Existem exercícios especiais para golfistas?
Essa pergunta é comum entre os que gostam do esporte, mas se queixam de problemas na coluna ou nas articulações. No golfe o que mais provoca contusão é a falta de condicionamento.
Isso porque a maioria dos praticantes é sedentária, sem preparo físico adequado. Os elementos mais importantes no swing (tacada) são a percepção corpórea de movimentação, a coordenação e a elasticidade muscular - as melhores tacadas são as que parecem mais leves e mais fáceis, sem necessidade de muita força.
Cada fase do impulso domina várias partes do corpo. Aumentamos o impulso através da relação entre movimento e timing corretos. Conseqüentemente, a melhora isolada da força necessita de um treinamento simultâneo de capacidade de coordenação dos grupos musculares. O aumento do potencial do impulso é realizado por grandes grupos musculares, continuando até as menores articulações em forma de reação em cadeia.
Quais músculos são importantes no jogo de golfe?
No golfe, somente cerca de 22 minutos são jogados durante um percurso de 4 horas para percorrer os 18 buracos do campo - o resto do tempo é andar - por isso as musculaturas das pernas e das costas desempenham um papel importante nesse esporte.
No swing, apesar da maioria das pessoas acreditar que a força do movimento está nos braços, no caso dos bons jogadores 80% da força vem das pernas, enquanto dos maus jogadores, apenas 20 %. A verdadeira força do golfista vem do quadríceps e é transmitida para cima pelos glúteos até os músculos das costas e abdômen, responsáveis por transmitir a força entre a metade superior e inferior do corpo. "O trabalho mútuo desses grupos musculares assegura um bom swing e conduz o movimento central que é a mudança do impulso de trás para frente" diz a Dra Yeda Bellia, diretora da Fisioterapia Yeda Bellia.
Na segunda fase do impulso, os responsáveis pela aceleração da velocidade da cabeça de metal do taco de golfe são principalmente os músculos da região superior esquerda do tórax - ombro, braço e antebraço - que, ao serem coordenados corretamente, tornam-se os responsáveis pela sensação de "ir através da bola".
O que fazer para melhorar meu desempenho?
Os alongamentos musculares e os exercícios de fortalecimento melhoram a mobilidade e a consciência corporal e, como conseqüência, o desempenho no esporte. A primeira condição para uma boa mobilidade é a elasticidade muscular. Por isso é importante alongar-se.
Há uma série de alongamentos específicos para quem joga golfe e uma grande parte deles pode e deve ser feita antes do jogo para atingir um melhor resultado. A musculatura do tronco - músculos das costas e do abdômen - têm papel fundamental no treinamento do golfista, por serem as que mais sofrem lesões.
No caso dos exercícios de fortalecimento, devem ser priorizados os músculos das pernas e tronco. Obtém-se um bom resultado com uma sobrecarga de 30% a 50% da força muscular máxima. Como o segredo desse esporte não está na força, mas na fluência dos movimentos, um golfista é treinável em qualquer idade.
Golfe: Dicas de como evitar lesões
O golfe como atividade física
Jogar uma partida de golfe é algo bastante agradável e um excelente método para fazer uma atividade física. O golfe permite que você mantenha uma essência competitiva, apesar de ser um esporte bastante relaxante. Fazer exercícios físicos é uma das coisas mais importantes para quem quer ter uma vida saudável. A alimentação é também uma parte muito importante para quem quer ter uma boa saúde e um bom desempenho nos campos de golfe.
Benefícios do Golfe:
- É recomendado para pessoas de todas as idades, já que é jogado enquanto se caminha.
- Não exige explosão muscular, e sim o domínio do jogador sobre os seus movimentos.
- Auxilia no combate ao estresse e faz bem para a saúde.
- Riscos/Cuidados do Golfe:
- O praticante ou jogador de Golfe exercita repetidamente os mesmos músculos durante o jogo, fortalecendo o mesmo grupo muscular. A musculatura trabalhada repetidamente pelos movimentos do golfe pode acabar hipertrofiada, ao passo que os outros músculos não se desenvolvem tanto quanto os exigidos pelas tacadas. Isto pode ocasionar dores indesejadas ao jogador, bem como lesões musculares, articulares e alterações posturais.
