênfase no volume (quantidade) da carga de trabalho desempenha uma função de base para aquisição de futuros resultados, por outro lado, o incremento na intensidade (qualidade) assume como propósito alcançar o "peak" (ápice do condicionamento físico).
 
Princípio da especificidade
 
Este princípio, como a própria terminologia propõe, baseia-se nas particularidades, nas características específicas da atividade. Assim, todo o treinamento deve ser direcionado em função dos requisitos específicos da própria atividade escolhida, levando-se em consideração principalmente às qualidades físicas, o sistema energético predominante e a coordenação motora exigida (técnicas específicas).
 
Princípio da variabilidade
 
Este princípio encontra-se fundamentado na idéia do treinamento total, ou seja, no desenvolvimento global, o mais completo possível, do indivíduo.
Para isso deve-se utilizar das mais variadas formas de treinamento que incluem o estímulo de diferentes métodos, estratégias, exercícios, intensidades,..., tudo de acordo com os objetivos previamente estabelecidos.
 
Quanto maior for a diversificação desses estímulos - é óbvio que estes devem estar em conformidade com todos os conceitos de segurança e eficiência que regem a atividade - maiores serão as possibilidades de se atingir uma melhor performance.
 
 
Referências Bibliográficas:
 
COSTA, Marcelo Gomes da. Ginástica Localizada, Rio de Janeiro. Sprint, 1998.
 
DANTAS, Estélio Henrique M. A Prática da Preparação Física, Rio de Janeiro. Sprint. 1985.
 
GOMES, Antonio Carlos e ARAÚJO FILHO,  Ney Pereira de. Cross Training – Uma Abordagem Metodológica. Londrina, Paraná. Ed. A.P.E.F., 1992.
 
McARDLE, William D.; KATCH, Frank I. e KATCH, Victor I. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 1992.
 
POLLOCK, Michael L. e WILMORE, Jack H. Exercícios na Saúde e na Doença – Avaliação e Prescrição para Prevenção e Reabilitação. Rio de Janeiro. Medsi, 1993.
 
TUBINO, Manoel José G. Metodologia Científica do Treinamento Desportivo.  São Paulo. Ibrasa, 1984.
 
 
Por:
Raphael Lorete – CREF 9576-G/RJ
Graduado em Educação Física
Pós-Graduado em Musculação e Personal Trainner
Graduando em Fisioterapia

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Hipertensão arterial e atividade física

Hipertensão arterial e atividade física

A hipertensão ou pressão alta é uma doença muito comum, que atinge uma em cada cinco pessoas. Entre os idosos, chega a atacar uma em cada duas pessoas.
 
A hipertensão arterial é considerada uma doença democrática, podendo se manifestar entre homens e mulheres, ricos e pobres, idosos e crianças, gordos e magros, pessoas calmas e nervosas. Pode ser considerada uma síndrome multifatorial cuja prevalência, no Brasil, atinge de 22% a 44% da população urbana adulta. Ocorre com maior incidência em pessoas obesas, sedentárias e consumidoras de sal e álcool. Sendo considerada um dos principais fatores de risco para a doença cardiovascular.
 
À medida que a pressão arterial aumenta e os vasos arteriais se enfraquecem, perdendo a elasticidade, maior será a probabilidade de uma hemorragia. Os alvos da pressão alta, além dos próprios vasos sanguíneos, são o coração, os rins e o cérebro.
 
O tratamento da hipertensão deve ser feito com remédios e com hábitos de vida saudáveis, tais como: diminuir a ingestão de sal e bebidas alcoólicas, controlar o peso corporal, evitar o fumo, controlar o stress e através da atividade física.
 
Nos últimos anos houve uma mudança profunda nos objetivos da Educação Física. Estas mudanças vieram com os princípios básicos e avançados das ciências do esporte. As mudanças ampliaram o campo de ação dos profissionais da Educação Física no sentido de reabilitar capacidades funcionais de indivíduos portadores de doenças crônicas, utilizando o exercício físico como parte da terapia destes pacientes.
 
Atividade física regular ajuda a baixar a pressão arterial. Em muitos casos, pacientes hipertensos após iniciarem um programa de treinamento físico, diminuem as doses dos medicamentos ou mesmo eliminam o uso dos mesmos. A prática regular de um programa de treinamento físico acarreta em benefícios aos pacientes portadores de hipertensão, tais como: perda de peso corporal, diminuição das taxas de açúcar e gordura, promove o aumento do HDL (bom colesterol), redução de LDL (mau colesterol), diminui os níveis de ansiedade.
 
Os programas de exercícios físicos, destinados a pacientes hipertensos devem contar, predominantemente, de atividades aeróbias dinâmicas, como: caminhadas aceleradas, corridas, ciclismo, natação. A recomendação quanto à freqüência é de no mínimo 3 vezes por semana, com duração entre 30 e 60 minutos a uma intensidade de 60% a 80% da freqüência cardíaca máxima.
 
Mais recentemente, tem aumentado o interesse científico sobre os efeitos cardiovasculares ocasionados por exercícios resistivos, mais conhecidos como musculação. A técnica utilizada é o treinamento através da RML resistência muscular localizada.
 
Deste modo, os exercícios resistivos de baixa intensidade associados aos aeróbios, são indicados aos pacientes hipertensos, enquanto o treinamento de alta intensidade (força/hipertrofia) deve ser evitado.
 
O ideal para pacientes hipertensos, é a elaboração de um programa específico de treinamento físico, monitorado por profissional de Educação Física capacitado e habilitado, o qual irá controlar os batimentos cardíacos, assim como a pressão arterial antes, durante e após a atividade física.

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corrida só para mulheres

Tudo bem que a corrida atraia muita gente justamente por ser uma modalidade individual e independente – basta colocar um bom par de tênis e sair por aí. Mas também é fato que há tempos deixou de ser uma atividade solitária. Tanto que os grupos de corrida estão se multiplicando em diferentes segmentos e formas. A novidade, agora, em São Paulo, é a reunião do clube da Luluzinha para correr. O que move essas mulheres? A conquista de um corpo sequinho, firme, é um ponto importante, do mesmo modo que ganhar fôlego, disposição, energia. Encontrar as amigas também conta, assim como ter um tempo para si própria, esquecer os problemas do dia-a-dia. Se você pode obter todos esses benefícios ao ar livre, admirando o céu, as árvores, os pássaros, melhor ainda. A fuga da academia, vale ressaltar, para muitas mulheres soa como música. O próprio interesse do público feminino pela corrida tem aumentado bastante. Há dez anos, havia apenas uma mulher inscrita em cada grupo de dez atletas nas provas de rua. Hoje, esse número varia entre três e quatro. Era de esperar, então, que as corredoras buscassem planos de exercícios, orientação e acompanhamento técnico específicos à sua natureza, além da convivência com companheiras que dividem os mesmos problemas e interesses.

a união faz a força"A identificação e a integração entre as mulheres funcionam como um grande incentivo, permitindo que os objetivos dessas alunas – como emagrecer ou melhorar o condicionamento físico –, sejam atingidos com mais facilidade", diz Eliana Reinert, ex-atleta profissional e técnica do Projeto Correr Mulher. Nos grupos exclusivamente femininos, ela explica, as trocas e os vínculos acontecem o tempo todo e muitas sentem que, por maior que sejam as dificuldades, terão ajuda e suporte profissional diferenciado.

Adotar um plano especial, individualizado e dinâmico, sem cobranças exageradas, receber atenção exclusiva, identificar bem cada evolução são outras vantagens apontadas por Eliana, que ainda destaca a atmosfera intimista e o fato de cada aluna se sentir acolhida e à vontade. "Mas o melhor de tudo é perceber que o exercício fica incorporado à vida dela, passa a ser essencial."

Até mesmo grupos tradicionais e conceituados, como o Run for Life, comandado pelo treinador esportivo Wanderlei de Oliveira, têm agora a sua versão feminina, o Run for Life Women. As praticantes são lideradas pelas professoras Mônica Peralta e Simone Machado, que também são maratonistas. "No caso do público feminino, o estímulo do grupo é essencial e ajuda muito no desempenho. As mulheres conversam, falam de assuntos diversos, o tempo passa mais rápido. Enfim, é uma 'festa' só", conta Mônica, que resume o lema da proposta em poucas palavras: saúde, lazer, divertimento e qualidade de vida.

curvas em dia
Engana-se quem pensa que, nesses grupos, a única "tarefa" das integrantes é correr. O trabalho inclui alongamento, ginástica localizada e acompanhamento nutricional. A ginástica localizada é focada no corpo da mulher – ênfase em coxas, bumbum e barriga. A estética conta, e muito! – mas a finalidade desses exercícios é também deixar o corpo mais forte e flexível, melhor preparado para uma atividade de grande impacto como a corrida. Por isso, a ginástica vai muito além da localizada tradicional, incluindo movimentos de pilates e do treinamento funcional, métodos "inteligentes", que enxergam o corpo de maneira integrada.

"Nosso foco é qualidade de vida, prevenção de doenças e, claro, manutenção e melhora da forma física", diz Adriana Placsek, que já foi triatleta profissional e hoje coordena o grupo TPM – Treinamento para Mulheres. As atividades desenvolvidas, ela diz, também dão aquela bombada na auto-estima. "Algumas mulheres chegaram aqui sedentárias e hoje correm meia maratona. Isso é maravilhoso. Nós as incentivamos, também, a cuidar da alimentação – e por isso a maioria emagrece e fica em ótima forma", diz Adriana. E a nutrição é um pilar fundamental. "Mostramos que não adianta se exercitar e não cuidar da dieta. O conceito de alimentação saudável tem que caminhar junto com o de treinamento físico em todos os casos, especialmente no das mulheres, sempre mais preocupadas com o controle do peso", diz Cristina Carvalho, professora de educação física e diretora do Projeto Mulher.

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Thiago Pereira é recordista mundial

O brasileiro Thiago Pereira bateu neste domingo (18/11) o recorde mundial dos 200m medley em piscina curta (25 metros), na etapa de Berlim da Copa do Mundo de Natação, a penúltima do circuito. Thiago fez 1m53s14 e superou o 1m53s31 do americano Ryan Lochte no Mundial em Piscina Curta de Xangai, em abril de 2006. De quebra, o nadador do Minas Tênis ficou também com o recorde de campeonato, que era do fenômeno Michael Phelps, com 1m54s85 de 2003. Agora, o Brasil tem dois recordistas mundiais em piscina curta - o outro é o paraibano Kaio Márcio de Almeida nos 50m borboleta, desde 2005 - que treinam e vivem no Brasil.

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SINOVITE DE JOELHO



Uma das funções do liquido sinovial é auxiliar na lubrificação das articulações e prover a nutrição de aproximadamente dois terços da cartilagem articular avascular margeando o espaço articular.

O liquido sinovial normal é claro e de cor amarelo pálida. Ele não se coagula, visto a ausência de fíbrinogênio, bem como protombina. O liquido sinovial e bem esparso nas articulações normais, aproximadamente 5,0 a 4ml podem ser aspiradas de grandes articulações, como o joelho. E uma substância viscosa é normalmente o liquido sinovial contêm somente poucas células brancas, totalizando menos de 200ml. Esses contêm principalmente células mononucleares que se acredita serem derivadas do tecido de revestimento, portanto inflamação, trauma e outros processos patológicos que afetam o sistema podem alterar a composição, o conteúdo celular e as características físicas do liquido sinovial.

Na sinovite existe um aumento na contagem de glóbulos brancos de 600 a 2000 mm3 e dura por muito tempo, mais e mais neutrófilos são visto no exsudato, podendo alcançar 20% de total de células e os glóbulos brancos, na maioria macrófagos mononucleados, somam 80% a 90% do total de células, portanto, o liquido sinovial reflete a reação inflamatória que ocorre na membrana sinovial, desse modo, o aumento de proteína é provavelmente derivado das células do revestimento sinovial ao trauma é um aumento em células do tipo B, que sintetizam proteína, é também a entrada de pequenas moléculas para dnetro do liquido sinovial pode ser explicada pela difusão entre as células de revestimento sinovial, ao passo que o fator limitante da entrada de proteínas é provavelmente causado pelo tamanho de fenestrações nos capilares - subsinoviais.

Com a inflamação e o aumento na circulação de sangue sinovial, a entrada de proteína pode com freqüência aumentar fora da proporção de entrada de moléculas pequenas. Portanto, todas as moléculas protéicas encontradas no plasma entram na articulação com o aumento da inflamação sua concentração em liquido sinovial se aproxima da concentração do plasma. Existe um aumento no volume do liquido sinovial (freqüentemente de 10 a 20 vezes do normal), resultante do acréscimo de glóbulos brancos é um resultado dos processos inflamatórios e o aumento de contagem total das células.

O traumatismo dirigido para uma articulação (como, por exemplo, golpe, distensão, torcedura), qualquer movimento forçado além da amplitude normal de movimento, ou o uso excessivo de uma articulação anormal pode resultar em sinovite, se o traumatismo for suficientemente grave para produzir uma lesão da membrana sinovial.

Os sinais característicos incluem a presença de liquido na articulação, espasmo e dor muscular e limitação do movimento.
Tal distúrbio mecânico ocorre sem muito sangramento, à membrana sinovial não se perturba no nível microscópico, mas pode ter uma grave reação vasomotora. Os capilares da membrana sinovial se dilatam e a infiltração aumenta. A proteína extravascular escoa para dentro do interstício. Como a concentração de proteína, extravascular sob em direção do nível do plasma, há uma progressiva diminuição no gradiente de pressão osmótico coloidal entre os dois espaços.

Uma vez que é esse gradiente de pressão que normalmente dirige a reabsorção venular de água, a permeabilidade vascular aumentada leva ao edema dos tecidos e a um exsudato traumático na articulação.

A primeira medida no tratamento da sinovite aguda é o repouso. A parte afetada deve ser mantida numa posição que permita o maior relaxamento dos músculos adjacentes, evitando, assim, qualquer espasmo e dor muscular adicional. Com o traumatismo pode causar muitas vezes uma sinovite hemorrágica, a aspiração do líquido pelo médio, seguida de aplicação de calor, com envoltórios quentes, compressas úmidas ou calor infravermelho ou radiante, costuma ser suficiente para reduzir a dor e o espasmo muscular. A diatermia pode ser utilizada mais tarde; todavia, deve ser suspensa se ela produzir um agravamento do processo.

Se houver uma grande perda do tono muscular ou relaxamento dos ligamentos, a estimulação galvânica e farádica dos músculos afetados, bem como a massagem leve, ajudará a restaurar a integridade da articulação.

O movimento deve ser recomendado desde o inicio. A principio, deve ser passivo e muito leve e, mais tarde, ativo com aumento da amplitude.

No caso de sinovite do joelho ou tornozelo, o tratamento inclui a aplicação de corrente farádica, que acelera a absorção dos líquidos acumulados à medida que passa através da articulação. Produz rápidos resultados no alivio da dos e na redução do edema.


III- SINOVITE TRAUMÁTICA DO JOELHO
A sinovite traumática do joelho com efusão é freqüentemente observada nos departamentos modernos de fisioterapia, onde os traumatismos industriais são tratados. O tratamento desta patologia consiste em:

1 - aplicação de compressas frias sobre a articulação durante 24 a 48 horas, se houver muita efusão.

2 - calor leve aplicado à porção superior da coxa. No inicio, a termoterapia não deve ser muito prolongada, sendo seguida, no 
segundo ou terceiro dia, de massagem suave do terço superior da coxa.

3 - exercícios de fortalecimento do quadríceps, a fim de evitar a atrofia deste músculo.

4 - Aplicação de alguma forma de calor ao joelho quando a tumefação desaparecer. No inicio, o calor deve ser leve. Além disso, a aplicação não deve ser muito prolongada.

5 - Movimentos ativos assistidos (que não causam dor). Os movimentos laterais e de rotação devem ser evitados. Entre estes tratamentos, o joelho é imobilizado por uma atadura e protegido com almofadas de feltro colocadas lateralmente.

6 - Restauração precoce do movimento com auxilio de correias e muletas a fim de evitar o desenvolvimento de atrofia dos músculos da coxa.

7 - Exercícios contra-resistência após aplicação de massagem mais vigorosa e a redução da dor. Estes exercícios podem ser executados pelo paciente.


O paciente senta-se na borda de uma mesa e aplica uma resistência contra a extensão do joelho afetado ao cruzar o outro pé na frente. Alternativamente, pode utilizar pesos para produzir uma resistência contra o movimento dói quadríceps.



IV - MATERIAIS E MÉTODOS
Este estudo foi realizado através de caso clinico de um paciente com sinovite de joelho, com 19 anos de idade do sexo masculino.

O paciente foi avaliado em 23/08/2001 com historia de edema e dor há 3 meses, sem realizar nenhum tipo de tratamento.

O paciente relata que ficou de repouso de suas atividades (futebol, ginástica) por causa da dor, havendo melhoras e retomando as suas atividades.

Há 20 dias que o quadro de dor e edema voltaram e, portanto o paciente procurou auxilio médico, que assim solicitou o tratamento medicamentoso e fisioterápico (antes permaneceu imobilizado durante 15 dias).

No exame físico, apresentou edema generalizado, dor ao movimento de extensão do joelho e flexão de joelho 30° (sem dor). 
Também há hipotonia da massa muscular gastrocnêmico, reto femoral e vasto.


TRATAMENTO:
Crioterapia, ultra-som, laser e cinesioterapia. Depois de dez sessões, o paciente retomou a clinica para fazer uma reavaliação incluindo bicicleta ergométrica e alongamento.


OBJETIVOS TERAPÊUTICOS:
- Crioterapia: no tempo de 20 minutos, ocorrera redução de dor, redução do espasmo muscular, redução do processo inflamatório.

- Ultra-som, cicatrização e reparação dos tecidos antiinflamatórios analgésicos. Cinesioterapia: paciente faz inversão e eversão com a bola;

- Paciente faz flexão extensão alongando ísquios tíbias com tela bande;

- Paciente coloca caneleira na parede colocando o pé em cima fazendo flexão extensão;

- Paciente deitado pernas esticadas com uso da caneleira fazendo flexão extensão do joelho;

- Paciente faz bicicleta ergométrica 30 minutos.

- Laser: cicatrização de todos os tecidos analgésico antiinflamatório Mostrar tratamento proposto

- Outro tratamento imposto também; no inicio poderia usar o tens 15 minutos no lugar do laser agora paciente sem dor usaria massagem;

- Criticas no caso deste o paciente não existe critica o tratamento proposto esta sendo bem sucedido nesta patologia surtindo efeito a cada sessão.

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Ginastica laboral e a sua atuação

 

A ginástica laboral é a prática de atividades físicas orientada, realizada pelos trabalhadores coletivamente. Esta é feita no próprio local de trabalho, durante a sua jornada diária, visando melhorar a condição física do trabalhador, diminuindo assim os impactos negativos na saúde do trabalhador.

 

Há alguns tipos de exercicios que fisioterapeutas / educadores físicos realizam em um programa de ginástica laboral. Os exercícios devem estar em sintonia com a respiração, são realizados todos os dias e se dividem em preparatórios, compensatórios ou de pausa e de relaxamento.

Exercícios Preparatórios

Realizados antes do início da jornada de trabalho, com o objetivo de preparar o indivíduo para o início do trabalho, aquecendo os grupos musculares que serão solicitados nas suas tarefas e despertando os funcionários para que se sintam mais dispostos, além de promover a melhoria da saúde e do bem estar do trabalhador, esta etapa faz parte das medidas preventivas contra os acidentes de trabalho.

Exercícios Compensatórios ou de Pausa

São realizados durante o período de trabalho, interrompendo a monotonia operacional, aproveitando pausa para executar exercícios específicos de compensação aos esforços repetitivos e as posturas inadequadas solicitadas nas tarefas executadas.

Tem pôr objetivo, aprimorar a saúde do trabalhador, compensar os efeitos negativos da organização do trabalho, como fadiga geral ou localizada, atmosfera social comprometida, sedentarismo, contribuir para a preparação e adaptação aos postos de trabalho, despertar o interesse pôr um estilo de vida mais sadio e ativo fora da jornada de trabalho exercendo assim um efeito benéfico sobre a saúde e sobre o nível de incidência de acidentes de trabalho.

Exercícios de Relaxamento

Com base nos exercícios de alongamento, realizados após o expediente, tem pôr objetivo oxigenar as estruturas musculares envolvidas na tarefa diária, evitando o acúmulo de ácido lático e prevenindo as possíveis instalações de lesões.
 
É notória os beneficios oferecidos pela ginástica laboral para colaboradores de uma empresa. A satisfação e a motivação do colaborador só tende a aumentar.

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Jogando futebol para manter a forma

O futebol é a paixão nacional e é impossivel não falar desse esporte como forma de manutençao da saúde.
 
Por ser um esporte ativo, a correria pode ser de grande valia para queima de energia que faz tão bem a saúde.
 
Dependendo da posição na qual você joga, o futebol pode ser uma atividade de força ou um exercício cardiovascular. Existe um risco elevado de lesões, mas com o uso de materiais de proteção a atividade pode ser segura. Em condições competitivas, uma hora de partida pode representar a queima de aproximadamente 700 calorias.
 
E não é só os homens que podem aproveitar esse esporte para se manter em foram. As mulheres estão batendo um bolao!!! Apeoveite essa oprtunidade!
 
 
 

 

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A necessidade de um descanso

O descanso é uma parte vital do treinamento de um atleta.

Embora seja bem verdade que para melhorar a atuação é importante ser consistente, sessões de treinamento muito fortes, ao final enfraquecem o atleta. O descanso é crucial para a força. A maximização física nos esportes somente ocorre durante o período de descanso que se segue às sessões de treinamento intenso.

Muitas das lesões musculares e de juntas ocorrem quando, após um período de treinamento, a pessoa não se permite um tempo adequado para a devida recuperação ou então não pára de se exercitar após o surgimento da dor.

Todas as vezes que os músculos são forçados durante o treinamento intenso, algumas fibras musculares são lesionadas e outras consomem energia disponível que ficou armazenada na forma de glicogênio. São necessários mais que dois dias para que as fibras se curem e substituam o glicogênio. Quando uma quantidade menor de fibras é posta para trabalhar (apenas aquelas que não estão lesionadas e que estão devidamente alimentadas), as fibras sadias precisam trabalhar por todas as outras. É por isso que durante períodos de treinamento intensivo, aumenta a probabilidade de lesões.     

A dor que precede muitas das lesões devido ao uso e desgaste surge primeiro quando um número limitado de fibras no músculo ou tensão começa a se romper. Se o exercício for interrompido após o primeiro sinal de dor, a lesão dessas fibras será limitada e a recuperação será mais rápida. Entretanto, se a pessoa continuar a se exercitar sentindo dor, mais fibras serão rompidas, aumentando a lesão e atrasando a recuperação.

As lesões crônicas podem ser evitadas, deixando um período de pelo menos dois dias entre os períodos de treinamento intenso ou alternando o trabalho de diferentes conjuntos musculares. Muitos programas de treinamento combinam um dia de treinamento intenso com um dia de descanso (por exemplo, para muitos levantadores de peso), ou com um dia de treinamento leve. Um corredor, por exemplo, pode correr um determinado dia a um ritmo de 1.5 quilômetros em cinco minutos e no dia seguinte correr essa mesma distância a um ritmo de 6 a 8 minutos. Somente os nadadores podem praticar os dois tipos de treinamento todos os dias, intenso e leve, sem sofrer lesão. A questão é que a água ajuda a proteger seus músculos e juntas.

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Como evitar lesões esportivas


Como evitar lesões esportivas

A grande maioria das lesões esportivas pode ser tratada com eficácia; após uma lesão, a maioria das pessoas pode recobrar um nível satisfatório de atividades físicas. Muitas lesões esportivas podem ser evitadas se os atletas tomarem algumas precauções.

Algumas orientações para evitar lesões esportivas:

  • Executar exercícios de aquecimento antes de praticar um esporte.
  • Sempre alongar os músculos antes de uma partida ou de um exercício.
  • Ao alongar, não flexionar os joelhos. Manter as solas dos pés bem apoiadas no chão.
  • Utilizar calçados adequados que sejam estáveis e absorvam impacto.
  • Fazer exercícios sobre superfícies macias e planas. Evitar asfalto e concreto.
  • Ao dobrar os joelhos, não inclinar mais que 90 graus.
  • Ao saltar, cair com os joelhos dobrados.
  • Desaquecer após um jogo intenso ou sessão de treinamento. Desta forma, a pulsação irá diminuir de forma gradual.  
  • Não exercer esforço excessivo.

Qualquer pessoa que pratica exercício está em risco potencial de sofrer uma lesão esportiva. Mas, alguns grupos têm risco maior e devem tomar algumas precauções adicionais.   

Adultos:

  • Evitar tornar-se um "guerreiro de final de semana". Distribuir exercícios durante toda a semana.
  • Aprender a praticar todos os esportes de forma correta, reduzindo o risco de lesões "resultantes de excesso".
  • Utilizar equipamentos e acessórios de proteção.
  • Conhecer os limites do corpo.
  • Aumentar o nível de exercício de forma gradual.
  • Executar trabalho de flexibilidade, força e cardíaco

Pais e treinadores:

  • Agrupar as crianças por seu nível de destreza e compleição física e não por idade, principalmente nos esportes de contato.
  • Treinar a criança em um esporte que ele/ela goste e que lhe seja adequado.
  • Certificar-se de que a criança passe por uma avaliação física antes de começar um esporte.
  • Não permitir que uma criança lesionada jogue.
  • Levar a criança ao médico, se necessário.
  • Garantir um ambiente seguro para a prática de esportes

Crianças:

  • Ter as capacitações físicas adequadas, antes de praticar um determinado esporte.
  • Passar por uma avaliação física antes de iniciar qualquer tipo de prática.
  • Seguir as regras do jogo.
  • Utilizar corretamente os equipamentos de proteção.
  • Não jogar quando estiver cansado ou com dor.
  • Sempre se aquecer antes de jogar.
  • Sempre desaquecer após jogar.

Mulheres:

Além de tomar as precauções acima, as mulheres devem focar a força muscular e preparo físico. Também é importante manter peso corporal normal e evitar exercícios extenuantes pois isto pode afetar seu ciclo menstrual.

A importância do aquecimento e alongamento

Aquecer antes de iniciar exercícios intensos ajuda a evitar lesões. Fazer exercícios a um ritmo leve durante 3 a 10 minutos aquece os músculos e torna-os mais flexíveis e resistentes a lesões. Este método de aquecimento ativo prepara os músculos para este tipo de exercícios de forma mais eficaz do que os métodos passivos (água morna, adesivos de aquecimento, ultrasom ou luz infra-vermelha). Esses últimos não aumentam a circulação sanguínea de forma significativa.

Os exercícios de aquecimento também são benéficos nos esportes menos exigentes, tais como o golfe.

Também é importante desaquecer durante cinco minutos após praticar esportes intensos (tais como corrida, caminhada ou marcha). Dessa forma, a pulsação irá diminuir gradativamente.Desaquecer consiste em reduzir a velocidade gradativamente antes de parar o exercício, para evitar tontura, mantendo o fluxo sanguíneo. Se um exercício intenso for interrompido de forma súbita, o sangue pode se acumular nas veias das pernas, reduzindo momentaneamente o fluxo de sangue para o cérebro. Isto pode causar tontura ou até mesmo desmaio. Desaquecer também ajuda a eliminar resíduos, tais como ácido lático, dos músculos; entretanto, não parece evitar a dor muscular no dia seguinte.

Alongar estica os músculos de forma que podem se contrair com mais eficiência e trabalhar melhor. Para evitar dano muscular durante o alongamento, ele deve ser feito após o aquecimento ou exercício. Cada alongamento deverá ser suficientemente confortável de forma a possibilitar a contagem até 10. Aconselha-se alongar o tendão de Aquiles, outros tendões e o quadríceps em uma posição estável (sem forçar).

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Lentes de contato e esportes

Lentes de Contato e Atividades
Esportivas: conforto e segurança
Praticar esportes é um hábito saudável e recomendável para os cuidados com a saúde. São muitas as escolhas como correr, jogar tênis, futebol, vôlei ou andar de bicicleta. Com tantas  opções qual é a melhor alternativa para quem precisa de correção visual
e usa óculos fazer alguma atividade física? A solução é o uso das lentes de contato, que em muitos casos é indicado por  ser mais confortável e conveniente.

 
Lentes de contato
As lentes de contato não atrapalham os movimentos, não caem ou escorregam do rosto, não se rompem ao impacto - proporcionando melhora no desempenho, campo visual  e aproveitamento das atividades. O produto também apresenta vantagens para os esportes de movimentos bruscos e contato, pois não embaçam com as mudanças de temperatura como os óculos e não ficam cobertos por suor. Além disso, reporta menor grau de preocupação, a não ser as lentes rígidas, que merecem atenção especial,  já que esportes de contato dependendo do impacto podem causar lesões.

Conforme o Dr. Carlos Arieta, consultor da J&J Vision Care, as lentes de contato  se mantém sobre a superfície da córnea em condições dinâmicas, oferecendo uma visão mais estável e uma percepção melhor de profundidade. "A visão periférica do óculos
restringe ou limita os campos visuais em aproximadamente 15%, em comparação com as lentes de contato onde a visão é mais natural", afirma. O tamanho das imagens também é mais natural em relação aos óculos, cujas lentes estão afastadas dos olhos
aumentando a imagem para os hipermétropes ou diminuindo no caso dos míopes.

Para quem quer praticar natação ou outro tipo de esporte aquático o uso de lentes de contato é possível, mas exige muitos cuidados extras. Geralmente, a manutenção das piscinas é feita com cloro e outros produtos químicos que podem irritar e causar
desconforto durante o uso. Outro fator que deve ser levado em consideração é o ph da água, que indica os níveis de acidez ou alcalinidade. A melhor opção são as lentes de contato com uso de 1 dia. No entanto, a recomendação é de muita cautela no uso
das lentes de contato em piscinas e água salgada, já que sua utilização implica em  uma atenção redobrada do usuário.

É importante lembrar que as atividades praticadas ao ar livre deixam os olhos expostos à radiação solar. A recomendação para os novos usuários é o uso de lentes de contato com a proteção de raios UVA e UVB. Dessa forma, as lentes proporcionam mais
comodidade durante a prática dos esportes, além de proteger a visão. O uso de óculos com proteção anti-UV é recomendado, pois também auxilia a evitar os danos causados pela radiação em outras partes dos olhos e pálpebras.

Para conforto e comodidade escolha as lentes de contato que apresentem alta performance visual e de flexibilidade, com alto teor de hidratação, abricados com material de alta permeabilidade e proteção contra raios solares.
Lembre-se também de que as consultas regulares ao oftalmologista são fundamentais para o acompanhamento da saúde visual do usuário.

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Importância do treinamento funcional para o corredor


Importância do treinamento funcional para o corredor
por Prof. Renato Dutra

A musculação vem ganhando cada vez mais adeptos para melhorar a performance e prevenir lesões em corredores. Todavia, alguns estudos estão sugerindo que é preciso ir um pouco além dos pesos e dos aparelhos. O treinamento funcional vem sendo citado como mais eficaz tanto para melhorar o rendimento como para diminuir o risco de lesões em meio fundistas e fundistas.

O que é? - É um método de treinamento de força que se baseia no princípio da instabilidade mecânica para gerar estímulo sensório-motor (equilíbrio é apenas um dos aspectos desenvolvidos). Por exemplo, um agachamento feito no solo exige apenas força para superar a resistência oferecida pela carga a ser levantada e a força da gravidade. Agora imagine o mesmo exercício executado em uma cama elástica, mole e instável? Acrescenta-se ao mesmo exercício instabilidade, o que recruta mais fibras musculares e de forma mais global e intensa, aumentando a dificuldade do exercício.

Como utiliza-lo? - O uso do treinamento funcional exige a supervisão direta de um profissional habilitado e de uma base razoável de treinamento com musculação. É um método altamente complexo, desafiador e por isso muito extenuante principalmente nas primeiras sessões.

O futuro é funcional - As pesquisas indicam o treinamento funcional para a reabilitação de atletas lesionados, programas de atividade física para a terceira idade, para a prevenção de lesões e para aprimorar o condicionamento neuromuscular de diversos esportistas.

Para saber mais: Campos, M & Neto Coraucci B., Treinamento Funcional Resistido, Ed. Revinter, Rio de Janeiro, RJ, 2004.
 

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Dermatologia no esporte

Esportes desgatam a pele

Todos sabemos como os atletas se preparam durante anos para atingir um determinado objetivo. Mas não podemos esquecer que isso pode trazer vários problemas de pele, além de outros inerentes à prática desportiva.

As doenças dermatológicas relacionadas à prática de esportes não afetam apenas atletas profissionais, mas também os atletas ocasionais. Essas doenças podem, no final, afetar a performace esportiva.

Que alterações são essas?

Infecções: são preocupações sérias, geralmente causadas por bactérias e vírus, transmitidas pelo contágio direto com a pele infectada de outro atleta, ou equipamento contaminado.

Os atletas são mais propensos a apresentarem algumas infecções.

A transpiração deixa a pele mais macia e diminui a resistência de barreira cutânea, formada pela camada córnea (que é a camada mais externa da pele).

Alguns equipamentos podem manter a pele abafada, criando em ambiente úmido e quente, o que facilita a proliferação de microorganismos.

Junte-se a isso o fato de que os atletas geralmente apresentam pequenos ferimentos na pele, que proporciona a penetração de bactérias.

Bactérias conhecidas como Gram Positivas, podem causar Foliculite e Impetigo. O Impetigo apresenta-se como pequenas feridas de crostas amareladas. São bastante contagiosas e podem ser transmitidas no corpo-a-corpo esportivo.

A Foliculite é um outro tipo de infecção, que exibe lesões semelhantes à espinhas, que podem atingir qualquer região do corpo. Existem relatos de foliculite transmitida através de banheira de hidromassagem, utilizada para a reabilitação de atletas.

As lesões aparecem cerca de 2 a 3 dias após o contágio. São bolinhas na pele, de cor vermelha ou esverdeada.

Infecções causadas por fungos, são muito comuns entre os atletas. Os fungos são os causadores das micoses, que se apresentam como lesões descamativas, que podem aparecer no couro cabeludo, pescoço, axilas, virilhas e pés. Geralmente o indivíduo queixa-se de coceira de maior ou menor intensidade.

Medicamentos chamados anti-fúngicos eliminam o problema, mas o contágio direto é um risco.

O contato direto com a pele pode, também, transmitir o vírus do Herpes Simples. Esse vírus desencadeia o aparecimento de pequenas bolhas, dolorosas, geralmente ao redor dos lábios, mas podem aparecer em qualquer região do corpo. O contágio pode ocorrer desde o início das manifestações, até 4 a 7 dias mesmo após o início do tratamento.

Recomenda-se que no caso de qualquer infecção cutânea, o atleta seja mantido afastado de treinos coletivos.

Bolhas e escoriações : com a fricção resultante da prática de esportes, ou uso de equipamentos, vários atletas apresentam bolhas na pele. Calçados inadequado facilitam o aparecimento de bolhas nos pés, que afetam o rendimento do esportista. Lubrificantes de pele, calçados e meias apropriados reduzem o risco de bolhas.

O atrito da roupa com as axilas, durante corridas longas, pode traumatizar as axilas ou outras áreas do tronco ou quadril. A prevenção pode ser feita com vaselina aplicada na região, e uso de roupas macias e leves. O uso de curativos adesivos também ajuda a reduzir o atrito.

Escoriações também podem ser o resultado do atrito com equipamento desportivo, como máscara submarinas, touca de natação, luvas, óculos, etc.

Não podemos esquecer que os equipamentos podem desencadear quadros de alergia também. Nesse caso devemos substituir o tipo de material que vai estar em contato com a pele.

Acne Mecânica: é o resultado de fricção, oclusão, pressão e calor na local.

Aparece em áreas mais protegidas e abafadas, como os ombros em praticantes de hockey, ou joelheiras e caneleiras. Para amenizar o problema utilizamos produtos que descamem suavemente a pele, à base de ácido salicílico ou uréia .

Queimadura Solar : risco constante para quem pratica esportes ao ar livre. A longo prazo, intensifica o envelhecimento e aumenta o risco de câncer de pele.

Deve-se utilizar protetor solar 15 ou mais alto de rotina, além de roupa sempre que possível.

Os cuidados básicos de higiene pessoal, e o uso de equipamentos adequados e limpos, reduzem significativamente o risco de que esses problemas apareçam. A prática de esportes deve levar ao bem estar, mas o risco de doenças dermatológicas não pode ser esquecidas

Nota: nas próximas duas semanas, não estarei publicando a coluna aos domingos, pois vou estar participando do 20 Congresso Mundial de Dermatologia, em Paris - França. É um evento da mior importância, que acontece de 4 em 4 anos e reúne cerca de 15.000 dermatologistas do mundo todo. Até a volta!

Dr. Marcos Bonassi é dermatologista, com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Telefones (0xx11) 3088.0866/3088.0668 e (0xx12) 3922.6062. e-mail marcosbonassi(arroba)uol.com.br

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Doping e suas incidencias...

Em tempos que os noticiarios explodem com noticias de doping em atletas, nunca é demais recordar o que é doping e o mal que ele pode causar as pessoas que utilizam esa tecnica.
 
Doping é o uso de substâncias naturais ou sintéticas visando a melhora do desempenho dos atletas em competições. Este objetivo é ilícito e por isso são feitos testes de doping durante competições.
 
QUAIS DROGAS SÃO CONSIDERADAS DOPING EM ATLETAS?

As substâncias pertencentes as seguintes classes farmacológicas:

  • Estimulantes: pseudoefedrina, efedrina, anfetamina, etc.

  • Narcóticos: morfina, codeína, propoxifeno, etc.

  • Agentes anabólicos: testosterona, nandrolone, stanozolol, etc.

  • Diuréticos: hidroclorotiazínicos, furosemide, etc.

  • Betabloqueadores: propranolol, atenol, etc.

  • Hormônios peptídeos e análogos: Hormônio do crescimento, eritropoetina, corticotropina.

O QUE SÃO ESTERÓIDES ANABOLIZANTES?São hormônios sintéticos que quando comparados à testosterona (hormônio masculino natural), têm maior atividade anabólica (promovem crescimento). COMO SÃO USADOS?

Geralmente são usados por via oral ou parental (injetáveis). Alguns usuários fazem abuso de preparações farmacêuticas disponíveis uso para veterinário.POR QUE OS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES SÃO USADOS?

Por indicação médica são usados no tratamento de doenças como por exemplo da anemia, hipogonadismo e angioedema hereditário, por exemplo.

O uso ilícito por atletas, freqüentadores de academias ou pessoas de baixa estatura é feito na crença de que essas drogas:

  • aumentam a massa muscular;

  • aumentam a froça física;

  • aumentam a agressividade;

  • diminuem o tempo de recuperação entre os exercícios intensos;

  • melhoram a aparência;

  • melhoram o performance sexual; ou com fins de diversão.

No entanto, o uso abusivo leva a efeitos colaterais graves, os quais são desconhecidos pelos usuários.QUAIS SÃO OS EFEITOS INDESEJADOS DOS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES?

Sistema Nervoso Central:

  • agressividade aumentada, hiperatividade, irritabilidade;

  • psicose (alucinações auditivas, paranóia, desilusões);

  • episódios maníacos;

  • desordens de pânico;

  • depressão e ansiedade com ou sem ideação de suicídio;

  • cefaléia, náuseas, libido alterado, euforia, apetite alterado;

  • aumento da impulsividade e diminuição do nível de cooperação.

Sistema Reprodutor Masculino:

  • atrofia testicular com infertilidade; impotência.

  • Hipertrofia e carcinoma de próstata;

  • Priaprismo (ereção prolongada);

  • Feminilização com ginecomastia;

  • Alopécia (queda de cabelo).

Sistema Reprodutor Feminino:

  • Masculinização, desenvolvimento de acne, hirsutismo, redução da mama, voz rouca e profunda, hipertrofia do clitóris, irregularidades menstruais.

Sistema Músculo Esquelético:

  • Aumento de suscetibilidade a lesões de músculos e tendões;

  • Em adolescentes ocorre a soldadura prematura das epífises resultando em retardo do crescimento, ou seja, o indivíduo não cresce até sua altura potencial;

Sistema Cardiovascular:

  • Retenção de sódio e água, aumento da pressão sangüínea, edema de tecidos, aumento do colesterol;

  • Coração: infarto do miocárdio, hipertrofia ventricular esquerda, aterosclerose e outras doenças cardíacas.

Sistema Hepático:

  • Hepatite, ruptura de vasos sangüíneos no fígado, carcinoma hepatocelular, hepatoma, icterícia colestática.

Sistema Renal:

  • Tumor de Wilms e elevação da creatinina.

Outros efeitos endócrinos:

  • Tireóide: dimunuição de níveis hormonais (tiroxina, triiodotironina, TSH, TBG).

  • Acne, alteração dos lipídios da pele;

  • Metabolismo da glicose:alterações, resistência a insulina, intolerância a glicose.

OS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES PRODUZEM DEPENDÊNCIA?