- As lesões mais comuns em jogadores de golfe são as por repetições, como epicondilite, tendinite, problemas nas articulações dos ombros e joelhos, dores nas costas, mãos e até mesmo punhos.
- Antes de começar a prática do esporte, faça um bom aquecimento e alongue corretamente. Após o treino, realize mais uma série de alongamentos, respeitando o mínimo de 15 segundos para cada grupo muscular.
- Os treinos podem ser feitos todos em um turno ou intervalados, de acordo com o objetivo.
- Não relaxe na hidratação, beba bastante líquido durante a prática do jogo.
- Mantenha alimentação normal, com a qual seu organismo já esteja acostumado. Não faça dietas na véspera de uma competição, pois seu organismo pode estranhar.
- Principais Grupamentos Musculares Utilizados no Golfe:
- Abdômen
- Peitoral
- Braços
- Antebraços
- Dicas Para um Melhor Rendimento Físico no Golfe:
- A principal característica que influencia no jogo de golfe é a flexibilidade. O swing no Golfe requer uma movimentação conjunta de quadris, espinha e ombros. Qualquer limitação de alguma dessas 3 partes irão causar uma compensação de alguma outra parte do corpo. Portanto, é essencial que o golfista utilize apenas esses 3 membros para praticar o swing com o taco de golfe.
- É importante que o praticante de Golfe realize exercícios de flexibilidade, para melhorar o desempenho atlético e físico durante a partida ou treino.
Materiais/Vestimenta/Equipamentos para o Golfe:
- Luvas: possibilita uma pegada (grip) mais firme. Com o suor ou situações de alta umidade e de chuva, a mão torna-se escorregadia dificultando o controle do taco. Outro benefício do uso de luvas é evitar a formação de bolhas e calos.
- Jogo de tacos: um jogo inicial incluiria 2 madeiras, 4 ferros e 1 putter (indicado para a maioria das situações no campo de golfe. Os tacos variam de tamanho, visual e tipo de material utilizado, mas isso cabe a cada pessoa ver qual que encaixará melhor em seu estilo, com qual jogo de tacos se sentirá mais à vontade. Iniciantes não precisam de um jogo completo.
- Bolas de Golfe: são projetadas com diferentes núcleos, coberturas e aerodinâmica para produzir uma variedade de características de jogo como rotação, distância, trajetória, durabilidade e custo benefício. Testar diferentes tipos de Bolas de Golfe é a melhor forma de identificar a bola que melhor se adapta às condições de lançamento e estilo de jogo de cada um, levando em conta o equipamento e as condições do campo.
A prevenção através do psicodiagnóstico esportivo
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| Nas peneiras dos principais times de futebol do país, os testes físicos e técnicos são as únicas ferramentas utilizadas na avaliação dos jovens talentos. O lado psicológico costuma ser desprezado ou pouco valorizado neste momento. No outro extremo da vida profissional, atletas que são vendidos para o exterior, envolvendo milhões de dólares nas transações, não passam por nenhum tipo de testagem psicológica. Quem toma o prejuízo? Os dirigentes, clubes e o próprio atleta. Quantas não foram os casos de atletas que tentaram a sorte na Europa, África e Ásia, retornando precocemente ao Brasil por não terem se adaptado aos costumes daqueles países? Muito dinheiro, energia e outros desgastes poderiam ser evitados se houvesse a preocupação de se elaborar um psicodiagnóstico (levantamento das demandas psicológicas individuais), com o intuito de conhecer melhor os limites e as carências mentais destes jogadores. |
Como Aumentar o Rendimento de Um Desportista?
Controlo Emocional
Um bom funcionamento do corpo garante mais criatividade, memória, inteligência e pensamentos optimistas e positiva. Em resumo: " Mens Sanae in corporae sanae".