Ainda não está esclarecido, no entanto é reconhecida a Síndrome de Abstinência, caracterizada por irritabilidade, nervosismo e alteraçòes do humor.OS POTENCIAIS RISCOS DO USO INDISCRIMINADO DE ESTERÓIDES ANABOLIZANTES ULTRAPASSAM OS POSSÍVEIS BENEFÍCIOS PARA A PERFORMANCE ATLÉTICA, POR ISSO SEU USO DEVE SER DESENCORAJADO.

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Lactato em Medicina Desportiva

Lactato em Medicina Desportiva

Medição do ácido láctico em medicina desportiva

É necessária uma energia suficiente para uma actividade muscular efectiva. Esta acção passa-se nas células dos músculos, através do uso e produção do ATP (trifosfato de adenosina). O ATP existe apenas em pequenas quantidades e é consumido rapidamente durante o exercício e deve ser substituído através do metabolismo aeróbio ou anaeróbio. Quando o corpo está em repouso ou com um baixo nível de actividade, o ATP auto-regenerase principalmente através do metabolismo aeróbio. A níveis de actividade muscular mais elevados, a energia é fornecida de modo crescente sem recurso ao uso de oxigénio, mas sim através do metabolismo anaeróbio. O ácido láctico é produzido através do metabolismo anaeróbio (glicólise). Os níveis de esforço podem ser aumentados desde que o ácido láctico seja consumido à mesma velocidade que é produzido (estado estacionário). Contudo, a determinada altura, dependendo das condições do indivíduo, a quantidade de ácido láctico nos músculos e no sangue começa a aumentar.

Irá ser produzido pelo metabolismo aeróbio mais ácido láctico do que é consumido. O ponto em que o ácido láctico se começa a formar é referido como Estado Máximo de Ácido Láctico Estável (maxlass), ou Limiar Anaeróbico. Muitos peritos em medicina desportiva acreditam que o treino de resistência é mais eficiente quanto é feito próximo do Estado Máximo de Ácido Láctico Estável (maxlass). Outros acreditam que o treino é mais eficiente quando a maior parte deste é praticado a um ritmo muito abaixo deste nível de esforço e em pequenas partes bastante acima deste. Em qualquer dos casos, os níveis de ácido láctico são necessários para determinar os ritmos próprios do treino.

Para um treino aeróbio com sucesso, a mitocôndria das células aumenta e alarga, isto aumenta a capacidade aeróbia ou a capacidade de produzir oxigénio para reabastecer o ATP. As células musculares tornam-se mais eficientes quando produzem energia pelo metabolismo aeróbio em níveis elevados de esforço, queimando gorduras assim como hidratos de carbono. Isto permite ao atleta maximizar o efeito do treino e melhorar a performance.

Inversamente, treinos excessivos e/ou desadequados, que são muitas vezes observados em atletas amadores, provocam valores altos do ácido láctico, acima do limiar anaeróbio:As células musculares, acidificam de tal modo que a eficiência das áreas musculares em questão diminui rapidamente e as mudanças estruturais desejadas no tecido muscular dificilmente ocorrem.Isto pode resultar numa extensa ineficácia do treino, redução do desdobramento de gorduras e, em casos extremos, em prejuízo para a saúde. Só os treinos programados e saudáveis levam aosucesso efectivo. O primeiro passo para medir o ácido láctico é fazendo o teste por fases, onde o ácido láctico é medido várias vezes em níveis de esforço graduais desde o repouso até ao máximo esforço (alguns protocolos dos testes de fases param pouco antes do máximo). Estes testes são por vezes chamados de testes de exercício progressivos ou graduais. O teste servirá como um marco e como uma estimativa do limiar anaerótico. Ao longo do tempo, a forma e direcção da curva do ácido láctico irá ser usada para determinar os melhores ritmos do treino e para determinar se o treino está ou não a ir ao encontro dos objectivos de performance.

Um nível médio de repouso é entre 0.9 e 2.0 mmol/l. O valor usual de maxlass é de 4 mmol/l. Dependendo das condições do indivíduo e da relação entre o metabolismo aeróbio e anaeróbio, o maxlass individual, o limiar do anaeróbio do indivíduo (IAT) pode ser entre 2.5 - 6.0 mmol/l. O valor individual de limiar anaeróbico pode ser calculado usando o teste do ácido láctico.

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Exercício Físico e Diabetes

Desde a demonstração inicial do efeito depressor sobre a glicose, o exercício tem sido considerado um importante componente no tratamento do Diabetes Mellitus (DM). Ele pode diminuir a dosagem de insulina no tipo insulino-dependente (DMID) e auxilia no equilíbrio da glicemia, desde que o diabético tenha um metabolismo estável. No caso do tipo não insulino-dependente (DMNID), os benefícios do exercício parecem mais eficazes, desde que o indivíduo submeta-se a uma dieta adequada, pois na sua maioria são obesos.

Com relação aos efeitos a longo prazo, não existem estudos que comprovem o retardo do surgimento das complicações neurológicas e vasculares, porém a atividade física regular reduz os níveis de triglicerídeos e colesterol total (inclusive o LDL), pode reduzir a pressão arterial, aumenta a capacidade cardio-respiratória, melhora a mobilidade articular, aumenta a auto-estima, reduz os níveis de ansiedade e auxilia na redução da gordura corporal, efeitos que determinam melhor qualidade de vida.

É importante que o diabético submeta-se a uma avaliação médica adequada antes de iniciar um programa de exercícios, saiba fazer o autocontrole da glicemia, faça a atividade física acompanhado e não esqueça de ter sempre a mão algum doce(bala, chocolate...) para evitar a hipoglicemia. A hipoglicemia (glicose baixa no sangue) manifesta-se por sensação de fome, palidez, sudorese, tonturas, aumento dos batimentos cardíacos e alterações de comportamento.

É fundamental o diabético seguir rigorosamente o tratamento clínico recomendado, seja ele medicamentoso (Insulina ou hipoglicemiantes orais) ou não (dieta), pois o Exercício é um coadjuvante no tratamento da DM. A prescrição da atividade física para o DMNID segue os mesmos princípios do indivíduo sadio, enquanto que no DMID é importante considerar o intervalo de tempo entre a injeção de insulina e o exercício, tipo de insulina, o local da injeção, o horário da última refeição, a intensidade e a duração do exercício.

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As tendinites que incomodam o tenista...

As tendinites que incomodam o tenista...

Por definição, tendinites são inflamações que ocorrem nos tendões do organismo, decorrentes de esforços repetitivos ou de eventos traumáticos (como uma torção por exemplo). Mas este conceito ultimamente vem sendo modificado, e falaremos aqui sobre o que existe de novo neste tema com relação ao tênis.

Tendões são estruturas anatômicas que unem os músculos aos ossos, para que a ação muscular possa se fazer de maneira efetiva e adequada . Como qualquer outra estrutura do organismo, pode ser acometida por lesões, e entre elas as tendinites correspondem a algumas das mais frequentes no tênis.

Hoje existem escolas médicas que não classificam somente estas lesões como tendinites. Pode-se ter somente a inflamação da bainha que reveste o tendão, e então a patologia é conhecida como peritendinite. Quando existe um processo de desgaste crônico do tendão, pode-se caracterizar a tendinose, que basicamente pode ser traduzida como um envelhecimento de algumas fibras de colágeno (estrutura básica que compõe o tendão) pelo uso excessivo ou pelo próprio envelhecimento da estrutura tendinosa, ou ambos.

O sintoma principal das tendinites é a dor, que no caso do tênis (dependendo de qual região do organismo está acometida) pode ser exacerbada pelos movimentos de saque, direita e esquerda. O punho é a principal região afetada nos tenistas, e sempre que você tem um caso deste você deve investigar a empunhadura utilizada. Nos dias de hoje, principalmente entre as mulheres e os juvenis (para dar mais potência e efeito às jogadas) é comum o uso da empunhadura tipo Western. Na ocasião do contato com a bola, durante os golpes de direita, o punho se encontra muito rodado e ocorre um choque entre o final do cabo da raquete e uma região chamada eminência hipotenar. Isto faz com que as estruturas mediais da mão e do punho fiquem submetidas a sobrecarga, como mostra o desenho ao lado. Com o passar do tempo, e com a carga sempre presente, o tendão se desgasta e a dor ocorre.

Outra jogada que costuma causar tendinites no punho é o backhand com duas mãos, pois o punho (neste caso da mão oposta a mão dominante) se encontra desviado e ligeiramente extendido (figura 3), e na hora do impacto fica submetido a sobrecarga.

O tratamento pode ser feito com uso de anti-inflamatórios e imobilizações temporárias, seguido de um tratamento fisioterápico adequado aliado a um retorno progressivo ao esporte. Os casos que necessitam de correção cirúrgica são extremamente raros. Antes das cirurgias o médico pode dispor de infiltrações do local afetado, evitando que a medicação seja colocada diretamente na estrutura interna do tendão.

Outras articulações também estão sujeitas a sobrecarga, porém falaremos delas em outra oportunidade.

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Pilates

Pilates

Método de condicionamento físico e mental que trabalha o corpo de forma global. Desenvolvido em 1920 pelo Alemão Joseph H. Pilates. O sistema tem diversas influências como o Hatha Yoga, exercícios gregos e romanos, postural e respiração corretos. Os seis princípios do método são : concentração, respiração, alinhamento, controle do centro de força (Power House), eficiência e fluência do movimento. Ele elaborou exercícios que fortalecem músculos fracos, alonga músculos encurtados e aumenta a mobilidade das articulações.
O método é focado na melhoria da flexibilidade e força total do corpo sem hipertrofia muscular.
Os movimentos devem ser realizados sem pressa e com muito controle e é necessário o alinhamento postural em cada exercício.
O trabalho é indicado para todas as pessoas a partir de 12 anos de idade.

As sessões de Pilates apresentam exercícios:
Suaves;
Poucas repetições em cada movimento;
Grande quantidade de exercícios para evitar a monotonia;
Uso de aparelhos e acessórios criados para a realização dos exercícios;
Resultados são rápidos;
Construção de uma postura correta e natural.

Benefícios :
Aumento da resistência física e mental;
Alongamento e maior conscientização corporal;
Correção postural;
Aumento da flexibilidade, tônus e força muscular;
Alívio de tensões, estresse e dores crônicas;
Melhora da coordenação motora;
Maior mobilidade das articulações;
Estimulação do sistema circulatório;
Fortalecimento de órgãos internos;
Aumenta a concentração;
Trabalha a respiração e promove o relaxamento.

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Lesão no púbis sempre preocupa os médicos

''Lesão de púbis é sempre complicada'', alertou o médico auxiliar do ABC, Rodrigo Braga, sobre o problema que tirou Wallyson da partida contra Vila Nova. Por ser uma das contusões mais graves no futebol, que costuma deixar os jogadores de 30 a 60 dias parados, quando o tratamento é a fisioterapia, e até 180, quando o caso exige cirurgia, todos os cuidados estão sendo tomados para curar o craque alvinegro o mais rápido possível.

Segundo o fisioterapeuta Roni Peterson, o jogador vai ficar em tratamento intensivo até segunda-feira. ''Durante estes três dias, vamos deixá-lo em repouso e submetê-lo a sessões de fisioterapia, que compreenderá ultrassom, gelo e alongamento. Ele trabalhará nos três expedientes", explicou Roni que se dedicará exclusivamente a lesão do atleta.

Um exame de ultrassonografia ainda não será realizado, uma vez que a lesão de púbis depende muito da reação do atleta ao tratamento. ''Pelo menos por enquanto, não vamos fazer o exame. Se até segunda ele não apresentar melhoras, aí sim, será submetido a um exame mais detalhado de imagem para ver o grau da lesão'', explicou o médico auxiliar do clube Rodrigo Braga, que seguirá com a delegação para Goiânia.

A recuperação da lesão de púbis, um processo inflamatório no tendão colado ao osso da pélvis, recentemente atingiu o zagueiro Ben-Hur, que passou 45 dias afastado dos gramados. Os processos mais graves se verificam quando ocorre a calcificação da inflamação. Neste caso é feito a cirurgia para a raspagem. O caso mais recente de cirurgia foi o de Fernandão, do Internacional.

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Tenis para corrida



 tênis desenvolvido para corrida tem, basicamente, duas funções: proteger os pés do esforço das corridas e permitir que o corredor desenvolva o máximo do seu potencial.

Esse tipo de calçado é projetado para dispersar o impacto que o atleta recebe constantemente no calcanhar, quando os pés tocam no solo a cada passada. A força do impacto gerada por estas choques chegam até três vezes o peso do corredor, por isso o sistema de amortecimento, na maioria das vezes é concentrado no calcanhar, deve ser muito eficiente. Outro fator indispensável é a flexibilidade na parte frontal do solado. Isso melhora a aderência, aumenta a sensibilidade e garante conforto.

Já a entressola muda bastante de tênis para tênis, justamente para se adaptar às diferentes modalidades de corrida e a cada tipo de pé. Confira:

1) Vazadas e bem leves: ideais para os supinadores, que precisam de um apoio extra na parte mais externa do solado.

2) Rígidas e com maior densidade: próprias para os pronadores, que tendem a inclinar excessivamente os pés para dentro. Para evitar torções, estes corredores precisam de um reforço na área do arco do pé.

A dica para escolher bons tênis para corrida é fazer um levantamento de seu treinamento. Os fabricantes já dividiram os modelos para corrida em dois grandes grupos:

Corridas de Distância: Neste tipo de corrida, os modelos têm de garantir o máximo de conforto aos pés, em especial para as partes. É fácil observar que o cabedal destes modelos é mais robusto e, algumas vezes, traz reforços na biqueira e nas laterais do calçado, tanto para proteger os pés como para prevenir o desgaste prematuro. A entressola também é feita de EVA, o que possibilita ótima dispersão de impacto na região do calcanhar, além de assegurara bastante maciez aos tênis. Normalmente, estes tênis priorizam o amortecimento e não a estabilidade. O solado possui garras e muitas rachaduras na espessa borracha que o recobre. Ao mesmo tempo em que é resistente, ele também é flexível para não gerar desconforto durante a corrida.

Corridas de Velocidade: Para essa modalidade são produzidos modelos incrivelmente leves, a começar pelo materiais utilizados no cabedal: náilon super resistente e algodão, que garante resistência, maciez e ventilam os pés. A entressola conta com camadas de EVA bastante maleáveis, especialmente na parte dianteira do tênis. Elas são capazes de dispersar horizontalmente por todo o solado, os choques (verticais) que atingiriam o calcanhar. As características de entressola podem mudar conforme o tipo de pé a que se destina o calçado, ou seja: os Pronadores precisam de um reforço na parte do arco do pé, por isso alguns tênis trazem um EVA mais rígido nesta região. Já os Supinadores necessitam de apoio extra na área externa do solado. Na maioria das vezes, placas acrílicas envolvem a região do tornozelo para firmar o calcanhar de maneira correta dentro do tênis, evitando torções ou outras lesões.

O solado é muito fino, por causa da leveza e para se garantir maior sensibilidade no contato dos pés com o solo. Ele também é revestido por uma borracha extremamente durável, capaz de resistir até mesmo ao desgaste acelerado das pistas mais abrasivas.

Os modelos que se destinam aos corredores de velocidade priorizam mais a estabilidade que o amortecimento. Como as distâncias são bem curtas é muito importante que os corredores tenham pleno controle de seus movimentos para adquirirem velocidade facilmente.

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Odontologia desportiva: nova tendência no esporte

Introdução

    Saber viver em um mundo competitivo que oferece grandes desafios é, hoje, uma característica de vencedores. Disputas no trabalho, escola e, até mesmo, em casa são cada vez mais freqüentes em nosso dia-a-dia. Tal competitividade, porém, nas práticas esportivas de disputa é essencial, já que elas são desenvolvidas através de fundamentos de competição.

    As práticas esportivas estão cada vez mais envolvidas no cotidiano das pessoas, sendo que os resultados obtidos são, muitas vezes, definidos por pequenas variáveis. Entre essas, esta a saúde bucal, pois segundo Siqueira (2005) a odontologia é a ciência que promove a manutenção de todo sistema estomatognático e os esportistas exigem muito do seu físico, devendo, portanto, dar atenção a essa área da saúde.

    Tal situação está começando a desenvolver uma nova área do conhecimento com grandes chances de crescimento e expansão, a odontologia desportiva. Nessa área atuam profissionais da odontologia ligados à educação física que se propõe a oferecer aos atletas, profissionais ou não, cirurgiões dentistas com uma visão esportiva a fim de melhorar os seus rendimentos através da manutenção da saúde oral, prevenindo e/ou tratando possíveis lesões decorrentes das atividades esportivas.

    Um fato importante para a execução deste estudo é a existência de uma grande lacuna na área da odontologia desportiva por parte de publicações científicas. Diante disso, este trabalho de revisão literária se propõe, através da união das áreas de conhecimento que a odontologia e a educação física envolvem, divulgar essa temática aos leitores interessados no assunto.


Revisão de literatura e discussão

    Siqueira (2005) coloca a odontologia desportiva como uma temática recente e ainda pouco conhecida e divulgada, não sendo uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia, além de não ser uma matéria oferecida na graduação, existindo apenas aulas e palestras extracurriculares.

    Porém, sua importância é evidenciada no estudo de Rodrigues (2005), no qual o autor se refere da seguinte forma. "Uma dor na boca pode significar muito mais do que dor na vida de um atleta, ela pode ser a causa do fim de uma carreira, porém exames simples e rotineiros podem evitar tal problema".

    Já Oliveira e Lemos (2007), em um estudo com duas modalidades esportivas, relatam que a interferência de patologias bucais nas atividades esportivas de atletas de handebol e canoagem causa grandes alterações na vida esportiva, as quais afetam diretamente o rendimento competitivo.

    Segundo Carvalho et al. (2007) a odontologia desportiva é aquela na qual o cirurgião-dentista atua em uma equipe multidisciplinar, visando contribuir para o quadro geral de saúde do atleta, proporcionando-lhe melhor desempenho em suas atividades.

    Os traumas ocasionados na prática esportiva representam uma parcela importante, de 14 a 39%, entre as etiologias do traumatismo dentário (Sane e Ylipaavalniemi, 1988). Diversos trabalhos indicam que os índices de traumatismos em esportistas são altos, variando de acordo com o esporte praticado, e superior se comparados ao índice global da população (Andreasen,1994; Sane e Ylipaavalniemi, 1988).

    Um motivo pelo qual esse índice é elevado está no correlacionamento do apertamento dental com a prática de alguns esportes. Amaral e Baldan (2007) citam em um estudo que a carga excessiva diária deste apertamento dos dentes gera complicações prejudiciais para o atleta e pode repercutir em seu desempenho. Sendo o apertamento dental (bruxismo cêntrico) um ato inconsciente agravado por situações de estresse, nervosismo, ansiedade, além de esforços que envolvam forças musculares de contração, há de se considerar que está envolvido em várias modalidades esportivas.

    As mesmas autoras relatam ainda que, com o passar dos anos de treinamento, o apertamento, que é patológico, se fará com maior pressão, potência, e suas conseqüências prejudiciais para saúde do individuo e do atleta ficam cada vez mais evidentes.

    Essas patologias são intervenientes no rendimento esportivo. Pesquisas revelam que o rendimento do atleta pode diminuir em até 22% em razão de distúrbios na saúde bucal e comprovam, também, que crescem os cursos e número de pacientes e profissionais interessados no tratamento específico dos atletas (Carvalho et al. 2007).

    Com relação a lesões bucais causadas no esporte pode-se dizer que fraturas maxilares e zigomáticas causadas pelos acidentes esportivos são mais freqüentes em países em que esportes como ragby são populares (Abiose, 1986; Afzelius e Rosén, 1980; Aguiar 1990), porém acontecem em outros esportes.

    Segundo Siqueira (2005) os esportes radicais (mountain bike, moto-cross, hockey inline, patins inline, skate, etc), artes marciais (judô, jiu-jitsu, katatê), lutas (greco-romana, sumô) e esportes de quadra (voleibol, handebol, futebol de salão, etc), são os que mais expõe os atletas a fraturas dentais. Nestes esportes o risco de sofrer contusões orofaciais durante a carreira variam de 33% a 56%, pois são esportes de contato e de grande competitividade.

    Por outro lado, segundo Oliveira e Lemos (2007) na canoagem, que não é um esporte em que o confronto é direto, ou seja, não implica em contato corporal, faz com que os canoístas tenham menores índices de prejuízo esportivo em decorrência dos problemas bucais. Porém, é importante que não se pense que por esse motivo não se deva buscar tratamento e, em muitos casos, evitar a prática enquanto afetado.

    No esporte, os traumas ocorrem, predominantemente, nos impactos com outros jogadores, como, por exemplo, chutes e cotoveladas involuntárias nos jogos e futebol (Tanaka, 1996). Segundo o International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, a maioria das fraturas maxilo-faciais relacionadas ao esporte ocorrem durante a prática de esportes coletivos com grande contato interpessoal (2005).

    Porém, a função do odontólogo em uma equipe esportiva é, segundo Siqueira (2005), garantir uma excelente saúde bucal ao desportista, detectando fatores prejudiciais a ele, como: respiração bucal, posicionamento de dentes de forma inadequada e administração de medicamentos com substâncias que possam causar doping positivo, atuando, assim, de forma preventiva.

    A grande diferença da odontologia desportiva para a convencional é que o profissional especialista em esporte conhece a cabeça do atleta. Muitas pessoas apresentam dores nas costas e o médico trata como problema muscular, sendo que a causa é odontológica. Neste caso, a pessoa não melhora e ela e o médico não entendem o porquê da não recuperação. Quando uma pessoa tem algum problema na boca, ela leva até duas vezes mais tempo para se recuperar, pois o sistema de defesa do organismo ficará dividido entre a lesão da boca e a física ( Querosaude.net, 2002) .

    No caso específico da dor de dente, além de ela tirar a concentração de competidores, pode fazer com que eles respirem por mais tempo pela boca, o que pode agravar ainda mais o problema ( Medcenter.com, 2007).

    Outro fator odontológico que pode afetar os esportistas são as perdas dentais, nas quais, segundo Siviero (2005), as causas que as determinam são variadas; entre elas, a prática esportiva e recreacional, como bicicleta, patins, esportes aquáticos, esportes com bolas, entre outros. Já para Miranda, Habitante e Candelária (2000) os mais atingidos na perda de dentes são os jovens de 7 a 10 anos de idade e que as causas estão, invariavelmente, relacionadas à prática de esportes, como futebol, ciclismo, skate, entre outros.

    Quando se fala sobre problemas respiratórios, alguns autores sugerem exercícios como forma de atenuar o problema. Pereira et al. sugerem práticas de lazer e atividades físicas como caminhadas, hidroginástica e prática de esportes (que não exijam muito esforço físico) como forma de controlar e acabar com o bruxismo, por exemplo, (2006).

    Uma temática bastante abordada é com relação aos protetores bucais na prática desportiva. Esses instrumentos são muito utilizados em esportes de lutas como boxe, taekwondo, entre outros. Os protetores bucais oferecem proteção às estruturas dentais e periodontais durante a prática de esportes de contato, reduzindo em número e gravidade os danos a essas estruturas causados por quedas ou pancadas na região bucal (Heintz, 1968, Fitzner, 1979).

    Yamada et al. (1998) apontam 32,3% de ocorrência de traumatismos bucais no esporte, sendo que apenas 0,8% ocorreram em atletas que usam o protetor bucal, porém, são divergentes dos resultados encontrados por Sane e Ylipaavalniemi (1988), que encontraram um índice de 4,3% de traumatismos no grupo que usa proteção. Os índices de traumatismo encontrados pelos mesmos autores entre outros grupos também foram divergentes, pois se teve 5,8% para praticantes de basquete e 9,7% para praticantes de handebol. Este trabalho, todavia, não relaciona o uso de protetor bucal à ocorrência de trauma.

    É válido lembrar que alguns trabalhos que apresentam índices baixos de trauma, semelhantes ou menores ao anterior, foram realizados com atletas que faziam uso do protetor bucal (Roberts, 1970; Jones, 1979 e Fitzner, 1979). Talvez resida aí uma explicação para a discrepância de resultados.


Considerações finais

    Com este estudo, observaram-se algumas importantes temáticas da odontologia desportiva, sendo ela um novo e expansor campo de trabalho e de pesquisas, podendo estar envolvida em diversos esportes e práticas corporais.

    Conclui-se ainda neste trabalho, que um cirurgião dentista é essencial em qualquer modalidade esportiva, atuando tanto preventivamente quanto na ocorrência de lesões orais, sendo a sua participação de extrema significância e capaz de envolver áreas do conhecimento bastante distintas, que é o caso da odontologia e da educação física.

    Por fim, acredita-se que esta revisão literária forneça embasamento para novos estudos relacionados a essa temática e auxilie na amenização da carência literária existente em torno da odontologia desportiva.

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Odontologia Desportiva - O Esporte e a Saúde Bucal


Os esportistas exigem muito do seu físico e por isto devem ter maiores cuidados com sua saúde e a saúde bucal não pode ficar fora deste conjunto.

A Odontologia, ciência que promove a manutenção de todo sistema estomatognático, começa a desenvolver uma nova área do conhecimento com grandes chances de crescimento e expansão: a Odontologia Desportiva.

Recente, ainda pouco conhecida e divulgada a Odontologia Desportiva não é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia e não é matéria oferecida na graduação, existindo apenas aulas e palestras extra-curriculares.

É uma área de atuação da Odontologia ligada à Educação Física que se propõe a oferecer aos atletas, profissionais ou não, cirurgiões dentistas com uma visão esportiva a fim de melhorar os seus rendimentos através da manutenção da saúde oral e prevenindo e/ou tratando possíveis lesões decorrentes das atividades esportivas.

Sua atuação se dá em clubes, academias, federações e confederações esportivas, trabalhando em conjunto com a medicina esportiva, fisioterapia, educação física, nutrição, fonoaudiologia, psicologia esportiva e outras áreas ligadas ao esporte.

Quem pratica esportes deve ter condições físicas adequadas para competir sem riscos ou diminuição do rendimento físico.

Entre outros objetivos da Odontologia Desportiva está garantir uma excelente saúde bucal ao desportista, detectando fatores prejudiciais a ele, como: respiração bucal, posicionamento dos dentes inadequados e administração de medicamentos com substâncias que possam causar doping positivo.

O rendimento de um atleta pode diminuir por vários motivos, entre outros, estão:

bullet Má oclusão - o que gera problemas de mastigação, podendo prejudicar a absorção dos nutrientes, assim como pode provocar desequilíbrios musculares e problemas na articulação têmporo-mandibular.
bullet Dor e desconforto - que são suficientes para prejudicar o desempenho e a concentração. Uma simples dor de dente pode fazer a diferença em um prova decisiva.
bullet Foco infeccioso na boca - o que representa o comprometimento da saúde dos dentes (um canal aberto significa 17% de queda no condicionamento) e/ou no periodonto (gengiva e tecidos de sustentação) e de outros órgãos do corpo, espalhando-se através da corrente sanguínea, provocando risco para o coração, lesões nas articulações e dificuldade de recuperação em lesões musculares.
bullet Respiração bucal - o que representa um atleta que pode ter um rendimento físico 21% menor se comparado com um que respira pelo nariz.
bullet Hábitos viciosos (roer unhas, ranger dentes) - abrasão e desequilíbrio.

Geralmente os atletas (profissionais ou amadores) são tratados de forma convencional, o que é um equívoco, porque o tratamento de um esportista, principalmente aquele que compete deve ser diferenciado de uma pessoa comum. Como exemplo: as restaurações devem ser analisadas e substituídas por material metálico ou resinoso segundo o impacto que determinado esporte pode ocasionar.

Atletas precisam deste tratamento diferenciado, com um profissional preparado, não somente durante o tratamento, mas na prevenção e tratamento de traumas. Além de ter o atendimento local e encaminhamento ao tratamento ambulatorial ou hospitalar quando necessário.

Estes profissionais buscam prevenir as fraturas dos ossos da face e dos dentes, bem como lesões de língua, lábios e bochechas e avulsões (arrancamentos).

Os traumas esportivos mais comuns são: fraturas de coroas em vários níveis, com ou sem comprometimento pulpar, lesões de tecidos moles e de tecidos de sustentação como concussão, subluxação extrusiva, luxação lateral, luxação intrusiva e avulsão.

Os traumas desportivos correspondem ao terceiro atendimento de traumas na face e chegam a ser um problema de saúde pública, pois podem levar a perda dental imediata (momento do acidente) ou mediata (no decorrer do tratamento ou anos após).

Esportes radicais (mountain bike, moto-cross, hockey inline, patins inline, skate, etc), artes marciais (judô, jiu-jitsu, katatê), lutas (greco-romana, sumô) e esportes de quadra (voleibol, handebol, futebol de salão, etc), são os que mais expõe os atletas a fraturas dentais. Nestes esportes o risco de sofrer contusões orofaciais durante a carreira variam de 33% a 56%, pois são esportes de contato e de grande competitividade.

Segundo a National Youth Sports Foundationm cerca de 5 milhões de dentes são perdidos por ano em atividades esportivas.

Segundo a ADA – American Dental Association, pelo menos 200 mil traumas são evitados devido as prevenção destes acidentes fazendo-se o uso de protetores bucais.

Os protetores funcionam como almofadas distribuindo as forças durante o golpe, prevenindo, assim, a laceração e equimose dos lábios e bochechas durante o impacto, protegendo as estruturas dentais e periodontais. Estes reduzem o número e a gravidade de danos as estruturas bucais causados por quedas e pancadas na região.

Segundo a Academia Americana de Odontologia Desportiva o uso deste aparelho diminui em até 80 % o risco de trauma dental. Cada desportista envolvido em um esporte de contato tem 10% de chance de desenvolver um acidente dental ou oral, sem o uso do protetor bucal personalizado e o risco de sofrer um ferimento nos dentes aumenta mais de 60 vezes. Sendo bem adaptado o protetor bucal não atrapalha a respiração do atleta, possibilitando uma fala fácil e a ingestão de líquidos sem que precise tirá-lo da boca.

Existem protetores bucais e placas de mordida que variam conforme o tipo de esporte. Eles são encontrados em lojas de materiais esportivos ou ainda melhores, podem ser confeccionados em consultório pelo cirurgião dentista de acordo com a necessidade de proteção do atleta.

Existem os seguintes tipos de protetores bucais:

bullet Ferve e morde, que são de silicone-termoplásticos (ferve e coloca na boca, o que pode ocasionar queimaduras) e são vendidos em lojas de artigos esportivos (tamanho único ou hoje já existe P,M e G). Durante a prática do esporte o atleta tem que ficar com a boca fechada para não cair, há uma falsa sensação de segurança e como não se adapta perfeitamente à boca, pode causar ferimentos.
bullet Personalizado, é uma placa de silicone, prensado sobre um modelo da arcada de gesso do atleta, bem mais sofisticado. Promove, mais conforto e maciez. Pode ser colorido ou transparente. Necessita de no mínimo duas consultas ao dentista: a primeira é para um exame clínico onde ocorre uma avaliação de suas condições bucais, tipo de mordida, se usa aparelho ortodôntico e outras informações, e para se fazer moldagem e escolher a cor.
A segunda é para a colocação (instalação do protetor) e ajustes, se necessário.

Os protetores bucais duram em média 01 ano, antes e após o uso devem ser lavados em água corrente e armazenados em estojos próprios.

Devem ser trocados nas crianças e adolescentes com certa regularidade (em período mais curto de tempo), devido ao crescimento ósseo ou sempre que o atleta apresentar mudanças significativas de peso.

É importante conscientizar o atleta que o uso do protetor bucal deve ser durante os treinamentos e competições e alertá-lo que haverá uma fase inicial onde seu rendimento poderá diminuir, mas que após a adaptação ele estará protegido e com seu desempenho normal.

Concluindo o trabalho do dentista na Odontologia Desportiva se faz no:

bullet Diagnóstico em saúde oral (exame clínico, anamnese, exames complementares) na busca de focos de infecçoões bucais (dentárias ou periodontais - que podem vir a diminuir a resistência do atleta); desordens musculares; diagnóstico de lesões bucais; identificar maloclusões; hábitos viciosos; promover a melhoria estética e auto-estima; etc.
bullet Atendimento emergencial, na busca de realizar intervenções imediatas a problemas de origem traumática.
bullet Atendimento preventivo, na busca de prevenir acidentes, desordens ou problemas bucais; educação de técnicas adequadas de escovação; indicação de controle do consumo de alimentos cariogênicos; aplicação de fluorterapia e outros métodos preventivos e promover o estímulo para a realização do auto-exame na busca pela prevenção do câncer bucal.

A Odontologia trabalha e evolui a cada dia para poder que oferecer o que há de melhor ao atleta e a todos que buscam a saúde e o bem estar com qualidade de vida. Espero que a esta área da Odontologia cresça na medida em que lhe é dada à devida importância.

Bibliografia:

  1. Odontologia Desportiva – Atendimento odontológico aos jogadores das seleções brasileiras de futebol – Araújo, C.S.; Comark, E.F.; em http://www.odontologia.com.br (09/12/2004).
  2. Odontologia Desportiva – Souza, E.R.; em http://www.acdssv.com.br/revista (09/12/2004).
  3. Odontologia Desportiva; em http://www.querosaude.net/noticias (09/12/2004).
  4. Ocorrência de traumatismo dental e nível de esclarecimento e uso do protetor bucal em diferentes grupos de esportistas – Ferrari, C.H.; Jr. Simi, J.; Medeiros, J. M. F. de; em http://www.odontologia.com.br (09/12/2004).
  5. Odontologia Desportiva – para ter um sorriso campeão; Tassitani, C.; em http://plasticaebeleza.terra.com.br/35/odontologia/desportiva.htm (09/12/2004).
  6. Odontologia Desportiva em ação; Seixas; L.; em http://www.odontologia.com.br/noticias (09/12/2004).
  7. Atletas que tratam os dentes têm maior desempenho esportivo; entrevista em http://www.abn.com.br/ (09/12/2004).
  8. Odontologia desportiva e o desempenho dos atletas; Moura, A.P.F.; em http://www.hospitalar.com/opiniao/ (09/12/2004).
Érika Sequeira
erikaseq@telemedicina.fm.usp.br
Cirurgiã-dentista.
Especialista em Prótese Dental.
Pós-graduada em Geriatria e Gerontologia.
Coordenadora da Teleodontologia da Telemedicina da FMUSP

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No ritmo do transport

No ritmo do transport

Aproveite as facilidades que este equipamento traz


Atividade física, perda de calorias, fortalecimento da musculatura e
tudo isso em apenas uma hora diária de treinamento. Mas como conseguir
esta junção toda?

É o transporte, também conhecido como aparelho elíptico, que na
verdade é uma espécie de esteira "turbinada", onde o praticante mexe
braços e pernas ao mesmo tempo.

O nome vem da idéia de que a pessoa está quase se "transportando" para
uma espécie de corrida "acima do solo",pois a máquina pode levar a
esta sensação.

Tanto a carga, quanto a velocidade podem ser controladas e uma das
principais vantagens é que a pessoa, além de movimentar todas as
articulações do corpo, não sofre com o impacto do solo, já que os pés
ficam estáticos na plataforma e é esta que se move.

Por Marco de Cardoso - www.bemstar.com.br

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Psicologia Desportiva - Pensamento e ação sincronizados


Grandes desempenhos no esporte não são apenas questão de preparo físico - muitas vezes, a psique decide quem ganha e quem perde.


No estádio, reina silêncio absoluto. Os espectadores prendem a respiração à espera do tiro de partida. Na pista, musculosos atletas assumem posição de largada. Agora é para valer. Durante anos, os corredores trabalharam duro, preparando-se para o dia decisivo. Mas, no fim, para ser o primeiro a cruzar a linha de chegada, não só pernas contam.

Desenvolver o próprio potencial em sua plenitude é algo que demanda toda concentração mental. De que adiantam a força muscular adquirida e uma técnica elaborada se, na hora H, os nervos vacilam?

O perigo maior está nos segundos que antecedem a largada, quando a tensão se torna quase literalmente palpável. A mesma excitação que faz tremer os espectadores pode muito bem significar o desastre para os atletas. Mas a mera tentativa de não contrair os músculos aumenta ainda mais a apreensão. Põe suas chances em risco também aquele que se distraiu no instante do tiro ou corre muito relaxado pela raia.

Para que corpo e espírito caminhem na mesma direção, tudo depende do equilíbrio exato. Concentração e relaxamento são ambos necessários, bem como a confiança nas próprias forças. O melhor é que os atletas "desliguem" os pensamentos perturbadores, como se apertassem um botão. E nisso os psicólogos do esporte podem ajudar. Mas quais métodos de treinamento mental se mostraram eficientes? E em que se baseia sua capacidade de melhorar o desempenho?

A psicologia desportiva recebeu grande impulso nos últimos anos. Por um lado, isso se deve ao fato de que, na maioria dos esportes, os atletas de ponta vêm se igualando cada vez mais. Pensamentos e sentimentos tornam-se, então, o fiel da balança - a vitória é decidida na cabeça. Por outro lado, porém, isso se deve ainda ao desaparecimento de preconceitos e do medo do contato. Quase ninguém hoje associa tratamento psicológico à loucura.

Se nos Estados Unidos os profissionais do treinamento mental são comuns desde a década de 70, em países europeus eles vêm se estabelecendo pouco a pouco. Nem todos buscam o auxílio de um psicólogo formado. O ciclista Jan Ulrich, por exemplo, vencedor do prestigiado Tour de France em 1997, recorre à ajuda da fisioterapeuta Birgit Krohme, que não apenas lhe massageia os músculos cansados das pernas mas, quando necessário, também o resgata do abismo da falta de motivação. Para o piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher, é seu fisioterapeuta hindu, Balbir Singh, quem faz as vezes de massagista da psique. E trata-se de duas celebridades que sabidamente não se dão nada mal com suas estratégias de corrida.

Outros tentam dar uma ajuda à sorte com pequenos rituais e manias. Tenistas batem a bola exatas três vezes no chão antes de sacar; fundistas colam um emplastro no nariz que supostamente auxilia a respiração. Não há comprovação científica do efeito produzido, mas, se o desempenho condiz com o esperado, ninguém se preocupa com isso.

Seriam os psicólogos desportivos o equivalente moderno das antigas mascotes? Que atuem como placebos é uma possibilidade que não se pode excluir. É possível que o simples fato de disporem de alguém que cuide de seu preparo mental dê asas a alguns atletas. Contudo, o treinamento mental bem-sucedido demanda - como o próprio nome já diz - o exercício ativo e repetido de certas habilidades. Não se trata de um truque de mágica, e sim de métodos testados e ajustados para cada modalidade esportiva e para cada personalidade.

O psicólogo Hans Eberspächer, de Heidelberg, um dos mais conhecidos profissionais da área esportiva na Alemanha, enumera as principais vantagens que o treinamento mental traz. Em primeiro lugar, atua no direcionamento da atenção do atleta; em segundo, na convicção daquilo que ele pode render - o que é chamado de expectativa de capacidade; e, em terceiro, na ativação das reservas do corpo. Em cada um desses campos, o importante é automatizar as habilidades mentais de modo que elas passem a atuar sem a necessidade de qualquer controle consciente. A preparação mental não pode atrapalhar o atleta. "No momento decisivo, a cabeça precisa apoiar, e não perturbar, a ação do corpo", diz Eberspächer. Segundo ele, o objetivo do treinamento mental é sincronizar pensamento e ação.

O psicólogo americano Mihaly Csikszen-tmihalyi cunhou o termo "fluxo" em meados da década de 70. Trata-se de um conceito que designa o estado de absorção total na ação praticada: esquecidos de nós mesmos e sem necessidade de qualquer incentivo externo, sentimos satisfação com o que estamos fazendo, seja um trabalho estimulante, seja um jogo ou apenas o nosso próprio movimento.

Mas como pode o esportista colocar-se nessa "condição ideal de desempenho"? Para não sentir medo do fracasso ou tédio, ele tem de saber o que pode exigir de si mesmo. Deve, então, mergulhar na própria seqüência de movimentos que está desenvolvendo, e pode fazê-lo, por exemplo, dando instruções a si mesmo. O melhor é recorrer a instruções concretas, relacionadas às próprias ações - tais como "erguer o braço, esticar, bater!", em se tratando de um saque numa partida de tênis -, desligando-se das perturbações do entorno.

Há tempos estão comprovados os efeitos que produzem sobre o corpo técnicas mentais como a visualização .Em 1873, o fisiologista inglês William Carpenter observou que a simples percepção ou imaginação de um movimento é capaz de levar os músculos a reagir. Quando, pela televisão, vemos um jogador de futebol em ação, às vezes nós mesmos armamos a perna para um chute a gol. A essa forma de contágio os psicólogos chamam "efeito Carpenter" ou "reação ideomotora". Graças a ele, é possível otimizar a execução de um movimento.