É importante não desvalorizar o peso de uma adaptação psicológica por parte dos desportistas à sua actividade desportiva, quando há um desequilíbrio emocional ou mental isso vai repercutir-se, por vezes de forma brutal, no desempenho do desportista
Se houver um atleta que não está psicologicamente bem preparado, esse atleta vai perder com outro igualmente equiparado em forma física e melhor preparado emocionalmente porque a auto-estima é uma motivação que supera o esgotamento físico, nos desportistas de competição é essencial e torna-se quase uma obsessão.
A autoconfiança e o êxito desportivo devem estar juntos para funcionarem, esta confiança deriva principalmente da imagem que um desportista forma sobre si, por isso imagens mentais de sucesso, êxito, controlo e qualidade de desempenho estão intimamente associadas a um rendimento desportivo de nível elevado.
O stress e o exercício físico
O stress ou ansiedade pode ter várias consequências positivas e negativas para o desportista, o efeito imediato da ansiedade provoca a activação de todos os recursos disponíveis e põe-nos despertos, mas da inicial fase positiva passa-se a uma fase negativa com descontrolo na capacidade respiratória e tensão muscular devido à intima relação entre a mente e o corpo. Um descontrolo causa a mal função de varias partes do corpo e leva-nos a gastar mais energia do que se não estivéssemos ansiosos.
O stress pode provir de quaisquer tipos de acontecimentos como desemprego, divórcio, doenças..., para prevenir o stress não podemos pensar que basta estar deitado num sofá, já que o conceito de relaxamento envolve o afrouxamento da regulação do sistema nervoso, desta forma ao praticar o exercício físico estamos a combater o stress e a apostar na nossa saúde porque o próprio stress pode deixar-nos mais vulneráveis a doenças.
A velha máxima de corpo são em menta sã aplica-se a quem deseja uma vida mais saudável e harmoniosa
Visualização e prática mental
Uma jogadora de golfe muito talentosa que jogava bem durante os treinos não era capaz de dar todo o seu potencial nas competições. No intuito de aumentar a sua autoconfiança o seu treinador sugeriu-lhe que se imaginasse a executar perfeitamente cada movimento antes de o realizar. Apesar de céptica, ela fê-lo mas achou difícil controlar as imagens da sua mente e não viu qualquer resultado imediato seu desempenho, frustrada concluiu que não era capaz de usar esta técnica.
A jogadora chamava-se Carolyn.
Aplicações e prática
Esta prática é muito difícil de controlar e é preciso acreditar nela e pratica-la de forma regular e sistemática para ver resultados, por isso convêm explicar bem aos desportistas em que é que consente para eles se esforçarem porque é impossível supervisionar o treino desta técnica de intervenção psicológica.
A visualização mental distingue-se dos sonhos porque o indivíduo diz que vê uma imagem e sente os movimentos e têm consciência daquilo que está a fazer, esta técnica deve incluir tantos sentidos quanto possível para ser aproveitada ao máximo: visão, audição, olfacto, tacto e até gosto para produzir uma imagem mais nítida.
A visualização mental deve ser vista como um suplemento do treino normal e apenas como um suplemento da parte do treino psicológico.
Esta técnica têm sido amplamente estudada ultimamente e o mais utilizado dos métodos no treino psicológico do desporto, segundo alguns investigadores a visualização mental pode ajudar a adquirir melhores competências físicas, dar-nos a capacidade de estar mais atentos e receptivos e até pode ajudar a curar lesões.
Há declarações de certos atletas que alegam que durante um período de inactividade desportiva mantiveram as suas capacidades desportivas graças a esta técnica, com certeza a sua forma física tornou-se mais desleixada mas a técnica alegam tê-la mantido por este meio, em certas clínicas esta técnica é utilizada para o efeito adverso, para ajudar o cliente a diminuir os seus níveis de activação fisiológica.
Também existem os aspectos negativos desta técnica, por exemplo quando um atleta imagina uma prova em que teve um fraco desempenho, ou imagina outras situações negativas.
Teorias
Muitos são aqueles que questionam a visualização mental como um método fiável, entre muitos estudos realizados e hipóteses levantadas aparecem alguns modelos explicativos como a teoria psiconeuromuscular, a teoria da aprendizagem.
Teoria psiconeuromuscular
Parte do princípio que as respostas musculares ,quando imaginamos as situações de actividade física, são semelhantes quando essas situações estão realmente a acontecer, os impulsos criados durante a visualização mental são não obstante de menor magnitude em relação aos que os atletas realizam em competição.
Ainda não foi encontrada nenhuma evidência empírica sobre esta relação.
Teoria da aprendizagem simbólica
Esta teoria acredita que a visualização mental deve focar-se em levar os desportistas a adquirir padrões de movimento, esta ideia foi confirmada ao longo dos anos, até porque todos os movimentos são primeiro codificados no sistema nervoso central, o que supõe que elaboramos um plano mental das acções antecipadamente.
Esta teoria acredita que a visualização mental ajuda a facilitar este processo de codificação, sendo que os efeitos da imaginação são mais eficazes em tarefas motoras com elevada componente cognitiva/simbólica.
Variáveis mediadoras da efectividade da visualização mental
Há várias variáveis que são passíveis de influenciar o sucesso da técnica de visualização mental, são elas a habilidade imaginativa, perspectiva da imagem, conteúdo da imagem, nível de destreza motora e relaxamento.
A habilidade imaginativa é a clareza com que o atleta imagina e a sua capacidade para não deixar essas imagens distorcerem-se e tornarem-se noutras.
A perspectiva da prática imaginada está relacionada com a posição donde o atleta está quando imagina as situações, se é um espectador ou se experiência as sensações, pensa-se que quando o atleta se imagina que ele está na posição de praticante da acção o resultado é melhor.
Investigações tem revelado que imaginar uma tarefa com resultado negativo provoca na prática maus desempenhos do se imaginássemos uma execução perfeita, assim o conteúdo da imagem também é essencial.
O nível de destreza física dos desportistas também se pensa que interfere na prática mental, não há nenhum consenso sobre o nível de destreza adequado para praticar, mas parece inequívoca a ideia de que é necessária a existência de alguma experiência na tarefa a praticar.
O relaxamento é uma técnica terapêutica aplicada em vários contextos, é utilizada no desporto porque facilita o controlo imaginativo.
Conclusão
A visualização mental é actualmente uma das técnicas mais utilizadas na psicologia do desporto, muitos desportista usam-na de forma ocasional e intuitiva e não a praticam regularmente logo não surte efeitos e é desacreditada, poucos são também os treinadores adeptos desta técnica por isso é difícil desenvolve-la com sucesso.
É uma estratégia válida para quem quiser progredir no mundo do desporto.
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A importância dos exercícios abdominais para a manutenção saúde da coluna
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por Equipe Atma Studio www.atmastudio.com.br Durante a realização de atividades diárias, (caminhada, corridas, carregamento de pesos), a coluna vertebral está constantemente submetida a forças compressivas de tensão, de torção e de cisalhamento (ADAMS et al., 1994). Estas forças são distribuídas ao longo da coluna vertebral através de um eficiente sistema biomecânico, constituído por vértebras, ligamentos, músculos e discos (WATKINS, 1999). Entre estas estruturas da coluna vertebral, os discos intervertebrais realizam um papel fundamental na absorção e distribuição destas forças. Os discos funcionam como um sistema visco-elástico que quando submetidos a forças de compressão deformam-se radialmente e o fluído contido no núcleo pulposo e ânulo fibroso são expelidos (ADAMS e HUTTON, 1983). A combinação destes mecanismos faz com que os discos intervertebrais percam a altura e causem uma redução no comprimento da coluna (REILLY, et al.1984). Quando as cargas compressivas são removidas ou reduzidas, os discos intervertebrais reabsorvem fluido e gradativamente retornam à sua altura inicial (KAPANDJI, 2000) e permitem que os sujeitos recuperem o comprimento da coluna vertebral