Em tempos mais recentes, pesquisadores estudaram esse fenômeno com o auxílio de imagens do cérebro. Como Stephen Kosslyn, psicólogo da Universidade Harvard, imaginar movimentos desencadeia uma atividade no córtex motor, como se ele fosse ordenar uma ação real. Esse "aprendizado por auto-sugestão", entre outras coisas, acelera a reabilitação de pacientes que sofreram derrame cerebral, na medida em que melhora a circulação do sangue e a oferta de oxigênio na área afetada do cérebro. Também os esportistas podem tirar proveito do poder das imagens mentais, exercitando certos movimentos e ações relevantes.
Durante muito tempo, considerou-se que a técnica da visualização era bastante promissora se, ao praticá-la, o atleta decompusesse mentalmente em suas partes constitutivas o desenrolar do movimento, em geral complexo. Novas pesquisas, porém, demonstram que a concentração em pontos específicos (joelho, braço, mão) às vezes atrapalha a fluidez da coordenação, sobretudo quando o desenrolar do movimento já se mostra muito bem automatizado. Nesse caso, deve-se visua-lizar a meta desejada da ação.

O êxito esportivo baseia-se, portanto, na capacidade de direcionar a própria atenção. Um caso típico é o do atleta que só consegue ser "campeão" nos treinos: acumula grandes desempenhos na preparação para uma competição, mas falha no momento decisivo. Uma conversa motivadora consigo mesmo pode ajudar. A lembrança de êxitos anteriores ou a mente voltada para os supostos pontos fracos do adversário podem afastar pensamentos ou sentimentos inibidores. É o que os especialistas chamam de "psico-regulação interna".

A personalidade do atleta exerce influência determinante sobre o êxito esportivo. O fato de o ucraniano Serguei Bubka - o ex-recordista mundial do salto com vara - ter dominado sua modalidade esportiva como nenhum outro nas décadas de 80 e 90 não se deveu a seu físico espetacular. "Ele corre para o salto como um louco, como se não tivesse medo de nada." Assim explicava o mestre alemão do salto com vara Tim Lobinger a excepcionalidade de Bubka. A corrida para o salto faz tremer as pernas de qualquer um. Mas Bubka não tremia.

Ao lado da coragem, outra forma de auto-superação conta bastante no esporte: a capacidade de suportar sofrimento. Os atletas que têm de vencer grandes distâncias, como maratonistas ou ciclistas, especialmente, precisam ser capazes de forçar o corpo até o limiar da dor, e além dele. Quem não possui o dom - inato em Bubka - de minimizar mentalmente o medo ou a dor pode, em certa medida, desenvolvê-lo. Mas, para tanto, será necessário que se exponha seguidas vezes a situações extremas, até que se tornem rotina. E, para diminuir o correspondente estresse físico e mental, técnicas de relaxamento, como o relaxamento muscular progressivo ou o treinamento autógeno, ajudam.

Saber lidar com o stress e as pressões constitui um importante objetivo do treinamento mental. Esportistas expostos a esse tipo de situação começam a duvidar de si mesmos e perdem o interesse pelo desafio. Quando isso acontece, o clamor por um psicólogo logo se faz ouvir. Mas muitos treinadores e ligas desportivas somente recorrem ao auxílio especializado quando é tarde demais. Uma pesquisa realizada em 2002 na Universidade Johann Wolfgang Goethe, de Frankfurt, mostrou que mais de 60% das intervenções dos psicólogos desportivos visam à superação de crises e problemas agudos. O ideal seria uma orientação psicológica de longo prazo. Somente então seria possível identificar e evitar a tempo os problemas psíquicos manifestados pelos atletas.

Psicólogos desportivos ainda têm de levar em conta a disposição mental de cada um de seus atletas. Uma pessoa extrovertida e impetuosa tem necessidades diferentes de uma introvertida. Isso demanda uma abordagem flexível e diferenciada. De modo geral, porém, esportistas de alto desempenho exibem requisitos já favoráveis, ou não teriam chegado aonde chegaram. Diferentes estudos atestam que, comparados aos "mortais", atletas de ponta são muito inteligentes e têm grande capacidade de concentração. Ficam acima da média também no que se refere à vontade do desempenho. Entretanto, "muitos atletas profissionais apresentam enorme motivação ao desempenhar seu esporte, mas deixam cair a peteca em se tratando da vida pessoal", constata o psicólogo esportivo Jürgen Beckmann, da Universidade de Potsdam. Por isso, ele vê como tarefa de sua profissão evitar a orientação exclusiva para o esporte.
O comportamento de muitos esportistas em competição sugere uma pronunciada consciência de si - basta pensar na aparência estelar dos corredores olímpicos na final dos 100 metros rasos. É certo que isso está relacionado à capacidade de se impor diante do adversário. Mas, em geral, é a expressão de uma crença inabalável em si mesmo. "Para os atletas, é importante, em primeiro lugar, fixar metas elevadas mas alcançáveis, em relação à própria capacidade de desempenho", afirma Beckmann. "Num dado momento, essa fase de automotivação, como é chamada, é substituída pela da vontade em si, quando o que importa é atingir de fato a meta almejada. Nesse estágio, o atleta, confiante, deve pôr de lado toda e qualquer dúvida."

O modelo Muhammad Ali - "Eu sou o maior!" - ajuda, portanto, apenas no alcance concreto da meta; antes disso, porém, quando da fixação da meta, uma avaliação realista sobre si próprio revela-se mais adequada, a fim de evitar a frustração constante.

Conversas motivadoras do atleta consigo mesmo lhe oferecem a importante possibilidade de desmontar dúvidas e medos - como já em 1977 demonstrava um estudo hoje clássico da psicologia desportiva. Àquela época, o psicólogo Michael Mahoney, da Universidade do Estado da Pensilvânia, ao lado do treinador Marshall Avener, perguntou a um grupo de ginastas quais eram seus pensamentos e o que diziam a si mesmas durante uma competição. Verificou que ginastas bem-sucedidas, que chegaram a integrar a equipe olímpica americana, não revelaram menos medo do fracasso que suas concorrentes não qualificadas para a competição. Apenas compensaram melhor a presença do medo encorajando-se continuamente.

Diz a sabedoria popular que a fé move montanhas. Mas há também um nome científico para esse dito: auto-eficácia (self efficacy). O psicólogo americano Albert Bandura situou esse conceito no centro de sua teoria social-cognitiva do aprendizado. Resumidamente, o conceito diz o seguinte: aquilo de que nos acreditamos capazes determina a nossa capacidade real. Se invertermos essa afirmação, veremos que ela significa também que somente quando acreditamos com firmeza no alcance de determinada meta, sem nos deixar intimidar pelo difícil caminho que conduz até ela, conseguiremos alcançá-la.

Visualização, direcionamento da atenção ou automotivação pela palavra, o fato é que, em princípio, até mesmo esportistas de fim de semana podem se servir dos truques do treinamento mental. O desejo de testar os limites do próprio desempenho - hoje, cada vez mais disseminado - faz com que um número crescente de amadores comece também a recorrer ao preparo mental. E a indústria da boa forma acompanha esse movimento: a cena esportiva comercial apressa-se em oferecer muitos serviços duvidosos. O que diferencia o especialista do "guru" é, em primeiro lugar, a objetividade. Por certo, tomar em consideração metas e necessidades individuais significa mais que fazer promessas genéricas de sucesso. Por isso mesmo, todo acompanhamento psicológico-esportivo sério começa com a comparação entre o que é e o que deve ser. Em que nível de desempenho se encontra o atleta? Quais seus problemas e desejos individuais? Somente depois dessa avaliação é possível iniciar a prática de métodos apropriados à promoção do relaxamento, da persistência ou da motivação.

Mas é bom lembrar: o preparo físico e o domínio de técnica e tática continuam sendo o fundamental de todo esporte. Nunca ninguém terminou uma maratona baseado apenas na própria força de vontade.

Técnicas de treinamento mental
Com o auxílio de métodos de treinamento psicológicos, esportistas de ponta buscam melhorar seu potencial de desempenho e otimizá-lo para o momento decisivo. Os principais fatores mentais no treinamento e em competição são: relaxamento, atenção, auto-eficiência (a crença nas próprias forças) e motivação. Não há um cânone estabelecido na psicologia desportiva, mas as técnicas descritas abaixo tiveram sua eficiência comprovada.

Visualização é como os psicólogos do esporte denominam a prática de imaginar interiormente o transcorrer de um movimento ou as metas de uma ação, a fim de melhorar sua coordenação e execução real.

Paralelamente à decomposição do movimento em suas partes constitutivas, a concentração no resultado desejado de uma ação (acertar o buraco no golfe, por exemplo) mostrou-se de particular eficiência. Quando, em vez disso, a imaginação se volta para uma sensação física ou para o impulso da execução em si de um movimento, fala-se em "treinamento ideomotor".

Monólogos interiores direcionados permitem afastar as perturbações oriundas de estímulos exteriores ou pensamentos, ajudando a reforçar a persistência. Tanto quanto possível, o atleta deve se colocar no centro deles (primeira pessoa: eu), tratar de ações concretas ("mover o braço, esticar, bater!", no caso de um saque no tênis) e dar-lhes caráter exortativo ("insista!").

O treinamento autógeno foi desenvolvido pelo psiquiatra alemão Johannes Heinrich Schultz na década de 20 e tinha por objetivo minorar os medos e tensões de seus pacientes. O método centra-se em fórmulas auto-sugestivas, como "estou calmo!" ou "minha perna está muito pesada!". São fórmulas que o praticante diz a si mesmo, sentado ou deitado confortavelmente, e nas quais se concentra por inteiro. Em estágios avançados, conseguirá direcionar seu foco mental também para funções corpóreas, tais como a respiração e o pulso.

No relaxamento muscular progressivo, a alternância entre contração e distensão de partes do corpo, como ombros ou braços, produz um nítido efeito de relaxamento. O fisiologista Edmund Jacobson criou um plano sistemático para sua prática que cobre os principais grupos musculares do corpo humano.



Como driblar emoções
Esportistas também sofrem com a perda de uma pessoa amada, entram em depressão após uma derrota, podem tender para a dependência química ou irritar-se com a própria agressividade. Além disso, estão mais sujeitos a lesões musculares, ao afastamento do país de origem, com conseqüente distanciamento da família e dos amigos, e à falta de privacidade devido ao assédio da imprensa e de fãs.

A psicologia do esporte é ferramenta importante para lidar com essas situações. A especialidade, que já conquistou um grande espaço em outros países, vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Benno Becker Júnior, presidente honorário da Sociedade Brasileira de Psicologia do Esporte, considera ampla a aplicabilidade dessa disciplina, que visa "investigar as causas e os efeitos das ocorrências psíquicas que o ser humano apresenta antes, durante e após a prática do ato físico, seja este de cunho educativo, seja recreativo, competitivo ou reabilitador". O bom desempenho do atleta, em todas as modalidades, depende, no fundo, do equilíbrio emocional de quem se habilita à disputa. Contam também a persistência no treino, o temperamento do atleta, a forma como é exercida a liderança de equipe e a influência positiva ou negativa da torcida.

João Ricardo Cozac, diretor do Centro de Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte (Ceppe), em São Paulo, argumenta que oferecer aos atletas respaldo psicológico é tão importante quanto lhes fornecer alimentação balanceada e programada por nutricionistas. "Afinal, o corpo físico e o estado mental", ressalta, "são duas faces de uma mesma unidade e merecem igual atenção."

De acordo com Cozac, a principal influência no Brasil vem dos Estados Unidos, onde os primeiros estudos datam do fim do século XIX, com pesquisas sobre o desempenho de ciclistas. Apesar de ser mais destacada no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, o desenvolvimento da disciplina ainda deixa a desejar. Cozac reclama da falta de divulgação das pesquisas. Ele lembra que preconceitos ainda envolvem a especialidade: ser aceito pela equipe técnica, pelo atleta, e em alguns casos até pela torcida, é um desafio para o psicólogo do esporte. A resistência a esse trabalho costuma ser maior no futebol; modalidades como tênis, vôlei e basquete são mais receptivas.

A psicologia do esporte, entretanto, não deve ser vista como uma estratégia miraculosa. A disciplina se volta ao estudo de fatores comportamentais que interferem na participação ou no desempenho no esporte ou que são influenciados por ele. Atualmente há psicólogos que atuam com a diretriz psicanalítica e outros com abordagens para embasar a psicoterapia breve. A maioria, no entanto, parece preferir a terapia comportamental-cognitiva.

No caso de lesões que provocam o afastamento temporário ou definitivo das atividades esportivas, os problemas emocionais tendem a se agravar e podem resultar em depressão, ansiedade, fortes sentimentos de raiva, negação e revolta, abalando a auto-estima. Nesses casos, o período de reabilitação pode ser prolongado. "Na cabeça do atleta", esclarece Becker, "surgem conflitos que parecem não ter solução imediata, como o abandono definitivo da carreira e as implicações financeiras e sociais decorrentes." Também é preciso considerar a perda, momentânea ou não, de popularidade e status, que pode dificultar a transição para uma vida normal. O afastamento de amigos e familiares contribui para agravar a situação.

Além das derrotas, o potencial de vitória e a consagração também demandam trabalho psicológico, como alerta a psicóloga Verena Freire. "Para trabalhar a vitória é preciso saber, antes de mais nada, o que pode incomodar um atleta que vence." Ela adverte que alguns devem ser alertados quanto ao estado de acomodação se estão convencidos de que já alcançaram seu objetivo. Excesso de confiança também pode prejudicar a performance. "Merecem atenção aqueles que se encantam com fama e fortuna, envolvendo-se negativamente com drogas, mulheres, bebidas e dívidas", ressalta a psicóloga.

Derrotas e conquistas são paradoxais. "Às vezes, ficar em 20º lugar em um campeonato mundial pode significar um bom resultado. Mas conquistar o segundo pode ser frustrante para quem esperava ser o pri-meiro", compara Freire. Por isso ela procura enfatizar o aspecto educativo das derrotas. "Para pessoas muito autoritárias, elas podem ser até saudáveis", comenta.

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Geriatria e Esportes

Envelhecer, ficar curvado, perder a disposição para a vida. Tudo isto e muito mais pode deixar de existir. Primeiro é preciso colocar de lado alguns tabus e procurar em quanto é tempo, a orientação de um geriatra. Há muito que a geriatria deixou de ser a medicina do velho para se tornar a medicina do jovem que quer retardar o processo de envelhecimento. Tudo isso é possível graças a várias técnicas e aparelhos que trabalham diretamente sobre o cérebro, órgão que recebe as várias cargas de tensão, stress e problemas gerados no cotidiano.

Introdução

A idade aconselhada para que alguém procure um geriatra é aos 30 anos. A vida agitada leva as pessoas ao stress principalmente porque elas não conseguem externar o que se passa com elas. A somatização de problemas reflete no psíquico e no físico. A maioria das pessoas tem dificuldade para falar e não se dá bem com psicoterapias.

Na nova geriatria algumas técnicas usadas são a neurolinguística, máquinas como o Pinel Trainer e o Megabrain, além, é claro, do uso correto das vitaminas, tudo para retardar o envelhecimento.

Mentalização

O importante no uso desta teoria é a mentalização dos objetivos a serem alcançados e metas pré-determinadas para cada um deles. Se a pessoa escrever em um papel suas metas em tempo de curto, médio e longo prazo, ela cria uma conotação muito séria para o cérebro, pois significa compromisso. A assinatura também é importante.

Depois das metas escritas começa a fase do relaxamento. O importante é baixar a freqüência cerebral e enviar mensagens que, certamente serão obedecidas.

O nosso cérebro funciona em quatro tipos de ondas. As ondas Betas, que são as mais rápidas e indicam um estado de alerta; as ondas Alfa, quando a pessoa continua consciente, mas mais voltada para dentro de si mesma; as ondas Theta, que são semelhantes ao estado anestésico e as Delta, conseguidas pelos iogues que têm completo domínio de si mesmos.

O objetivo da neurolinguística é fazer com que as metas cheguem ao cérebro através das ondas Thetas, para isso já existe o aparelho Pineal Trainer. As metas são gravadas em uma fita e submetidas ao aparelho e, durante algumas sessões, as pessoas ficam ouvindo suas próprias mensagens.

As pessoas entram em uma espécie de sono no início, pois conseguem ficar alertas embora a freqüência cerebral tenha sido baixada. Neste estado, o cérebro aceita tudo como verdade e vai começar a trabalhar para que as metas sejam atingidas. Este tratamento dura em média três meses.

Megabrain

Já este aparelho constitui-se de um fone de ouvido e óculos. Nele há programas específicos para insônia, stress, angústia, depressão, criatividade e concentração. Normalmente, os pacientes se submetem a ele durante 30 a 45 minutos, dependendo do caso.

Este aparelho ativa o lado direito do cérebro, exatamente o lado mais sábio, que é o da intuição, da criatividade, do subjetivo. De olhos fechados sob os óculos, as pessoas apenas enxergam cores formas ritmadas. Não há dor nem choque.

Por fim, as vitaminas são essenciais para o retardamento do envelhecimento. Afinal, aos 20 anos de idade temos 20 bilhões de células cerebrais. A partir de então, perdemos, diariamente, 200 mil células. Acelerar ou retardar esse processo só depende de nós.

Benefícios da prática esportiva

Com a expectativa de vida do ser humano tem aumentado progressivamente,é conhecimento comum que para se atingir qualidade de vida mais saudável é necessário , entre outros aspectos, uma alimentação adequada às necessidades nutricionais individuais, equilíbrio emocional ante as pressões do dia-a-dia e a prática regular de atividade física.

A natação como a corrida e o ciclismo-pertence à família dos esportes de resistência, favorecendo a boa circulação sanguínea e o fortalecimento do coração, além de constituir excelente opção para quem deseja não só melhorar seu condicionamento físico, mas também relaxar, divertir e trabalhar novos estímulos emocionais e corporais.

Nadar é uma excelente terapia e, sem dúvida, um esporte que não impõe limitação de idade, aceitando de bebês a idosos. Certamente que a idade dos freqüentadores de um curso de natação, a disponibilidade de recursos e a formação profissional dos instrutores são o padrão e a descrição das atividades a serem executadas.

Circulação

A natação como qualquer outro exercício aeróbico traz muitos benefícios para a saúde. Para a circulação sanguínea, a água auxilia a volta do sangue ao coração (circulação de retorno) diminuindo os efeitos da insuficiência vascular periférica.Isto constitui fator importante, principalmente para os adultos e idosos que, com o passar dos anos, têm a circulação de retorno deficitária.

No caso da respiração, o indivíduo, dentro de uma piscina sofre a ação da pressão hidrostática e, como conseqüência, ocorrerão alterações cardíacas, respiratórias e circulatórias. A exigência pulmonar é maior, dando ritmo à respiração e, conseqüentemente, levando ao fortalecimento da musculatura torácica. Esta exigência levará à melhor da função pulmonar.

A natação é ainda excelente para coluna vertebral, problemas ortopédicos e/ou posturais, pois fortalece o organismo como um todo e, sendo um esporte que utiliza o maior conjunto de massas musculares, torna nosso corpo mais saudável e resistente às doenças.

O fortalecimento das musculaturas anterior e posterior alivia a sobrecarga constante sobre a coluna vertebral, facilitando o relaxamento e auxiliando na correção de problemas posturais e/ou ortopédicos, sem sobrecarga. Tanto a natação propriamente dita como exercícios aquáticos propiciam ao indivíduo uma amplitude de movimentos que trarão melhora para seu tônus muscular. Melhor coordenação, flexibilidade, resistência física, melhora no equilíbrio, agilidade e na mobilidade articular são conseqüências consideráveis tanto em crianças como em idosos na prática regular da natação ou de exercícios aquáticos.

Fator que tem alcançado grande preocupação hoje em dia, os obesos podem encontrar na natação contribuição considerável, pois a prática desta provoca maior oxigenação e queima de calorias, auxiliando na redução de peso, levando ao aumento de massa magra e diminuição de massa gorda.

No caso de infecções, a natação provoca o aumento da oxigenação - que leva a uma melhora na vitalidade tanto durante a permanência na água como fora, e, como conseqüência, a resistência orgânica alcança um estágio mais elevado, diminuindo a predisposição a infecções.

Outro aspecto extremamente importante diz respeito a sociabilidade. Com a prática da natação, como qualquer outro esporte, o indivíduo estabelece uma relação com seu próprio corpo, adquirindo auto-estima e confiança. A prática de qualquer atividade esportiva proporciona a qualquer faixa etária, o desenvolvimento e resgate das habilidades que muitas vezes passam despercebidas. Além disso, é bom lembrar: Para a natação, bem como para outras atividades físicas, a freqüência e regularidade são importantes. Nadando diariamente é mais produtivo do que somente nos fins de semana.

Não perca tempo, elimine a vida sedentária, exercite-se, relaxe, caminhe regularmente e divirta-se. Em caso de dúvidas, procure um médico para avaliar a sua condição de saúde e dar o veredicto final para você iniciar de qualquer esporte. Afinal, viver bem é o que vale.