e do corpo (estatura). As variações no comprimento da coluna vertebral, decorrentes de diferentes tipos de forças ou cargas podem ser quantificados através de medidas de pequenas variações na estatura - estadiometria (EKLUND e CORLETT 1984, VAN DIEËN et al. 1994). Vários estudos têm descrito que as deformações dos discos intervertebrais são proporcionais à magnitude das forças impostas sobre a coluna vertebral (TYRRELL et al. 1985 LEATT et al. 1986 ALTHOFF et al. 1992 Rodacki et al. 2000). Os músculos também realizam um papel relevante na absorção de forças e estabilização da coluna vertebral durante as atividades do cotidiano. Por exemplo, quando os músculos flexores e extensores do tronco são fortalecidos há um aumento na pressão intra-abdominal, a qual estabiliza e reduz o estresse aplicado a coluna (WATKINS, 1999). Desta forma um equilíbrio de força entre os músculos flexores e extensores do tronco auxilia na manutenção da boa postura e na redução das sobrecargas nos discos intervertebrais e nas estruturas mais sensíveis da coluna vertebral. A força destes músculos tem sido descrita como um importante fator na prevenção de problemas de dores nas costas. Os músculos flexores do tronco fracos têm sido associados com a incidência de lombalgias, por exemplo se os abdominais são fracos, além da redução da pressão intra-abdominal, há pouco controle sobre a pelve desencadeando uma postura hiperlordótica, a qual sobrecarrega indevidamente as articulações apofisárias posteriores e o disco intervertebral (WATKINS, 1999). Borenstein et al (1995) descreve a importância do fortalecimento dos músculos flexores do tronco para a manutenção de uma boa postura e na prevenção de lesões na coluna vertebral. A forma mais adequada de fortalecer os músculos abdominais é através do exercício abdominal. Os exercícios abdominais são executados em uma posição deitada (similar à posição utilizada para a descompressão da coluna vertebral, onde as forças compressivas são reduzidas), Porém deve -se observar os exercícios abdominais realizados com os coluna totalmente retificada a qual produz uma redução na curvatura da lordose, forçando a pelve posteriormente. O resultado da redução da lordose causa um aumento na pressão do disco intervertebral, ocasionando desta forma uma maior sobrecarga na coluna vertebral durante a prática destes exercícios (HAMILL e KNUTZEN, 1999). De fato vários estudos sugerem que os abdominais devem ser avaliados de acordo com sua efetividade, segurança (Plowman, 1992 HAMILL e KNUTZEN, 1999 ). Clinicas de reabilitação apresentam diferentes enfoques para o tratamento de dores na coluna, porém o método desenvolvido por Joseph Pilates vem sendo utilizado com um meio alternativo para devolver a funcionalidade às pessoas que sofrem de problemas de coluna (Comerford&Mottram,2001), e que não necessitem intervenções clinicas. No método Pilates existe uma variedade de exercícios que auxiliam o fortalecimento dos músculos abdominais. Desta forma essa e uma das razões pela qual muitas pessoas começam a utilizar o Pilates tanto para o tratamento quanto para a profilaxia de dores nas costas, aumentando a já grande legião de aficionados pelo método. |
Exercícios podem ajudar mulheres com incontinência urinária
| m estudo realizado em 2004, nos Estados Unidos, avaliou 291 atletas mulheres de 22 anos e revelou que 52% delas apresentavam problemas com perda urinária. Já em 2007, a Corpore realizou outra pesquisa sobre o mesmo tema e chegou em números semelhantes. De 100 mulheres, 25 tinham perda de urina durante corridas, 13 durante os treinos e nove no dia-a-dia.
Normalmente, os primeiros episódios de perda de urina são em pequenas gotas que escapam em situações de maior esforço. Grande parte das mulheres que sofrem com isso vê esses episódios com normalidade ou vergonha e não procuram orientação médica. Segundo especialistas, isso ocorre porque as atletas fortalecem as pernas e abdômen, mas não trabalham a região do períneo, que não agüenta com mesmo desempenho os impactos das atividades físicas.
Para evitar estes episódios, existem alguns exercícios específicos para a região pélvica. A fisioterapia consiste em comprimir a musculatura pélvica, porém tem que se tomar cuidado para não apenas contrair os glúteos. Por isso é recomendada a ajuda de um fisioterapeuta. As relações sexuais também fortalecem a região.
Outras modalidades, como pilates e RPG também são recomendadas para evitar a incontinência. O problema aparece mais freqüentemente em mulheres pós-menopausa. Os casos mais extremos devem ser resolvidos com cirurgia, que não costumam durar mais de 15 minutos. | ||
Fisioterapia Esportiva
A necessidade de se obter resultados rápidos e eficientes no esporte tem feito com que a fisioterapia esportiva se desenvolva cada vez mais. Este desenvolvimento técnico cientifico tem beneficiado também aqueles que não são profissionais do esporte. Na fase de recuperação o fisioterapeuta trabalha a amplitude do movimento articular, a força muscular, o equilíbrio e a coordenação, a autoconfiança do paciente e o retorno gradual e progressivo as atividades esportivas. Geralmente as lesões no esporte estão relacionadas à falta de condicionamento físico e a traumas diretos. Essas lesões variam de acordo com a modalidade esportiva.
Por exemplo: jogadores de futsal e futebol têm uma tendência maior para lesões nos tornozelos, joelhos, musculatura da coxa e panturrilha; já com os tenistas, as lesões mais comuns são os membros superiores como tendinite de ombros e epicondilite (cotovelo).
As principais diferenças na maneira como se tratam o atleta e o não atleta estão nas primeiras 24 ou 48 horas após a lesão. No atleta, o tratamento acontece no momento da lesão, com ele ainda em quadra, realizando o que nós chamamos de protocolo de terapia intensiva com: gelo, compressão, elevação da região afetada e repouso absoluto nas próximas 24 horas ou mais.
Esse período vai determinar o tempo de recuperação. Alem disso, o atleta chega a fazer três sessões diárias de fisioterapia. O grande desafio na recuperação de atletas e fazer com que consigam manter o máximo possível de seu condisinamento físico, mesmo estando em tratamento. O atleta com uma lesão de joelho, por exemplo, não precisa ficar completamente inativo. Podemos tratá-lo com exercícios para os membros superiores, alongamentos, séries de abdominal e atividades orientadas na piscina aquecida. Esse tipo de abordagem no tratamento dos atletas não só mantém o condicionamento físico como acelera sua recuperação.
A atividade física orientada por profissionais aumenta a resistência do sistema imunológico e acelera a recuperação dos tecidos lesados. Na recuperação de profissionais do esporte é fundamental que exista desde o começo do tratamento uma troca de informações entre todos os integrantes da comissão técnica.
"O grande desafio na recuperação de um atleta é fazer com que ele consiga manter o máximo possível de seu condicionamento físico, mesmo estando em tratamento".
"As primeiras vinte e quatro horas de tratamento vão determinar o tempo de recuperação".
"A atividade física orientada por profissionais aumenta a resistência do sistema imunológico e acelera a recuperação dos tecidos lesados".
Sergio Luiz Rodrigues é formado pela Univ. Católica de Petrópolis.
Especialista em Psicomotricidade pelo IBMR – RJFormação em: Osteopatia, Shiatsu e Fisioterapia Esportiva.
Fisioterapeuta da Malwee Futsal.
LESÕES NO JOELHO NA CORRIDA
LESÕES NO JOELHO NA CORRIDA
No esporte, Joelho é uma articulação, cujas funções são a de absorver a energia cinética gerada pelo contato dos membros inferiores ao solo e transmitir o movimento aos demais seguimentos do corpo. Isto se deve a dois mecanismos básicos: a chamada contração muscular excêntrica, onde a fibra muscular contrai e alonga-se resistindo ao movimento e aos graus de flexão. Em uma corrida, por exemplo, a força de reação ao solo, que chega a ser duas vezes ao peso do indivíduo é absorvida pela flexão do Joelho entre 50 e 60 graus e pela resistência do quadríceps, ou músculo anterior da coxa. O restante é dissipado pelo quadril e coluna vertebral.