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Fibromialgia e Atividade Física


 "Mas Doutor, o senhor me manda fazer exercício físico, eu não agüento nem andar! Quanto mais correr, nadar"...

Qual médico que nunca ouviu essa frase? Qual profissional de educação física ou fisioterapeuta que nunca vivenciou esse drama?

Nos últimos 20 anos fomos capazes de observar novos inventos tecnológicos, descobertas científicas e avanços da medicina, porém, junto com eles vieram novas doenças, doenças ainda desconhecidas por origem, prognóstico, tratamentos e cura. A fibromialgia é uma doença que afeta hoje cerca de 5% da população mundial, acometendo principal-mente mulheres sedentárias, acima de 40 anos e pessoas de cor clara, caracterizando-se por dores agudas e crônicas, fadiga, distúrbios do sono, entre outros sintomas. O termo fibromialgia vem do latim fibro (tecido fibroso, ligamentos, tendões), do grego mia (tecido muscular), algos (dor) e ia (condição), ou seja, condição de dor proveniente de músculos, tendões e ligamentos.

"Não são muito claros os mecanismos de desenvolvimento da Fibromialgia, mas os achados laboratoriais são bem expressivos, pois apontaram atrofia das fibras musculares tipo II, edema focal, alterações mitocôndriais, diminuição das concentrações de glicogênio e hipóxia das fibras musculares causadas por alterações da microcirculação (Yunus e Kalian - Raman, 1989; Bengtsson e Henriksson, 1989)."

Os portadores de tal síndrome normalmente apresentam dificuldade em relacionar a localização da dor, se é muscular, articular, nos ossos, e muitas vezes quando perguntado pelo médico o local da dor, escuta-se "Doutor, dói tudo"! Por vezes essas reclamações são consideradas como distúrbios emocionais por alguns profissionais por dois motivos: 1. desconhecimento da doença e 2. pela doença até o presente momento não obter nenhum exame laboratorial que indicaria tal patologia e justificaria tais sintomas.

A fibromialgia é uma doença real, com dores reais, não possuindo apenas caráter psíquico (apesar de por vezes iniciar-se com um quadro de depressão ou vir a desenvolver tal quadro com a doença) e, se não tratada adequadamente, pode causar uma significativa queda na qualidade de vida de seu portador. Ainda não tem cura e quando diagnosticada por exame clínico, o tratamento é normalmente farmacológico (antidepressivos, analgé-sicos, miorrelaxantes e etc), sono de qualidade e exercícios aeróbios. Os remédios têm o objetivo de amenizar os sintomas e promover o bem estar dos pacientes, permitindo-os que executem atividades físicas regulares que são fundamentais no tratamento da patologia.

Durante a solicitação de trabalho físico podemos perceber que os portadores da doença têm músculos fracos e que fadigam com facilidade, sendo indicados exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e flexibilidade associados a exercícios aeróbios, ambos iniciando gradativamente e se possível numa intensidade que não gere ou gere dor suportável, onde a intensidade do exercício é aumentada progressivamente com o passar da adaptação fisiológica ao treinamento respeitando o limiar de dor da pessoa.

O exercício físico aeróbio é normalmente mais indicado que o anaeróbio em pessoas com fibromialgia, pois o primeiro libera potencialmente mais endorfinas, hormônio este que quando presente em "boas doses" no organismo permite-nos uma sensação de prazer, bem estar, euforia e até mesmo analgesia.

Na fibromialgia não existe uma melhor modalidade esportiva, e respeitando o princípio da individualidade biológica, caracterizando que cada portador é diferente de outro portador e que os mesmos são também diferentes das pessoas não-portadoras, a melhor modalidade de exercício é aquela a qual o indivíduo sente mais prazer durante e após a realização, seja ela caminhada, corrida, natação ou outra. O que importa e tem valor inestimável é ouvir do aluno ou cliente: -"Realmente está funcionando, me sinto muito melhor"!

Referências:

  1. Adamas, N.& Sim, Julius. Rehabilitation approaches in fibromyalgia. Disability and Rehabilitation, June 2005, 27(12): 711-723
  2. Richards, S.C.M., Scott D.L. Prescribed exercice in people with fibromyalgia: parallel group randomised controlled trial. BMJ July 2002; 325: 1-4.

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Saiba como a RPG pode previnir lesões durante seus treinos

Nos últimos anos, o treinamento de um atleta de alto rendimento ganhou mais um aliado para a melhora de sua performance.

A fisioterapia iniciou dentro do esporte com o objetivo de tratar lesões adquiridas pelos atletas durante os treinamentos e competições. Porém, com o desenvolvimento de novas técnicas e protocolos, a fisioterapia passou a ter um papel fundamental na prevenção dessas lesões.

De acordo com a minha experiência na clínica Dr. Fisio com atletas de diferentes modalidades, a RPG (Reeducação Postural Global) é muito utilizada como uma forma de prevenção de lesões e conscientização corporal de atletas, que apresentam em comum uma carga de treinamento acentuada. Entre eles temos, nadadores, triatletas e maratonistas principalmente.

A maioria dos atletas que procuram os serviços de um fisioterapeuta, relata alguma dor que limita o treinamento. Geralmente a dor pode ser tratada e o atleta volta ao treinamento. Porém em um curto espaço de tempo esse mesmo atleta retornava ao consultório com a mesma queixa.

Dessa forma, a RPG possibilita um trabalho onde ao mesmo tempo que a dor é tratada, o corpo também ganha um cuidado especial.

A RPG é uma ferramenta importante na prevenção das dores e lesões musculoesqueléticas, pois a maioria dessas lesões ocorrem por uma biomecânica irregular.

As principais alterações posturais são: anteriorização de cabeça, protusão de ombros, hiperlordose lombar, rotação interna ou externa de membros inferiores, encurtamento de musculatura posterior de membros inferiores e tornozelo valgo ou varo.

Essas alterações são analisadas durante avaliação no consultório e treinamento de cada atleta. Depois de coletados os dados, é traçado um perfil de cada atleta e iniciado um trabalho com segurança.

O atleta aprende a utilizar toda a sua capacidade pulmonar e manter uma postura mais próxima do ideal, para que durante seus treinos, diferentes grupos musculares trabalhem em harmonia evitando assim desvios posturais e desgastes articulares.

O tratamento leva em média 6 meses dependendo da capacidade de aprendizado de cada atleta e tem como objetivo proporcionar uma melhora na qualidade de treinamento e vida.


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O que é pubalgia?

Você sabe o que é pubalgia?
por David Homsi

Você sente uma dorzinha na região da bacia ou até mesmo nas coxas por causa da corrida? Isso pode ser sinal de pubalgia. Saiba o que é a lesão e como tratar.

São Paulo - A pubalgia consiste em dor inguinal crônica e dor púbica unilateral ou bilateral. A incidência desta lesão é mais freqüente em homens, devido às atividades físicas intensas, principalmente ao futebol, tênis e corrida.

Os sintomas da pubalgia são:

  • Dor na região púbica, principalmente ao levantar, sentar e ao tossir
  • Aumento da dor com apoio unipodal e exercícios de alta intensidade (corrida)
  • Sensação de ardor na região da virilha
  • Crepitação na sínfise púbica
  • Espasmos de adutor
  • Diminuição da amplitude de movimento do quadril
  • Possível dor lombar
  • Marcha Anserina (marcha com rotação lateral dos membros inferiores)
  • No futebol, dor no primeiro passe ou chute

    O diagnóstico diferencial deve ser feito para descartar doenças como: prostatite, infecção urinária, fratura por stress, dor irradiada da coluna e principalmente hérnia inguinal, a qual é confundida em 50% das vezes. Os exames de imagem podem estar normais. No raio-x pode haver deslocamento púbico para cima, e nos demais exames sinais de inflamação local.

    Os sintomas da pubalgia são na maioria das vezes causados pelo desequilíbrio muscular entre os músculos abdominais e adutores. A ação dos abdominais leva a uma elevação pélvica e os adutores acabam por tracionar, afastando a sínfise púbica, levando então a um stress ligamentar e inflamação local.

    Outro grupo muscular que interfere neste desequilíbrio biomecânico são os posteriores da coxa (isquiotibiais). Quando estes estão encurtados ocorre uma tração lombar, potencializando o desequilíbrio de abdominais de adutores, principalmente no movimento de chute do futebol.

    Tratamento - O tratamento inicial é sempre conservador. Repouso completo, administração de antiinflamatórios e aplicação de compressa de gelo por quinze minutos no local, para aliviar a dor. Pode-se alongar levemente os músculos abdominais, adutores e isquiotibiais (nos casos de término da dor, alongar normalmente).

    A fisioterapia tem papel fundamental no re-equilíbrio muscular e no retorno as atividades desportivas. O tratamento cirúrgico só é utilizado caso o tratamento conservador falhe.
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    Fibras

    Fibras
     

    As fibras são Carboidratos ou derivadas dos carboidratos, provenientes dos alimentos vegetais, que não são digeridos pelas enzimas digestivas no nosso tubo digestivo.

    Quando chegam na parte final do intestino (intestino grosso), as fibras são hidrolisadas (quebradas) totalmente ou parcialmente pelas bactérias presentes na flora intestinal.

    Esse processo garante a saúde do intestino e manutenção da flora saudável.

    As fibras exercem diversos benefícios para o nosso organismo, entre eles podemos destacar o adequado funcionamento do intestino, ajudando na formação das fezes e na sua eliminação. Por isso, são indicadas para pessoas com constipação (intestino preso) e com diarréia.

    O consumo de fibras na alimentação constitui um hábito saudável, pois elas ajudam na prevenção e no tratamento de diversas doenças como ; diabetes mellitus, obesidade, câncer, doenças cardiovasculares, hipercolesterolemias, etc.

    Diariamente devemos consumir as fibras, a ingestão média recomendada para um adulto é de 20 a 30 gramas/dia.

    As fibras são encontradas em alimentos vegetais como frutas, verduras (folhas e legumes), leguminosas (feijão, lentinha, grão de bico, ervilha, soja, etc.), cereais integrais (arroz integral, farinhas integrais, pães e biscoitos integrais), farelos , farinha e flocos de aveia, farelo de trigo, etc.

    O aumento do consumo de fibras na alimentação deve ser feito de forma gradativa. Caso você não consuma alimentos fontes de fibras, inicie aos poucos introduzindo cada dia um alimento novo, permitindo uma adaptação dos seu organismo. Outra dica importante é aumentar o consumo de líquidos, principalmente nos intervalos das refeições.

    A água ajuda as fibras a exercerem suas funções. Em média, um adulto deve beber 10 copos de líquido (2000 ml) ao dia. Segue uma sugestão de cardápios com alimentos ricos em fibras (em verde) e você verá como é facil ter uma alimentação saudável.

    Ao lado fizemos uma comparação de uma alimentação (em vermelho) com menor quantidade de fibras. Bom apetite!!!

    A escolha certa sempre fará a diferença !!!

    Por: Nuno Mendes

    Fibras
     

    As fibras são Carboidratos ou derivadas dos carboidratos, provenientes dos alimentos vegetais, que não são digeridos pelas enzimas digestivas no nosso tubo digestivo.

    Quando chegam na parte final do intestino (intestino grosso), as fibras são hidrolisadas (quebradas) totalmente ou parcialmente pelas bactérias presentes na flora intestinal.

    Esse processo garante a saúde do intestino e manutenção da flora saudável.

    As fibras exercem diversos benefícios para o nosso organismo, entre eles podemos destacar o adequado funcionamento do intestino, ajudando na formação das fezes e na sua eliminação. Por isso, são indicadas para pessoas com constipação (intestino preso) e com diarréia.

    O consumo de fibras na alimentação constitui um hábito saudável, pois elas ajudam na prevenção e no tratamento de diversas doenças como ; diabetes mellitus, obesidade, câncer, doenças cardiovasculares, hipercolesterolemias, etc.

    Diariamente devemos consumir as fibras, a ingestão média recomendada para um adulto é de 20 a 30 gramas/dia.

    As fibras são encontradas em alimentos vegetais como frutas, verduras (folhas e legumes), leguminosas (feijão, lentinha, grão de bico, ervilha, soja, etc.), cereais integrais (arroz integral, farinhas integrais, pães e biscoitos integrais), farelos , farinha e flocos de aveia, farelo de trigo, etc.

    O aumento do consumo de fibras na alimentação deve ser feito de forma gradativa. Caso você não consuma alimentos fontes de fibras, inicie aos poucos introduzindo cada dia um alimento novo, permitindo uma adaptação dos seu organismo. Outra dica importante é aumentar o consumo de líquidos, principalmente nos intervalos das refeições.

    A água ajuda as fibras a exercerem suas funções. Em média, um adulto deve beber 10 copos de líquido (2000 ml) ao dia. Segue uma sugestão de cardápios com alimentos ricos em fibras (em verde) e você verá como é facil ter uma alimentação saudável.

    Ao lado fizemos uma comparação de uma alimentação (em vermelho) com menor quantidade de fibras. Bom apetite!!!

    A escolha certa sempre fará a diferença !!!

    Por: Nuno Mendes

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    Dicas para uma alimentação esportiva

    Dicas para uma alimentação esportiva

    Os principais alimentos para os corredores, muito indicados pelos nutricionistas são simples de consumir e podem mudar para melhor o desempenho dos atletas de todas as categorias. Os mais indicados são: arroz, feijão, batata, banana, pão, macarrão, suco de laranja, frango, carne vermelha, leite, ovos e barra de cereias.

    Todos os individuos estão sujeitos às regras da natureza, não interessa se são atletas ou pessoas sedentárias, para se dar bem nas pistas ou no dia-a-dia temos que nos intender com o prato. Uma dieta inadequada e que não respeita as diferenças individuais de cada pessoa pode ser um risco para quem se exercita.

    Os principais representantes dos carboidratos usados por atletas são: arroz, batata, pão, macarrão e barra de cereais; na proporção de até 60% de todos os alimentos consumidos. Ou seja, um corredor que pesa 70 kg deve consumir 700 g por dia. Quanto a quantidade de proteína é recomendado 1,8 g/ kg/ dia, para quem treina regularmente.

    Os ovos são bons representantes das proteínas, mas se deve tomar cuidado com o colesterol, alguns individuos nunca vão ter problemas com o colesterol mesmo ingerindo muito deste alimento. Mas outros devem tomar cuidado por serem mais sujeitos ao colesterol alto. O feijão pode ser consumido por qualquer pessoa independente da atividade física. A carne vermelha é o principal alimento que possui a vitamina B12 e micronutrientes como ferro e zinco, o ideal é consumir de duas a três vezes por semana.

    O frango possui pouca gordura e o peito é o mais indicado para atletas que devem manter o peso corporal sobre controle. O peixe também dever ser usado como fonte de proteína e possui os ácidos graxos do tipo Ômega 3, um tipo de gordura que diminui alguns fatores de riscos cardiovasculares.

    Os atletas costumam acreditar que quanto menos gordura melhor. Isto é desinformação porque se o atleta tem pouca gordura corporal pode faltar as vitaminas liposoluveis (disolvidas em gordura) do tipo A, D, E e K. O ideal é consumir 20 % deste item na alimentação.

    O suco de laranja que é fonte de vitamina C, deve ser consumido nos primeiros 15 minutos. Isso porque pode perder as vitaminas quando entra em contato com o ar e com o calor. A banana quase sem gordura é uma grande fonte de cálcio, fósforo, ferro e vitaminas A, B1, B2 e C.

    Os alimentos "in natura" são mais indicados para os atletas mesmo que a indústria de alimentos não goste que se espalhe isto por ai!

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    Fisioterapia Desportiva Preventiva

    Ola PEssoas.
     
    Artigo sobre Fisioterapia Desportiva e acho que pode interessar a quem acessa esse site.
     
     
    Esse artigo fala da parte preventiva da fisioterapia em uma equipe de futebol.

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    Por quê é preciso fazer avaliação médica antes de iniciar uma atividade física?

    Por quê é preciso fazer avaliação médica antes de iniciar uma atividade física?

    Hoje em dia, não temos nenhuma dúvida de que a atividade física regular deve fazer parte do dia-a-dia de qualquer pessoa que deseja ter uma vida saudável, afinal, ela funciona como preventiva e até mesmo como parte do tratamento de algumas doenças como hipertensão, diabetes, obesidade e dislipidemias (alterações do colesterol e triglicérides), além de promover benefícios para a saúde mental, como o controle do stress. No entanto, devemos saber também que em algumas pessoas, mesmo sem nenhum sintoma mas com algum fator predisponente, a atividade física pode funcionar como um gatilho para sérios problemas cardíacos, incluindo a parada cardíaca e a morte súbita. Por esse motivo, é importante uma avaliação médica prévia ao início das atividades e depois, periodicamente, conforme orientação do seu médico.

     Além disso, a atividade física regular mais intensa, no caso de atletas (profissionais, amadores ou aqueles que praticam o esporte por simples lazer), leva a adaptações normais do sistema cardiovascular como, por exemplo, o aumento do tamanho do coração, que podem ser confundidas com doenças cardíacas, sendo importante nesses casos a avaliação de um médico com experiência na avaliação de atletas.

    Por último, vale lembrar que a avaliação pode fornecer alguns dados, como faixas de freqüência cardíaca de treino, que são úteis para um melhor aproveitamento dos benefícios da atividade física, assim como para a melhora da performance.

     

     

    Dr. Alex Maia

    Cardiologia geral e do esporte

    Consultório: (11) 3285-3053 / 32532695

    email: dr.alexmaia@yahoo.com.br

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    Atividade física e hidratação

    Atividade física e hidratação

    A água é primordial para o bom funcionamento do organismo em todos os seus aspectos, por isso, uma boa hidratação é muito importante para quem deseja fazer uma atividade física saudável e ter uma boa performance.

    Durante a atividade física, o corpo perde uma grande quantidade de água e alguns eletrólitos (sais minerais) pelo suor, com o objetivo principal de evitar o aumento excessivo da temperatura corporal. A quantidade de suor vai depender de uma série de fatores, incluindo a temperatura ambiente, a umidade relativa do ar, a superfície corpórea e o grau de intensidade da atividade física, podendo em alguns casos, chegar a uma perda maior que 1,5 litros por hora.

    A ingesta inadequada de líquidos durante a atividade física pode levar a um quadro de desidratação e em alguns casos a distúrbios eletrolíticos como a hiponatremia (quantidade baixa de sódio no sangue) que levam a uma queda de performance e risco de sérias complicações.

    Em primeiro lugar, devemos lembrar que uma hidratação adequada durante todos os dias, independente da atividade física realizada é muito importante.

    Exceto em casos especiais, orientados pelo seu treinador, deve-se evitar os treinos em horários de muito sol e calor e dar preferência a roupas leves e claras nos dias mais quentes. Algumas pessoas têm o hábito de fazer atividade física com roupas quentes para suar mais, achando que isso leva a um emagrecimento. Na verdade, além de ser um conceito totalmente errado, pois não se perdem calorias pelo suor, esta prática inadequada aumenta o risco de desidratação, podendo levar a problemas sérios.

    Em relação à hidratação para a atividade física, ela deve começar com a ingesta de líquidos antes do início das atividades, sendo que em atividades mais intensas ou competições, é interessante a ingesta de cerca de 500 ml de líquidos de 2 a 3h antes, permitindo que o atleta inicie a atividade física bem hidratado e que tenha tido tempo para que o organismo eliminasse quantidades excedentes.

    Durante a atividade física, devem ser ingeridos cerca de 400 a 1000ml de líquidos por hora, através de pequenas ingestas a cada 15 a 20 minutos. O uso de bebidas esportivas (ex: gatorade) pode diminuir o risco de hiponatremia por conter uma pequena quantidade de sódio, no entanto, essa quantidade costuma ser menor do que a perdida pelo suor, podendo ser necessária a reposição de sódio em atividades intensas com duração superior a 3 a 4 horas. Uma dica para descobrir se você está fazendo uma hidratação correta é pesar-se antes e depois da atividade física, não devendo haver uma grande variação entre as medidas.

    Por último, não podemos esquecer que a hidratação após o exercício é muito importante e a ingesta de líquidos deve ser feita independente da sensação de sede, pois o mecanismo que regula a sede pode estar um pouco prejudicado em condições de estresse, principalmente após a participação de provas.

     

    Dr. Alex Maia

    Cardiologia geral e do esporte

    Consultório: (11) 3285-3053 / 3253-2695

    email: dr.alexmaia@yahoo.com.br

     

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    Treinamento funcional para praticantes de corrida

    foto: ricardo zinner - ativo-com
    Treinamento funcional para praticantes de corrida

    O treinamento funcional se baseia na melhoria de aspectos neurológicos que afetam a capacidade funcional do corpo, através de exercícios de propriocepção (percepção do corpo através de um estimulo ou um movimento) que desafiam o sistema nervoso, causando uma adaptação que resulta na melhora das capacidades físicas, como, flexibilidade, velocidade, coordenação, equilíbrio, força e resistência, atuando também em prevenção de lesão e melhora de gestos esportivos, como a corrida.

    PROPRIOCEPÇÃO

    É a percepção do corpo através de um estimulo ou um movimento. Os proprioceptores são encontrados na cápsula articular, ligamentos, tendões e músculos, quando estimulados informam ao córtex cerebral o grau das tarefas que estamos realizando, dessa forma permitindo a realização de movimentos mais complexos, protegendo as estruturas do aparelho locomotor, com exercícios em tempos de curta duração e executados em planos de movimento diferentes do habitual, isso melhora o tempo de reação do individuo, alem de elevar a autoconfiança do praticante.

    A probabilidade de lesão é maior devido aos receptores não estarem -treinados- para responderem rapidamente a um estímulo diferente, como mudança de piso ao correr. Com o treinamento de propriocepção, diminui-se o período entre o estímulo e a resposta. Por isso da importância do treinamento de propriocepção para praticantes de corrida.

    Importância das capacidades trabalhadas no treinamento funcional:

    Flexibilidade - a melhora da flexibilidade tem relação com o aumento de produção de força dos músculos;

    Equilíbrio - exercícios que exigem equilíbrio estimulam o sistema de controle motor e favorecem ganhos de força muscular, a melhoria dos mecanismos de propriocepção;

    Força - deve ser estimulada em indivíduos destreinados, através de treinamento resistido, permitindo um aprimoramento da capacidade funcional do corpo. Velocidade, coordenação, flexibilidade e equilíbrio são a base da resistência muscular;

    Resistência - importante no treino funcional, pois diminui o aparecimento da fadiga e aumenta o rendimento dos sistemas aeróbio e anaeróbio;

    O treinamento funcional, além de trabalhar de forma integrada, deve ser trabalhado respeitando os princípios do treinamento, devendo ser prescrito de acordo com as necessidades individuais de cada um. Sendo ainda trabalhado de forma segura, prevenindo lesões.

    O treinamento funcional atua também em desequilíbrios musculares. Pensando no fato de que todos esses fatores estejam interligados e ao fato deles contribuírem uns com os outros para um resultado mais eficaz. Uma eventual carência de mobilidade no tornozelo originará instabilidade no joelho que, conseqüentemente, será fator causador de problemas no quadril, etc.

    Esses desequilíbrios estão associados a alterações de movimento articular e redução de amplitude de movimento, causado pela falta de atividade física.

    Os músculos reagem de forma diferente ao estresse físico e são classificados como estabilizadores (articulação) e mobilizadores (responsáveis por movimentos articulares). Os músculos mobilizadores têm uma grande tendência a se enrijecerem ou encurtarem. Os estabilizadores têm uma tendência de enfraquecimento com a inatividade.

    Exercícios de fortalecimento dos estabilizadores sem um trabalho de alongamento dos mobilizadores pode ser ineficiente. Os estabilizadores estão localizados mais profundamente no corpo e os mobilizadores são mais superficiais. Esse tipo de exercícios fornece uma base muscular forte e resistente necessária para a pratica esportiva.Os exercícios podem ser realizados com elásticos (rubber band), bola suíça (fit ball), bosu (balance trainer), balance disc e aparelhos de musculação.

    Por Felipe romano
    www.bresportes.com

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    Odontologia a favor da corrida

    Por Juliana Saporito

    Pouca gente sabe, mas tratar a saúde bucal é tão importante quanto realizar procedimentos indispensáveis para a qualidade na corrida. Assim como real izar exames clínicos periódicos, ter atenção ao trabalho muscular e manter a disciplina nutricional, cuidar bem da parte odontológica pode ser determinante na melhora de desempenho.

    "A pessoa que corre leva o corpo ao limite. Isso pode favorecer o aparecimento de problemas odontológicos, causados tanto pelo impacto quanto pela carga física a que o corpo se submete", explica Oscar Razuk, cirurgião dentista especializado em reabilitação oral e clínica geral.

    De olho na tensão
    Uma das causas de lesão dentária no esporte é a tensão que antecede a disputa de provas. Ela pode levar a problemas como o bruxismo, que consiste na pressão excessiva que a pessoa aplica à arcada dentária ou o mais conhecido ranger de dentes. Conseqüentemente, aparecem sintomas adicionais como as dores de cabeça, de ouvido e pescoço, além de muito desconforto.

    Também é preciso atentar para o surgimento de infecções mais sérias, como a gengivite, por exemplo. Será a estas doenças que o organismo dará prioridade de melhora, deixando o desempenho físico e a performance em segundo plano, o que nenhum atleta deseja. "Para um bom   rendimento no esporte é preciso estar com tudo em dia, sentir-se 100% bem", diz Oscar Razuk.  

    O caminho é prevenir
    "A odontologia do esporte deve funcionar como medida preventiva. Ela é essencial para potencializar a qualidade de vida e a saúde do atleta", lembra o odontologista. Como os corredores estão especialmente sujeitos a lesões por impacto, que vão desde a quebra e perda dos dentes até fraturas nos ossos da face, devem apostar na proteção. Também é comum machucar língua, lábios e bochechas. 

    "Para quem pratica corrida, uma atividade que gera impacto, utilizar uma placa protetora ajuda bastante", diz Oscar Razuk. Estes protetores, que geralmente são confeccionados em silicone, funcionam como almofadas e distribuem a força durante o impacto, protegendo as estruturas dentais e periodontais.

    Visitas periódicas ao dentista – de preferência especializado em esporte – e a realização de limpeza de tártaro a cada três meses são medidas que devem ser levadas a sério e também fazer parte da rotina.

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    Quiropraxia a favor do movimento

     técnica que melhora a comunicação entre o sistema nervoso central e o resto do corpo com o toque nas mãos pode ser uma aliada na performance da corrida

     

    Por Odara Gallo

     

    Quando uma pessoa sofre um acidente e lesiona a coluna vertebral, as chances de ter seqüelas nos movimentos de outras partes do corpo são grandes. Esse é apenas um exemplo popular da importância da coluna para o movimento do corpo humano. E oferecer um cuidado especial para essa região pode fazer a diferença na hora de prevenir, diagnosticar ou tratar disfunções que atrapalhem o desempenho na corrida e também a saúde.

     

    De volta à corrida

    Uma hérnia de disco quase fez com que Fernando Freire Dias, 62, advogado, abandonasse o esporte para pilotar uma cadeira de rodas. "Os médicos diziam que eu teria que fazer uma operação para resolver o problema, mas depois passaria a andar de cadeira de rodas", contou.

     

    Já com a perna esquerda sem movimentos e na busca por métodos alternativos de tratamento, Fernando se tratou com a quiropraxia e, hoje, recuperado, não abre mão das sessões depois das provas de corrida que participa. Entre elas, estão as maratonas de Nova York, Blumenau, Brasília e Curitiba, além do Campeonato Mundial Máster de Atletismo. "A quiropraxia me acompanha até hoje. Costumo fazer o tratamento sempre depois das provas para colocar os ossos e a musculatura no lugar no período de recuperação", contou.

     

    Os segredos da técnica

    A quiropraxia é uma técnica que faz um estudo da comunicação entre o sistema nervoso e o restante do corpo por meio da coluna vertebral. Na verdade, o tratamento não é feito apenas para problemas nas costas, mas sim sobre a influência que essas disfunções podem ter na saúde de todo o organismo. "O atleta tende a exagerar no exercício e o corpo sente as conseqüências disso. O tratamento permite uma melhora na amplitude do movimento e faz com que o corpo responda melhor aos estímulos do cérebro", explicou Evergisto Souto Maior, bacharel em quiropraxia e especialista em terapias complementares para coluna vertebral em Pequim, na China.

     

    De acordo com o dr. José Roberto Oliveira, fisioterapeuta e quiropraxista, é arriscado dizer que a técnica melhora o desempenho na corrida. O que acontece é que o atleta pode não estar conseguindo dar o seu máximo nos treinos e provas por causa da algum bloqueio articular e a técnica vai ajudá-lo a corrigir o problema e voltar a render como antes. "Um bloqueio na articulação em um determinado nível da coluna vertebral pode comprometer o fluxo do impulso nervoso alterando a função do órgão enervado por aquele ramo comprometido. Quando liberamos esse bloqueio o atleta pode voltar a ter o mesmo desempenho de antes", explicou.

     

    Com o toque das mãos

    Uma das vantagens da quiropraxia é que a técnica não envolve processo cirúrgico e a principal característica é que o tratamento é feito com as mãos. A movimentação corporal é estimulada pelo profissional por meio das articulações. O quiropaxista manipula as articulações com movimentos precisos que estalam a região e o resultado é o relaxamento muscular, o aumento da mobilidade e a diminuição da dor.

     

    "É muito comum as pessoas confundirem a quiropraxia com técnicas de massagem. Isso acontece porque muitos massagistas promovem 'estalos' articulares em seus procedimentos. Apesar da semelhança de técnicas, a quiropraxia é muito mais do que simplesmente 'estalar' a coluna, ela é uma ciência que estuda as estruturas neuro-músculo-esqueléticas, suas funções, a biomecânica e as patologias envolvidas nesse processo", afirmou o dr. José Roberto.

     

    Esses estímulos facilitam a aferência e a eferência, que são o impulso do cérebro para o corpo e do corpo para o cérebro. "Por causa disso, a técnica reorganiza a questão neurofuncional e a capacidade de cura do corpo fica mais efetiva", afirmou Evergisto Souto Maior.

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    Joelho de corredor

    Corredores de média e longa distância estão sujeitos à síndrome da banda iliotibial. Saiba como se prevenir e tratá-la

     

    Por Glauber Alvarenga*

     

    Para os praticantes de corrida de média e longa distância, uma série de lesões é bastante conhecida. Dentro desses acometimentos, a síndrome da banda ou trato iliotibial certamente poderá ser citada como uma das principais, pois é um problema tão comum entre os corredores que por muitos autores é descrita como "Joelho de Corredor".

     

    A síndrome da banda iliotibial também é encontrada em esportes como o ciclismo ou esportes que exigem movimentos repetitivos de flexão e extensão do joelho.

     

    Esta síndrome é caracterizada por dor na região lateral do joelho, e pode acontecer durante ou após a prática de esportes como a corrida. Isso acontece pelo atrito que existe entre o trato iliotibial (fascia localizada na região lateral do joelho) com a região lateral do fêmur. Esse atrito gera um processo infamatório e, conseqüentemente, dor na região. Cada passo dado durante a corrida leva a uma pequena flexão e extensão do joelho. Portanto, a cada movimento a banda iliotibial "raspa" na região lateral do fêmur.

     

    A dor começa a se manifestar durante o treino e torna-se presente, ao longo do tempo, nas atividades diárias, como subir e descer escadas. Se não for tratada, pode levar os atletas a parar a atividade esportiva.

     

    A síndrome da banda iliotibial pode se manifestar após a mudança do treinamento, com o uso de um calçado inadequado e ou simplesmente com o fato de correr em solos irregulares. Esses fatores quando associados ao encurtamento da banda iliotibial, desalinhamento do joelho, rotação da tíbia (osso da perna) ou alterações no tipo de pisada podem levar a processos inflamatórios e conseqüente afastamento do esporte.

     

    Como prevenir

    Essas lesões podem ser prevenidas com alongamentos da região lateral da coxa e dos glúteos. Para isso, é necessário fazer esse tipo de alongamento.

     

    O tratamento dessas lesões consiste em fisioterapia. Na fase aguda, terá a função de promover a analgesia e a diminuição da inflamação, podendo ou não ser associada ao uso de medicamentos de acordo com a prescrição do ortopedista. Quando diminuir a dor, ocorre a diminuição do atrito na banda ilitibial por meio de alongamento e estabilização da articulação.

     

    Algumas atitudes devem ser tomadas para diminuir o tempo de tratamento, por exemplo: diminuir intensidade dos treinos, utilizar tênis apropriado para o tipo de pisada, não treinar em solos irregulares, alongar o trato iliotibial antes e depois da corrida.

     

    A procura precoce por um profissional pode impedir o afastamento do esporte.  

     

    * Glauber Alvarenga é fisioterapeuta esportivo do Instituto Vita e especialista em reabilitação músculo-esquelética da Santa Casa de São Paulo

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    A importancia da banana

    Rica em carboidrato, o consumo oferece energia de forma rápida ao organismo. Conheça este e outros poderes da banana, essenciais para quem corre

     

    Por Odara Gallo

     

    A mais tropical das frutas é uma das maiores aliadas dos praticantes de esportes, em especial, dos corredores. A banana é rica em carboidratos, que é a fonte de energia rápida mais usada pelo organismo. Isso a torna uma excelente opção de café da manhã ou lanche pré-treino. Mas as vantagens da banana não param por aí.

     

    De acordo com a nutricionista Cibele Crispim, da RGNutri Consultoria Nutricional, a fruta também é ótima fonte de potássio, mineral importante para o bom funcionamento dos músculos, e de vitamina B6, que ajuda na formação de células do sangue. "Atletas costumam consumir banana para garantir melhores desempenhos musculares, além de ser uma das fontes preferidas de carboidrato para antes, depois ou durante o treino", explicou.

     

    "Como bastante banana, de 6 a 8 por dia. Sempre como duas antes e depois de cada treino", disse Richard Wygand, 27 anos, triatleta e estudante de educação física. "É uma fruta fácil de encontrar, além de ser muito gostosa. É difícil achar alguém que não goste de banana", completou.

     

    Carboidrato

    O principal motivo pelo qual a banana é uma das frutas mais consumidas durante as provas e treinos é sua fácil digestão. "Por ter uma boa quantidade de carboidrato, é possível recuperar as reservas energéticas até durante o exercício", disse a nutricionista.

     

    Uma banana média corresponde à quantidade de carboidrato contida em um sachê de gel. Por isso, é preciso ficar atento ao tipo de treino e analisar se é mesmo necessária a ingestão da fruta.

     

    Potássio

    Além da água, o corpo perde potássio, sódio e cloreto no suor durante o exercício. Por isso, é importante repor todos esses minerais. É comum ver corredores consumindo isotônicos ou até um punhado de sal para repor o sódio, mas é preciso lembrar também do potássio. "Uma época, diminui a ingestão da fruta e senti uma diferença. Passei a ter mais câimbra do que geralmente tenho", contou Richard Wygand.

     

    "O potássio é o responsável por auxiliar na contração muscular e a falta da substância é relacionada à ocorrência de câimbras", afirmou Cibele Crispim. Mas a ausência de potássio não é o único motivo desse distúrbio. O esgotamento muscular e a falta de sódio, perdido por meio do suor, também são causas comuns de câimbras.

     

    Isso significa que além de ingerir banana, o corredor deve se hidratar bem e ingerir isotônicos para não correr o risco de ter as inconfortáveis contrações.

     

    Vitamina B6

    Essa vitamina está associada ao metabolismo energético, ou seja, ajuda o organismo a quebrar o glicogênio muscular em vez de usar as proteínas do músculo para ter energia e favorece a recuperação pós-exercício.

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    Caimbras Musculares


    Em competições é comum nos depararmos com atletas que param o exercício por dores musculares ocasionadas pelas cãibras, incapacitando-os momentaneamente. Durante a prática de atividade física intensa, com longa duração, os músculos ficam expostos a um trabalho extenuante que pode ocasionar fortes dores musculares.

    Muitos fatores estão relacionados ao aparecimento das cãibras musculares e para um melhor entendimento de cada um deles são importantes algumas definições:

    O que são Cãibras ?
    As cãibras são definidas como contrações musculares intensas de um músculo. Costumam acontecer após um exercício físico extenuante, duram alguns segundos e desaparecem subitamente.

    Causas das cãibras:
    Na maioria das vezes não é um único fator isolado, mas sim um conjunto de situações que pode ocasioná-las. Entre elas:

    - Metabólica: ocorrência de cãibras pela liberação de substâncias metabólicas tóxicas no músculo, proveniente da atividade física intensa. A amônia é uma dessas substâncias. Ela é produzida durante a oxidação de proteínas, ou seja, a falta de carboidratos para a contração muscular força o músculo a queimar proteínas, excedendo a quantidade de amônia no sangue.

    O ácido lático também é tóxico para o músculo. Ele pode causar acidez no meio intracelular afetando as fibras musculares.

    - Perda de líquidos: durante o exercício, a perda de água pelo suor provoca um desequilíbrio de fluidos corporais e, além de deixar o sangue concentrado e em menor volume, aumenta a temperatura do corpo. Com isso o meio intracelular (onde ocorrem as reações químicas) fica alterado e provoca distúrbios, inclusive na contração muscular, ocasionando as contrações involuntárias que geram as cãibras.

    Mas não é apenas a perda de água que altera o meio intracelular. O sódio e o potássio, são os principais eletrólitos que, juntamente com a água, são liberados pelo suor e a ausência desses minerais faz com que o músculo fique mais sensível às contrações.

    - Temperatura: a temperatura ambiente também é um fator que deve ser levado em consideração. As cãibras podem ser causadas por mudanças de temperatura do organismo com o ambiente, tanto nas temperaturas elevadas como nas temperaturas extremamente baixas.

    O exercício físico já é responsável pelo aumento da temperatura corporal e, aliado com o fator externo, a temperatura interna pode chegar a 39 ou 40 graus Celsius. Altas temperaturas ocasionam contrações intensas que podem se tornar involuntárias. Este fenômeno é denominado "cãibras induzidas pelo calor". Já nas temperaturas muito frias, uma das respostas fisiológicas desencadeadas é a constrição dos vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo de sangue para os músculos, ocasionando as cãibras.

    - Fadiga muscular: a fadiga muscular também pode ser uma das causas da cãibra. O treinamento em excesso, sem tempo adequado para a recuperação, ocasiona a fadiga muscular que facilita a ocorrência de cãibras.

     

    Como evitar as cãibras

    Fatores nutricionais: a deficiência de carboidratos durante o exercício torna necessária a oxidação de proteínas, liberando assim as substâncias tóxicas. Então, em exercício prolongado, devemos fornecer a quantidade adequada de carboidratos, diminuindo assim os riscos de utilizar massa muscular como fonte de energia.

    Antes do exercício: faça uma reserva deste nutriente: 6-10g de carboidratos / kg de peso corporal no dia que antecede o exercício.

    Durante o exercício: 30-60g de carboidratos / hora.
    Fontes:
    1 gel = 28g;
    1 copo de bebida esportiva: 14g;
    1 barra de cereal: 18g;
    1 colher de sopa de frutas secas 11g;
    1 bolacha salgada 5g;
    1 banana 17g;
    Pão francês 27g.

    Pós exercício: carboidratos a cada 2 horas.

    - Hidratação: também deve ser realizada antes, durante e após a atividade. Bebidas isotônicas e suco ajudam, pois além de repor o liquido promovem a reposição dos níveis de sódio e potássio. O ideal é que a temperatura esteja fria e que a reposição seja lenta para não ocasionar desconforto.

    - Reposição de s ódio e potássio: o s ódio se esgota com mais facilidade do que o potássio pois esse último tende a se acumular mais nos músculos. Lanches salgados ou alimentos com mais sal são indicado; as bebidas esportivas também contribuem pois possuem aproximadamente 90mg de sódio em 200ml = 1 fatia de pão.

    Fatores do treinamento: O treinamento, desde que bem efetuado, pode ajudar a diminuir a ocorrência de cãibras nos exercício mais extenuantes e prolongados, pois fortalece a musculatura, preparando as fibras musculares para o estímulo que receberão.

    O aquecimento e o alongamento são fundamentais antes de iniciar o exercício, pois prepara o corpo para a sobrecarga que está por vir, evitando as lesões e as cãibras. Treinar todas as modalidades que serão praticadas também é fundamental, pois trabalhamos músculos diferentes em cada uma delas sendo necessários que todos esteja condicionados.

    O que fazer quando tem cãibras?
    A primeira reação é alongar. O alongamento alivia a dor, porém não é o mais indicado a fazer. Quando temos cãibras as fibras estão em contração intensa e o alongamento alivia essa contração, mas pode causar lesões nas fibras musculares, podendo levar a uma lesão mais séria O mais indicado é relaxar a musculatura, massagear o local afetado e deixar que as contrações terminem sozinhas, se possível fazer uma compressa de água quente e só depois de passado os sintomas mais fortes alongar.