Desde o início dos anos 80, quando o joelho tornou-se a articulação em destaque na traumatologia do esporte devido à elevada incidência de lesões decorrentes da prática esportiva. Em estudos recentes de biomecânica, concluiu-se que é a articulação do corpo humano que mais trabalha próximo aos seus limites fisiológicos, ou seja, no coeficiente entre destruição tecidual e reconstrução, existe grande chance da segunda prevalecer e, consequentemente, haver lesão. Portanto, não só a prática esportiva, mas também atividades repetitivas da vida diária, como subir e descer escadas, andar, agachar-se podem desencadear dor e inchaço, sem causa maior aparente.
Quando o joelho sai dos seus limites fisiológicos e deixa de executar suas funções, deve-se levar em conta dois fatores: os extrínsecos e os intrínsecos. Os primeiros incluem o treino inadequado, geralmente sem o acompanhamento de um instrutor da modalidade e o aumento da freqüência, ou intensidade. Os outros são inerentes ao indívíduo: a pisada muito pronada ou supinada, joelhos em "x" ou arqueados, angulação e rotação anormais entre os ossos do quadril, diferença de comprimento dos membros e, principalmente enfraquecimento e encurtamento de grupos musculares, gerando desequilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas. Juntos, fatores intrínsecos e extrínsecos contribuem para que haja perda da capacidade de absorção e dissipação de energia, gerando as chamadas lesões por sobrecarga. Na corrida, portanto, o joelho deve ter ter boa amplitude de movimento, força e flexbilidade.
A lesão disparadamente mais comum do joelho do corredor é a Síndrome do atrito ileotibial, onde a fricção da banda fibrosa lateral com a proeminência óssea lateral do joelho, o Epicôndilo causa reação inflamatória que, caracteristicamente, dói durante a corrida e melhora após o repouso.
A tendinite patelar, conhecida mundialmente como Jumpers Knee ou joelho do saltador e por acometer mais homens, é uma lesão que ocorre no início do tendão patelar, área denominada pólo inferior da Patela. Há caráter inflamatório inicial e, se não tratada, pode degenerar e levar à ruptura espontânea, descrita em alguns casos.
As bursites do joelho, caracteristicamente, acometem corredores à partir da 5.a década de vida. Embora existam várias bursas ao redor do Joelho com a função de reduzir o atrito entre tendões ou a fricção excessiva da pele contra proeminências ósseas, as que costumam causar sintomas são a pré-patelar, localizada bem à frente da rótula e a bursa anserina, entreposta entre os tendões Sartório, Grácil e Semi-tendíneo.
Outra lesão em voga,a condromalácea termo vem do latim e significa, em sua essência, "amolecimento da cartilagem". Postula-se que a doença desenvolva-se a partir do contato excessivo da cartilagem da rótula contra o seu "trilho", a tróclea femoral. A distribuição desigual dos pontos de pressão causaria, em longo prazo, morte celular e desarranjo da matriz extra-celular, com conseqüentes sintomas de dor, creptação ou sensação semelhante a "areia" dentro do joelho,estalos e,às vezes, falseios. No início, a lesão dá-se por amolecimento da cartilagem. A seguir, podem haver ulcerações, fissuras, terminando com o desgaste de toda sua espessura, evoluindo,assim como qualquer lesão cartilaginosa, para a osteoartrose. O tratamento é não cirúrgico na maioria dos casos e fundamenta-se na detecção e retirada de fatores causais como alterações na pisada, retrações e enfraquecimento de grupos musculares.
A pedra angular do tratamento da dor no joelho consiste na melhoria do trofismo, equilíbrio e flexibilidade muscular e na correção de fatores que possam alterar o deslizamento entre a rótula e o fêmur.Levando-se em conta o fato de que nenhuma articulação trabalha sozinha, faz-se extremamente necessário a avaliação do tipo de pisada, alterações anatômicas do joelho e problemas oriundos dos quadris. Todos estes fatores podem alterar a cinemática do joelho e predispor a lesões.
Em linhas gerais, aí vão algumas orientações aos atletas e esportistas que têm ou já tiveram dor no joelho:
a) Aos iniciantes: Realizar avaliação física pré-esportiva com um profissional da área médica de sua confiança para que fatores intrínsecos seja detectados e corrigidos, como, por exemplo, a pisada pronada, ou supinada, encurtamentos e desquilíbrios musculares. A próxima etapa será praticar o esporte orientado por um instrutor da área, para que seja evitada a técnica inadequada.
b) Aos praticantes: Dor é sinal de lesão. É seu organismo lhe dizendo que algo não vai bem. Portanto, se o joelho dói, ou está inchado é hora de parar, procurar um médico ortopedista, reabilitar-se e, posteriormente, retornar ao esporte.
c) Aos atletas: O acompanhamento periódico da equipe por um médico do esporte é indispensável. Apesar de muitas vezes, o exame físico estar dentro da normalidade, pode haver algum grau de desequilíbrio muscular, muitas vezes somente detectado através do dinamômetro da avaliação isocinética e que, cedo ou tarde, poderá levar a lesões e comprometer sua performance.
Bursite em corredores
As bursas, ou bolsas sinoviais, podem ser definidas como cápsulas protetoras preenchidas com líquido sinovial e estão presentes em áreas de maior atrito do corpo, entre tendões, ossos e músculos.
A bursite se dá quando ocorre uma inflamação dessas bursas e são várias as causas que podem provocar esse processo inflamatório, tais como: traumas diretos, lesões por overuse, ou seja, esforços repetitivos como nos esportes, infecções, doenças reumaticas entre outras.
Em atletas praticantes de corrida, as lesões acometem com grande freqüência os membros inferiores, tanto os quadris como joelhos e pés. Essas lesões podem ocorrer por diversos motivos e poderiam ser evitadas com algumas atitudes preventivas e orientações feitas aos atletas que estão iniciando a vida esportiva. desequilíbrios musculares e a falta de alongamento e aquecimento pré-atividade são fatores que podem levar o atleta a apresentar lesões, além de fatores extrínsecos como calçados inadequados.
Algumas das lesões muito freqüentes em corredores são:
- Bursite Trocantérica: Apresenta-se por uma dor na região lateral do quadril e pode ser causada por um desequilíbrio entre os músculos do quadril, região quem que músculos importantes na estabilização dessa articulação, como o glúteo médio, encontram-se enfraquecidos e o encurtamento dos músculos, como os isquiotibiais, banda iliotibial (região lateral) e adutores, também podem influenciar na sobrecarga que a região do quadril.
- Bursites Pré e Infra-patelares: Localizadas na região anterior do joelho, são comuns em diversos esportes alem da corrida. Além da dor local, também pode haver queixa durante o movimento de flexão e extensão extrema com resistência do joelho.
- Bursite do Calcâneo: Caracterizada por dor na região posterior do calcanhar, pode ser secundária ao esporão calcâneo e a tendinite de Aquiles e manifesta-se não só durante a corrida, mas também durante caminhas mais longas.
O tratamento das bursites pode ser dividido em duas fases:
- Fase Aguda: Nessa fase o objetivo é controlar a dor e a inflamação e, além dos medicamentos indicados pelo médico, a fisioterapia poderá ser útil com aparelhos e meios físicos proporcionem analgesia e conforto ao paciente. O repouso da atividade física nessa fase e importante.
- Fase Crônica: Nessa fase a reabilização é voltada para o reequilíbrio muscular com o intuito de evitar recidivas. São muito comuns em atletas lesões crônicas por falta de tratamento adequado e a dor é combatida com medicamentos, mas o problema não é tratado de maneira completa e retorna conforme os atletas retornam as atividades.
Grande parte dessas lesões podem ser evitadas se o atleta realizar o trabalho preventivo com aquecimento pré-atividade, alongamentos, fortalecimento dos músculos da perna como glúteos, quadríceps, adutores, isquiotibiais e panturrilha, Além de orientação do treinamento feita por um profissional capacitado.