    Patrícia Rebelo - Nutricionista
    - Atualização em nutrição esportiva pela Escola Paulista de Medicina
    - Especialização em adolescência para equipe multidisciplinar – Escola Paulista de Medicina

    Gabriela de Carvalho
    Atleta de corrida de aventura (Curtlo Lobo Guará) Treinadora da assessoria esportiva 4any1 e personal trainer

    www.adventuremag.com.br

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    Fratura por estresse

    A fratura por estresse acontece quando cargas anormais agem sobre um osso normal. Ela é causada quando forças de compressão, tensão ou rotação são aplicadas repetidamente a um osso normal, provocando inicialmente microfraturas que se propagam e coalescem até formarem a fratura por estresse.
    Em resposta ao estresse aplicado ao osso normal, que provoca essas microfraturas, o osso reage aumentando o seu remodelamento através do aumento de sua atividade osteoblástica. Quando a resposta osteoblástica ao estresse não consegue reparar as microfraturas que estão sendo feitas, começa o processo que culminará em uma fratura de estresse.

    Histórico
    As fraturas de estresse foram descritas originalmente em 1855 por um médico militar prussiano chamado Briethaupt muito antes do uso das radiografias. Ele descreveu os sinais clínicos, os sintomas e a história natural do desenvolvimento das fraturas por estresse de metatarsianos em soldados, comumente conhecidas como fraturas do marchador ou “Deutschlander´s fracture”, os quais apresentavam dores persistentes nos pés, que pioravam com a marcha prolongada do treinamento militar.
    O primeiro exame radiográfico documentando uma fratura de estresse foi realizado em 1897, fratura esta em um recruta militar. Em 1958, houve a primeira descrição de fraturas de estresse em atletas, feita por Devas, que baseou seus estudos em exames radiográficos, fazendo a correlação do local de dor com as alterações radiográficas desses atletas.
    As fraturas de estresse podem ocorrer em diversos ossos, sendo porém mais freqüênte na extremidade inferior, em especial na tíbia, tanto em crianças como em adultos.
    As modificações bruscas no treinamento parecem ser um dos fatores predisponentes mais importantes, assim como o condicionamento físico e o uso de terrenos inapropriados.
    Os exames radiográficos costumam ser normais inicialmente, apresentando alterações somente depois de várias semanas de iniciado o processo, variando entre duas e doze semanas, dependendo do osso em questão. Outros exames são a cintilografia óssea, a ressonância nuclear magnética e a tomografia computadorizada.

    Tratamento
    O tratamento das fraturas de estresse deve ser multidisciplinar, sendo o tratamento conservador geralmente bem sucedido e apresenta aspectos que podem ser categorizados em medidas gerais, tratamento psicológico, tratamento fisioterápico, acompanhamento nutricional, tratamento medicamentoso e, em algumas situações, até o tratamento cirúrgico.


    Referências Bibliográficas:

    1. Knapp T.P., Garrett Jr W.E.: Stress Fractures: General Concepts. Clin Sports Med 16: 339-356, 1997.
    2. Laurino C.F.s., Miszputen M.L., Vieira E.L.C. Fraturas por estresse. In Cohen M., Abdalla R.J.: Lesões nos esportes. Rio de Janeiro: Revinter, 2003;640-49.
    3. Iwamoto J., Takeda T.: Stress fractures in athletes: review of 196 cases. J Orthop Sci 8: 273-278, 2003.

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    Dor na perna e tornozelo em esportistas

    Jogadores de futebol, corredores de longa distância e esportistas em geral podem apresentar dores crônicas na região da perna e tornozelo. Estas dores podem representar lesões que surgiram pela prática do esporte, seja durante uma competição ou treinamento.

    As lesões podem ser consideradas agudas ou crônicas. As primeiras surgem de um trauma repentino, por contusão, entorse, etc. As crônicas podem surgir de sobrecarga no sistema músculo-esquelético. Jogadores de futebol e demais esportistas devem procurar um ortopedista da área para receber tratamento especializado adequado. Para um retorno breve ao esporte, o diagnóstico tem que ser o mais preciso possível, porque cada lesão tem um tipo diferente de tratamento.

    Dependendo da suspeita diagnóstica, o ortopedista poderá solicitar ao paciente que este faça exames de imagem. Geralmente esta pesquisa começa com uma radiografia simples da região, nas incidências frente e perfil. A seguir, não é raro que os pacientes necessitem de ultra-sonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

    Entretanto, nem sempre o diagnóstico diferencial nestes atletas é feito com facilidade. Isso ocorre, entre alguns motivos, porque na região da perna e tornozelo há uma grande variedade de estruturas, algumas delas dividindo quase o mesmo espaço, e causando sintomas muito semelhantes. É numa situação como essa que a radiologia mostra todo o seu potencial.

    Os exames de diagnóstico por imagem, realizados por um radiologista músculo-esquelético especializado em lesões esportivas, irão auxiliar o ortopedista a definir o tipo da lesão e o seu local exato. Essas lesões podem ser osteo-articulares (fraturas agudas, fraturas por estresse, lesões osteocondrais, lesões ligamentares, artropatias) ou mio-tendinosas (lesões musculares e tendinopatias).

    Exemplos de lesões que podem causar dificuldade diagnóstica não faltam: fratura por estresse na tíbia, que pode ser confundida com tendinopatias da perna/tornozelo, como a dos tendões tibial anterior ou posterior e a do tendão calcâneo; fratura por estresse do calcâneo pode ter sintomas muito parecidos com a fasceíte plantar, uma inflamação crônica na região da planta do pé; lesões osteo-condrais no tornozelo, que comprometem a superfície de cartilagem e o osso abaixo dela, podem ser "encobertas" por sintomas de lesão ligamentar crônica, após entorses. Enquanto que as radiografias podem não diferenciar estas lesões, uma ressonância magnética poderá com facilidade definir se a lesão é no osso, na cartilagem ou num tendão.

    Ao fazer um exame de imagem, pode-se obter não só a definição da estrutura anatômica lesada e o grau da lesão, como também informações importantíssimas sobre o tempo dela, o mecanismo que a produziu e a presença de eventuais lesões associadas. Isso tudo é de fundamental importância porque cada lesão merece um tipo diferente de tratamento.

    Dessa forma, atletas que necessitam um retorno rápido ao esporte têm à sua disposição exames especializados que produzem um diagnóstico precoce, permitindo início imediato do tratamento específico e que também são úteis no seu acompanhamento.

    Fonte: http://milton.com.br/esporte/saiba_mais/texto_7.htm

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    A prevenção através do psicodiagnóstico esportivo

    A prevenção através do psicodiagnóstico esportivo
    goldecabeca@gazetaesportiva.com.br

    São Paulo (SP) - Nas peneiras dos principais times de futebol do país, os testes físicos e técnicos são as únicas ferramentas utilizadas na avaliação dos jovens talentos. O lado psicológico costuma ser desprezado ou pouco valorizado neste momento. No outro extremo da vida profissional, atletas que são vendidos para o exterior, envolvendo milhões de dólares nas transações, não passam por nenhum tipo de testagem psicológica. Quem toma o prejuízo? Os dirigentes, clubes e o próprio atleta. Quantas não foram os casos de atletas que tentaram a sorte na Europa, África e Ásia, retornando precocemente ao Brasil por não terem se adaptado aos costumes daqueles países? Muito dinheiro, energia e outros desgastes poderiam ser evitados se houvesse a preocupação de se elaborar um psicodiagnóstico (levantamento das demandas psicológicas individuais), com o intuito de conhecer melhor os limites e as carências mentais destes jogadores.
    É preciso muita estrutura para se ambientar aos novos costumes alimentares, climáticos e culturais de um país que, na maioria das vezes, é totalmente desconhecido para o atleta. Já escutei inúmeros relatos de atletas que retornaram ao Brasil depois de dois meses de contrato por não suportarem, por exemplo, a ausência da feijoada e do Guaraná. Aos olhos de muita gente, esta situação pode parecer simples, mas a problemática costuma envolver prejuízos altíssimos.

    Reforço a idéia de que o psicólogo não é o salvador da pátria de atletas, dirigentes e treinadores. O problema em questão está justamente na quebra da tríade físico-técnico-psicológico da preparação e avaliação desportiva. Ao priorizar apenas a esfera física e técnica, o diagnóstico do jogador estará incompleto e a concepção de atleta e ser humano, carente de um importante sustentáculo.

    As pesquisas na área da Psicologia Esportiva estão progredindo a passos largos. Atualmente, já é possível traçar o perfil psicológico esportivo de um atleta com maior exatidão e riqueza de detalhes. De um lado, temos o avanço das pesquisas científicas. Do outro, um atraso marcante na visão de muitos dirigentes, técnicos e atletas diante do treinamento psicológico esportivo.

    Este choque entre a cultura predominante no meio futebolístico e as imensas possibilidades que são abertas pela Psicologia Esportiva, denuncia um largo espaço que deve ser encurtado através da iminente e necessária reciclagem no futebol brasileiro.

    As panes mentais estão aí para quem quiser constatar. Muitas equipes naufragam nos mares da ausência de uma preparação psicológica adequada. Depois, é um tal de bater cabeça para entender o que se passou durante as partidas. Discute daqui. Discute dali. E nada. A questão, embora não pareça, é bem mais simples. Basta um pouco mais de bom senso e menos preconceito. Afinal, vivemos imersos numa cultura do “não-saber”. Basta ligar a televisão e tentar ficar acordado por mais de dez minutos. Tarefa árdua, não acham?

    Como dizem por aí: “em terra de cego, quem tem um olho é Rei”.

    João Ricardo Cozac é psicólogo formado pela PUC-SP. Atua no esporte há 12 anos. Professor de psicologia do esporte na Universidade Mackenzie de São Paulo. Presidente da Consultoria, Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte (www.ceppe.com.br). Atende atletas de diversas modalidades em consultório. Atuou em grandes equipes do cenário futebolístico brasileiro. Autor do livro 'Com a cabeça na ponta da chuteira: um ensaio sobre a Psicologia do Esporte', pela editora Annablume, e 'Psicologia Esportiva: clínica, alta performance e atividade física'.

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    A alimentação do desportista – o Segredo do equilíbrio

    Uma correcta alimentação é aquela que proporciona um bom estado de saúde ao atleta , que se traduz numa melhoria do seu rendimento desportivo e numa melhoria do seu estado de saúde a longo prazo.

    Para se estabelecer uma dieta para o desportista temos de entrar em linha de conta com o tipo de desporto, a idade, a raça, o sexo , o clima a altitude, os factores socio económicos, etc.

    Não há uma dieta do desportista , há sim uma dieta do atleta.

    Os glucidos têm uma função energética, mas também uma importante função plástica. O glicogénio e a glicose são os combustíveis que permitem maior rendimento ao músculo.

    Os lipidos são importantes como fornecedores de energia e como factores de absorção das vitaminas liposolúveis. As proteinas têm uma função essencialmente plástica e participam nos sistema enzimáticos, imunológico e hormonal.

    Também devemos contar com as necessidades em água, minerais, e vitaminas (B1, B6, B12 e C).

    Os principios básicos para uma correcta alimentação do desportista, devem entrar em consideração, com as diversas etapas que o atleta atravessa .

    Deve-se planear a ração de treino, a ração de competição e a ração de recuperação.

    A ração calórica deverá ser constituída por 55% de hidratos de carbono ( arroz, massa, pão, batata, açúcar, bolos, etc. ), 30% de gorduras ( relação gordura vegetal / gordura animal = 1 ) e 15 % de proteínas ( relação proteínas animais / vegetais = 1 ).



    ÁGUA

    Uma boa hidratação é fundamental no desportista não só porque o rendimento de um atleta diminui com o aumento da desidratação mas também porque certas lesões desportivas ( roturas musculares e tendinites) são mais frequentes quando há desidratação. A quantidade deve ser no minimo ser 3 l / dia : 1,5 l como bebida e 1, 5 l incorporadas nos alimentos ).

    O ideal será que o atleta nunca sinta sede, devendo-se administar pequenas quantidades de água quer na fase pré-competitiva quer durante a competição.



    RAÇÃO DE TREINO

    Corresponde à alimentação de base do atleta, devendo a ração calórica, proteínas, hidratos de carbono e gorduras serem administradas nas proporções atrás referidas.

    Preferir alimentos cozidos e grelhados distribuidos em 6 refeições por dia.
    As bebidas alcoólicas, se bem que não tragam qualquer benefício, podem ser consumidas nesta fase desde que moderadamente ( até 250 ml de vinho ou 500 ml de cerveja / dia ).



    RAÇÃO DE COMPETIÇÃO

    Incluem-se nesta rubrica a última refeição antes da competição, a ração de espera e a ração após a competição.



    * ÚLTIMA REFEIÇÃO ANTES DA COMPETIÇÃO

    Deverá ser uma refeição equilibrada nos seus constituintes ( proteínas, gorduras e hidratos de carbono ) de fácil digestão ( confecção à base de cozidos e grelhados , com pouca gordura e sem álcool ), e que não provoque flatulência ( evitar o feijão seco, o grão de bico, as favas e a batata ).

    Esta refeição, que deverá ser sempre respeitada, deverá ser ingerida no minimo 3 horas antes da competição.

    Entre o fim da ultima refeição e o inicio da competição deve-se administrar uma bebida açucarada com o objectivo de evitar as hipoglicémias secundárias à ansiedade.

    Deve ser composta por água, açucar ( frutose ) e eventualmente sais minerais, e ser administrada na quantidade de 150 ml de ½ em ½ hora. A frutose não sendo metabolizada pela insulina , permite manter os niveis de glicemia estáveis sem o risco de hipoglicémia reaccional, por aumento da produção de insulina, como acontece com a glicose.



    * RAÇÃO DURANTE A COMPETIÇÃO –

    Desportos de média duração ( futebol, basquetebol, andebol, voleibol, etc.

    Deve ser administrada no intervalo do jogo tendo por finalidade fornecer energia, água e sais minerais. A ração a administrar deverá conter água, de preferência bicarbonatada com 2 a 6% de frutose , cloreto de sódio ( sal ) e potássio. Há preparados comerciais já prontos a utilizar devendo estas bebidas ser ingeridas à temperatura de 10 a 15 graus nos climas quentes e mais aquecida nos climas frios.

    Desporto de longa duração - ciclismos, alpinismo, caça submarina, sky de fundo, etc.

    Neste caso, para além da água ( de preferência alcalina) e minerais a ração deverá ainda fornecer proteínas ( ou aminoácidos ) com o objectivo de promover a reparação celular e manter o tónus neurovegetativo. Assim em cada ½ hora deverá ser administrada uma ração igual à utilizada para os desportos de média duração e em cada duas horas uma pasta de carne ou de um concentrado de aminoácidos (preparação industrial ).



    * RAÇÃO DE RECUPERAÇÃO ( Durante 48 horas a seguir à competição)

    Objectivo - desintoxicar o organismo e reparar as perdas .

    - anular a acidémia ( oferecendo alimentos alcalinizantes – queijo, leite, iogurte, fruta, saladas, vegetais)

    Deve –se : ingerir muitos liquidos ( água e leite magro).

    A primeira refeição post competição não deve conter nem peixe nem carne ( autorizado no jantar seguinte) mas apenas fruta e legumes.

    No segundo dia até há que fazer uma refeição hipercalórica ( 4000 – 5000 Kcal) e rica em proteínas (20%), para reposição

    Se cumprirem estas regras, é possível em segurança colher todos os benefícios do exercício físico e ir até onde a imaginação nos levar…

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    Perigos dos esteróides

    A tentação de ganhar músculos rapidamente, leva cada vez mais jovens ao abuso dos esteróides sem orientação médica. Os efeitos colaterais podem ser devastadores.


    A busca dos corpos esculpidos à base de remédio tem levado os jovens de aparência saudável a uma vida muitas vezes sem volta. O motivo é o uso dos chamados esteróides anabolizantes. O número de consumidores tem vindo a crescer e não são apenas atletas de alta competição em busca de mais força, velocidade e resistência dos músculos a usá-los. As causas mais apontadas para o uso dos esteróides incluem também insatisfação com a aparência física e baixa auto-estima.

    A pressão social, o culto pelo corpo que a nossa sociedade tanto valoriza, a falsa aparência saudável e a perspectiva de se tornar símbolo sexual constituem motivo para o uso e abuso destas drogas.

    Em alguns países desenvolvidos, o uso destas substâncias constitui já um problema de saúde pública. Se, por um lado, o seu uso proporciona resultados rápidos na resposta às exigências das sociedades actuais, por outro, existe um desconhecimento quase total das pessoas dos enormes efeitos nocivos que acarretam para a saúde.



    O que são esteróides?

    Os esteróides anabolizantes são substâncias sintéticas similares aos harmónios sexuais masculinos, testosterona. Promovem um aumento de massa muscular (efeito anabolizante) e o desenvolvimento de caracteres masculinizantes. A massa corporal aumenta porque eles aumentam a capacidade do corpo de absorver proteína, além de reter líquidos provocando o inchaço dos músculos. O conceito anabolizante significa que provoca hipertrofia (aumento) do tecido muscular entre outras.

    Os anabolizantes são tomados oralmente em cápsula, tabletes, ou injectado no músculo. Muitas vezes as drogas são usadas em associação de três tipos diferentes e em doses 100 vezes maiores que as preconizadas por tratamentos médicos. Anadrol, oxadrin, durabolin são alguns exemplos de esteróides. Uma das substâncias mais perigosas é o clembuterol, usado por atletas e praticantes de musculação. Como a venda é ilegal, só é conseguido através de contrabando ou em algumas farmácias de manipulação.Ele aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca, causa falta de ar e tremores. Em casos graves, leva ao coma e pode matar.



    Factores de perigo

    Embora muitas pessoas não saibam, os anabolizantes possuem vários usos clínicos, nos quais a sua função principal é a reposição de testosterona nos casos em que, por algum motivo patológico, tenha existido um défice.Só são ministrados em doses terapêuticas e necessitam sempre de prescrição médica para serem adquiridos.

    Os médicos receitam doses de, no máximo, 15 mg enquanto que os fisiculturistas chegam a tomar a 300 mg. Está provado que estas super dosagens geram danos à saúde.

    O grau de perigo que o esferóide representa vai, contudo, depender da forma em que eles são tomados (oral ou injectável), da dosagem, por quanto tempo eles são usados, a idade, o sexo e o estado de saúde do usuário.



    Caminho sem saída

    Os jovens precisam saber que este tipo de substância não faz milagres. Não faz o músculo crescer, faz o músculo inchar e sem o anabolizante, porém, ele desincha e perde volume, o que os obriga a continuar usando o produto para não perder forma. Essa adição os torna dependentes da droga e do fornecedor.

    A paragem brusca do uso de anabolizantes também pode produzir sintomas como fadiga, insónias, diminuição do libido, dores de cabeça, dores musculares, redução do desejo sexual, perda de apetite e desejo de tomar mais esteróides anabolizantes. O sintoma mais perigoso de paragem é a depressão, que em caso extremo pode levar à tentativa de suicídio. É importante tentar suspender o uso, mas sob a orientação de um cardiologista.

    O uso indiscriminado de anabolizantes no meio desportivo e por uma questão estética, pelos enormes riscos e inconvenientes que acarretam à saúde deve ser desencorajado. Cabe aos profissionais assumirem este papel e informar os "supostos" benefícios e principalmente os riscos, como também usarem métodos de treino fundamentados na ciência produzindo resultados sérios, duradouros e saudáveis.



    Atenção, pais!

    Os pais devem procurar saber se a academia em que o seu filho faz musculação está certificada. Devem conhecer o professor e o local aonde realiza actividade física, acompanhar a sua evolução e prestar atenção ao crescimento muscular exagerado. Para além disso, é importante deve estar atento a certas características orgânicas, como queda de cabelo, cabelos quebradiços e aparecimento intenso de acne, assim como modificações no comportamento.



    Perigos dos esteróides:
    - Calvície
    - Hipertrofia da próstata
    - Acne
    - Agressividade
    - Hipertensão
    - Limitação do crescimento
    - Colesterol (baixa o hdl (bom colesterol) e aumenta o ldl (mau colesterol)
    - Virilização em mulheres (crescimento de pêlos na face, engrossamento da voz, hipertrofia do clítoris e amenorreia); e alteração do ciclo menstrual
    - Ginecomastia (excesso desenvolvimento dos mamilos em indivíduos do sexo masculino)
    - Dores de cabeça
    - Impotência e esterilidade
    - Insónias
    - Hepatoxicidade (quase todos causam lesão no fígado)
    - Problemas de tendões e ligamentos
    - Desenvolvimento de cancro da próstata, testículos e fígado


    Uso clínico de anabolizantes
    - Reposição da testosterona
    - Deficiência de testosterona
    - Problemas testiculares
    - Cancro de mama
    - Angioedema hereditário
    - Anemia aplástica
    - Estímulo do crescimento em caso da puberdade masculina tardia (deficiência de crescimento)

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